22 de outubro de 2018
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Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal. Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília

A engenhosa tática de Rollemberg para chegar ao Segundo Turno

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Rodrigo Rollemberg no segundo turno. Esta é a percepção de analistas ouvidos pela Agência Digital News sobre as tendências eleitorais após a conclusão das chapas nas convenções do último fim de semana.

Enquanto as forças de oposição se fragmentam e se digladiam em confrontos internos, o governador do DF vai, passo a passo, removendo as pedras do caminho, reduzindo a formidável rejeição e consolidando sua posição no espectro eleitoral.

Ainda mais, um desses observadores comenta quase em tom de blague que o quadro sugere, analisando os nomes propostos, que haveria um acordo tácito entre Rollemberg e as forças de oposição para a divisão do bolo eleitoral: enquanto o governador fica com o Palácio do Buriti, as oposições levariam as vitórias majoritárias para o Senado Federal.

O cenário dos dois primeiros dias de campanha aponta para um total imobilismo das forças de oposição, ainda se desgastando em conflitos internos das candidaturas mais competitivas.

Por outro lado, com paciência oriental, o governador vai recompondo discretamente suas forças. No plano interno do segmento que o elegeu atende aqui e ali velhas reinvindicações, aplainando arestas. Junto ao grande eleitorado, apresenta obras de grande visibilidade que superam a imagem de imobilismo que vinha se cristalizando e que é a fonte principal de sua rejeição. Por fim, exibe sua imagem de ficha limpa.

O clima de guerra interna e o sangue derramado na carnificina do primeiro turno entre candidatos a governador seria irreconciliável. As feridas incuráveis com fraturas mais expostas serão no campo da oposição, acreditam os analistas, devido ao inevitável bombardeio de denúncias e outras acusações de todo o tipo.

Neste particular, o governador escapará quase ileso, pois a pecha de incompetente que lhe atribui a oposição será leve o suficiente para conseguir novas alianças com grupos derrotados e montar uma outra base para o segundo turno.

No confronto final, Rollemberg será um candidato temível, seja qual for seu adversário. Já os senadores estarão com suas cadeiras garantidas.

A proposta do PSB para a Câmara Alta, oferecendo o nome de uma atleta como parceira do candidato, indicaria que está a deixar o campo livre para os dois grandes nomes que a oposição trás para a disputa, bem mais fortes que de seus cabeças de chapas. É assim que raciocinam alguns estrategistas ligados ao situacionismo ouvidos pela digital News. Estas são as primeira águas a correr por debaixo da ponte.