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Aécio afirma que Dilma é uma grande incógnita

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O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) abriu mão da disputa à presidência da República pelo partido e decidiu concorrer às eleições de outubro ao cargo de senador. Sem mostrar ressentimentos, Aécio quer que a campanha do ex-governador de São Paulo José Serra comece em Minas Gerais. Aécio Neves ainda fala sobre a pré-candidata Dilma Rousseff, o duelo com o PT e o debate entre a gestão FHC e Lula.

Aécio Neves (Foto: Divulgação)
Aécio acredita que os tucanos não devem temer comparações sobre os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula como alguns partidários temem. “Há razão para temer comparação? Ao contrário. Vamos para o embate. O PT comete o equívoco de restringir sua existência aos oito anos de governo Lula. Vamos reconstruir as nossas trajetórias e ver quem contribuiu mais para que chegássemos onde estamos hoje.”

Para o ex-governador mineiro, o duelo entre os partidos PSDB e PT será entre a meritocracia e o messianismo. Isso será abordado durante a campanha. “Vamos demonstrar que a meritocracia é o antídoto ao messianismo, porque ela te permite dados objetivos de avaliação dos resultados na vida das pessoas. Vamos contrapor esses dois modelos e acho que temos grandes vantagens. Lula será sempre reconhecido pelo Brasil como um presidente extremamente importante em um momento da nossa história. A perpetuação do PT no poder não é boa para o País.”

”A grande incógnita é como será a relação de Dilma com o PT”. Segundo Aécio, a relação da pré-candidata do PT com o próprio partido seria uma incógnita no ponto de vista da autoridade, pois pode sofrer influência do “PT ideológico e com problemas éticos. Ela terá que demonstrar durante a campanha como será a relação com o PT, como virá o PT ideológico do Estado máximo e que presença o PT dos problemas éticos terá no governo”.

A análise de Aécio sobre Serra e Dilma se permeia nas convicções. Para o mineiro, os conceitos de gestão Serra já estão expostos e que Dilma terá que explicar, pois suas convicções são somente ideológicas. “O Serra resgata a eficiência na gestão pública como instrumento dos avanços sociais e representa uma política externa muito mais afim aos interesses do Brasil, inclusive os comerciais e pragmáticos, e não uma aliança meramente ideológica. Dilma terá que dizer aos brasileiros exatamente o que pensa de modelo de Estado, das instituições democráticas, da liberdade de imprensa, do aparelhamento do Estado e desse inchaço da máquina pública.”

Serra e Aécio vão se reunir neste início de semana para marcar a data do começo da campanha Aécio vai propor dia 19. “A ida de Serra a Minas, no início de sua caminhada, tem o simbolismo de demonstrar a proximidade pessoal nossa, e de Minas e São Paulo, nesta eleição. Mas ninguém induz o voto do eleitor. O eleitor é livre para fazer suas escolhas. Eu vou tentar demonstrar que, para Minas Gerais e para o Brasil, a eleição de Serra é muito melhor”, conclui Aécio.