19 de dezembro de 2018
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Alexandre Roso

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O médico- cirurgião Alexandre Roso (PSB), é o terceiro na série da coluna Repórter Brasília que apresenta os novos deputados federais eleitos pelo Rio Grande do Sul. Torcedor do Inter, foi eleito vereador em São Leopoldo em 2000. Quatro anos depois, entrou na chapa de Ary Vanazzi (PT) como vice-prefeito, sendo reeleito em 2008. Como vice-prefeito nesses últimos seis anos, Roso se empenhou para elaborar uma nova política para a Saúde em São Leopoldo, voltada para a prevenção e promoção da saúde. Ele pretende levar essa preocupação para Brasília. “Minha contribuição no Congresso Federal se dará em especialmente na área de saúde. Além de ser um tema de extrema relevância, temos no Brasil um modelo de saúde ideal que não está sendo aplicado uniformemente em todo país”, reforça.

 Para Alexandre Roso, há muito a ser debatido na Capital Federal. ”Temos que discutir a contribuição social da saúde (CSS) e a CPMF para a saúde, além da Emenda 29, cuja discussão se arrasta desde 2000. A Emenda não aumenta impostos, ela apenas regula o percentual de aplicação dos orçamentos em saúde das esferas federal, estadual e municipal. Atualmente, sem isso, o que vemos é uma sobrecarga aos municípios, porque a cobrança sempre é direta nas Prefeituras”, destaca.

 Como parlamentar, Roso apostará na criação do Código Nacional de Saúde, uma espécie de manual que centralizará as informações possibilitando o acesso e democratização da saúde para os brasileiros. ”Minha gestão também será focada em ações e propostas que possam valorizar o Sistema Único de Saúde e principalmente dos profissionais que integram o SUS”, complementa o deputado.

Alexandre Roso acredita que o diálogo fará avançar temas que estejam emperrados há anos na Capital Federal, como as reformas tributária, política e trabalhista. ”Sobre a Reforma Tributária, cada Estado tem sua legislação própria, o que gera uma competição, desencadeando a guerra fiscal. Um dos objetivos da reforma é justamente unificar a legislação para todos os Estados”, diz. Além disso, para Roso, a reforma trabalhista não poderá ser resolvida sozinha, terá que vir na esteira da reforma tributária.

 Já sobre a reforma política, Roso afirma que o avanço do conhecimento político exige uma nova legislação.  “Houve uma melhora na qualidade da nossa democracia. O que é fruto da cobrança da própria sociedade, que exige um modelo mais organizado e de maior participação do eleitor”. Para o parlamentar, todas as reformas terão impacto direto na sociedade e por isso têm tanta dificuldade em serem aprovadas.

Vinho nacional

O ex-presidente da Câmara Setorial do Vinho, Hermes Zanetti, defende um maior apoio do governo recém empossado na questão do vinho. Estima-se que a safra 2010-2011 seja 15% maior do que a anterior com uma produção de 600 milhões de quilos de uva. De acordo com Zanetti, o vinho “é uma das formas mais consistentes e rápidas para conceituar o país, como ocorre com a França, a Itália e Portugal”. Experiente na área, foi superintendente da Vinícola Aurora, ele afirma que o governo deve se concentrar na evolução do produto nacional e dar a atenção necessária para a devida produção com qualidade. “Hoje temos um produto excepcional, que disputa o mercado lá fora e é premiado, mas temos que entender que a elevada carga tributária acaba com o ânimo do produtor de uva”, salienta.