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Resumindo: em cada gesto Bolsonaro faz acenos e agrada esse público de mais de 80 milhões de evangélicos no país. Os quais são terrivelmente leais a ele.

Bolsonaro e a Força Evangélica

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O presidente Jair Bolsonaro tem se notabilizado pela participação efetiva dos eventos evangélicos e, por consequência, tem recebido apoio maciço da bancada evangélica, no Congresso Nacional. Enquanto isso, a bancada do PSL, seu partido, segue entre um “racha” e outro, fortalecendo ainda mais os evangélicos como bancada de apoio ao governo. Na manhã desta quarta-feira (10), o presidente da República participou de culto evangélico que se realiza todas as semanas, no Parlamento.

“Terrivelmente evangélico”

Em pronunciamento, durante o culto, Bolsonaro reafirmou que vai indicar ao STF dois ministros, um deles, “terrivelmente evangélico”. Segundo o presidente, “muitos tentam nos deixar de lado dizendo que o estado é laico. O estado é laico, mas nós somos cristãos”. Esse espírito deve estar presente em todos os poderes”. Elogiou Rodrigo Maia e disse que ele tem conduzido muito bem as questões de interesse do Brasil. Ao falar da Reforma da Previdência, Bolsonaro afirmou que, no segundo semestre, os olhos de todos vão estar voltados para o Senado sinalizando que a reforma passa, na Câmara, antes do recesso. Enfatizou que a força da união entre o Executivo e o Legislativo é inimaginável.

Igreja Universal

Após o culto, Bolsonaro participou de uma sessão solene no plenário na Câmara em homenagem aos 42 anos da Igreja Universal do Reino de Deus.

Com mandato presidencial até 2022, Bolsonaro terá, ao menos, duas indicações para vagas no STF, diante das aposentadorias compulsórias, em razão de idade, dos ministros Celso de Mello (2020) e Marco Aurélio Mello (2021). Jair Bolsonaro já sinalizou que um dos nomes cotados para a vaga na Suprema Corte, é o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. E outro terrivelmente evangélico.

Bancada evangélica

No culto realizado na Câmara, Bolsonaro afirmou ainda ser “apenas um instrumento”. E acrescentou que, por mais críticas que a bancada evangélica receba, tem um “superávit enorme junto à sociedade”. O Presidente da República, contou desde a campanha eleitoral com o apoio de grupos evangélicos, em todo o país e, tem participado dos principais eventos. Bolsonaro foi o primeiro presidente a participar da Marcha para Jesus, em São Paulo, e segue fiel aos princípios contido na agenda evangélica.

Justiça com religião

Em maio, em evento da Assembleia de Deus Ministério Madureira, em Goiânia, Bolsonaro questionou se não estaria na hora de ter um ministro evangélico no STF.

“Existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos; um tem que respeitar o outro. ”

Homofobia da transfobia

Com críticas frequentes aos ministros do Supremo, Bolsonaro já disse, que os ministros do STF estavam “legislando”, ao discutir a equiparação de homofobia ao crime de racismo. No dia 13 de junho, STF decidiu permitir a criminalização da homofobia e da transfobia. Resumindo em cada gesto Bolsonaro faz acenos e agrada esse público de mais de 80 milhões de evangélicos no país. Os quais são terrivelmente leais a ele.