24 de junho de 2018
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A lógica da intervenção no Rio de Janeiro - Yeda Crusius - Blog Edgar Lisboa. Foto: Alex Loyola

A lógica da intervenção no Rio de Janeiro – Yeda Crusius

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Extenuados estávamos todos com a repetitiva, interminável e nefasta agenda que o país seguia: instabilidade política, recessão econômica, escândalos diários, corrução desenfreada, e insegurança pública. Terminado 2017, os sinais da economia reverteram-se para positivo, o alvo Reforma da Previdência emperrava os trabalhos legislativos e fechava aeroportos e estradas pelos manifestantes, a passividade das instituições perante a crise humanitária na Venezuela que fazia da nossa fronteira com Roraima um cenário de chorar.

Começando 2018 – sempre depois do Carnaval, a agenda do país foi mudada. A intervenção do Temer no Rio de Janeiro mudou a pauta do país para Segurança Pública. O interventor escolhido é um general. O governo criou um Ministério separado da Justiça, e deslocou para ele o Ministro da Defesa Raul Jungmann, colocando em seu lugar um general. Coragem para fazer, como dizia o meu lema de governo.

O Ministro Jungmann foi responsável pela difícil área da Reforma Agrária nos governos Itamar e FHC. Conhecendo como o conheço, muito bem, afirmo que tem todas as qualidades para comandar a pasta e esta é uma das razões para eu ter aprovado o decreto de intervenção, quando foi submetido à Câmara dos Deputados. Mas há outras fortes razões para meu apoio à intervenção e à criação do ministério. Estou lembrando as pessoas que fiz isso no início do meu governo, decisão minha de governadora eleita, porque dava prioridade ao bom uso do dinheiro público, à ordem e à segurança pública. Separei a Secretaria da Justiça e da Segurança Pública em duas, a primeira para os direitos e a segunda para seu verdadeiro fim, que é a política pública comandada pelas Polícias Civil e Militar, Instituto Geral de Perícias, e Presídios. Transferi o Detran para Administração. Déficit zero em dois anos, e políticas públicas focadas. Os indicadores sociais, incluindo os de criminalidade e violência, TODOS melhoraram.

Agora Temer faz exatamente isso, Ministério da Justiça para políticas sociais que respeitam direitos e enfrentam os terríveis índices de violência. Ministério da Segurança Pública para o que lhe compete. Dois generais: o interventor no RJ e o chefe do Ministério da Defesa, que estava com o Jungmann. Tem tudo para dar certo.

Juntando as Polícias Rodoviária, Federal, Inteligência, a mudança na gestão já vai mostrando resultados. Apreensão de drogas, de armas, de dinheiro vivo. Faltava na verdade alguém que fizesse. Agora o Ministério da Justiça pode tratar do horror da fronteira com a Venezuela, com a entrada aos milhares de migrantes por dia por Roraima fugindo da fome e da perseguição política, já quase dois milhões de venezuelanos com a roupa do corpo. No zoológico, os animais em osso e pele porque não tem comida. O peso médio da população baixou muito. E o Maduro continua gordo e cruel, aplaudido pelas esquerdas latino-americanas.

O Governo Temer assume o comando da nova agenda, porque além dessa prioridade à segurança pública, a economia vai deslanchando, taxa de juros lá embaixo, com a reforma trabalhista o emprego vai voltando, o controle da inflação e o equilíbrio fiscal mantidos. Já se respira melhor. Enfim.

* Yeda Crusius é presidente Nacional do PSDB-Mulher, deputada federal no quarto mandato pelo Rio Grande do Sul, ex-governadora e ex-ministra do Planejamento.