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A volta das termelétricas no Sul

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O encaminhamento da conclusão do projeto básico de reforma da previdência, no Senado, encheu os agentes econômicos de otimismo. Destravar o impasse da falência do estado brasileiro em seus três níveis é o primeiro passo essencial para a retomada dos negócios. Embora ainda falte um longo e, possivelmente, acidentado caminho para chegar ao topo, o desempenho dos congressistas parece indicar que há sensatez e seriedade nas duas Casas Legislativas.

Queda de braço

Não obstante os parlamentares procurem espremer o executivo, é natural que isto aconteça, o governo terá grande vantagens com a descompressão de suas contas para se viabilizar como administrador. Portanto, se o executivo e o legislativo ganham, é um fato positivo essa queda de braço que se vê no processo político do segundo turno da previdência no Senado.

Retomada da economia

Com isto, os agentes econômicos já voltam seus olhares para o futuro, avaliando as novas possibilidades que se abrirão com a volta da atividade produtiva e dos investimentos. No caso do Rio Grande do Sul, o estado tem à frente ofertas concretas de investimentos vultosos num segmento essencial para a retomada da economia como um todo.

Serviços públicos e infraestrutura

Uma das áreas preferenciais para os investidores nacionais e internacionais, é no terreno das concessões de serviços públicos e obras de infraestrutura. São duas faces de uma mesma moeda: ao obter a concessão o investidor obriga-se a construir.

A demanda básica para a volta do crescimento é dar garantias de energia elétrica para mover as novas fábricas que vêm nessa vertente. Para ter mais energia é preciso investir e construir. Neste caso, o Estado oferece amplas possibilidades para atrair capitais.

 Potencialidades do Carvão gaúcho

A oferta mais evidente a curtíssimo prazo de investimentos na área de energia elétrica, no caso do Rio Grande do Sul, tem sido o interesse concreto de empresas estrangeiras em explorar as potencialidades do carvão gaúcho. Essas reservas, que ultrapassariam, segundo estudos, ao petróleo do pré-sal, constituem uma riqueza   capaz de alavancar um crescimento consistente da economia e, mais ainda, da arrecadação. Entalado no engessamento de suas despesas obrigatórias, o setor público precisa de ar para respirar e, só pode contar com os recursos próprios naturais e humanos. Deixar uma riqueza destas debaixo da terra seria um desperdício incompreensível e uma ameaça de agravar a inadimplência que já sufoca a população gaúcha dependente do erário estadual.

Energia elétrica

Não serão poucos os obstáculos para recolocar o carvão mineral da posição que já teve. No início do Século XX não só o Rio Grande, mas também as principais cidades brasileiras se iluminavam com produtos riograndenses e catarinenses. Entretanto, com o crescimento da demanda da energia elétrica que virá com a eletrificação dos automóveis (carros de passeio, ônibus e caminhões) vai colocar um desafio a todo o segmento de produção de energia elétrica.

Abastecer o transporte

Além do desafio imediato de sustentar a retomada do crescimento, o setor elétrico terá de abastecer o transporte até o final da década que vem, dizem os especialistas. E nesse ponto, o carvão, que ainda contribui com 40 por cento da matriz energética mundial, retomará seu lugar.

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