Alianças, acordos, promessas e o salva-se quem puder na disputa pelo Palácio Piratini | | Edgar Lisboa
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Alianças, acordos, promessas e o salva-se quem puder na disputa pelo Palácio Piratini

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O assunto entre os parlamentares gaúchos no Congresso Nacional neste início de semana foi o acordo assinado entre o PMDB e o PDT, publicado pelo Jornal do Comercio, para as eleições do ano que vem. Nessa nota, assinada pelos deputados José Padilha (PMDB) e Vieira da Cunha (PDT), os peemedebistas garantiriam a prefeitura aos pedetistas em 2012 em troca do apoio nas eleições estaduais. Essa nota, assinada por Michel Temer, e outras lideranças peemedebistas, circulou poucos dia depois do PDT ter feito um acordo com o DEM para disputar o governo do Estado, acordo acertado pelo próprio Vieira da Cunha. Até na escolha dos candidatos o PDT está rachado: enquanto Vieira da Cunha pretende ser candidato a governador, todos os outros membros do partido apostam ou em Pompeo de Mattos ou em alianças com outros partidos. O presidente do PDT, segundo seu gabinete, viajou para a República Dominicana, onde vai participar da reunião da Internacional Socialista. Dizia um peemedebista ontem (25) no túnel do tempo, no Senado:“o PDT está que nem biruta de aeroporto. Num dia recebe na executiva, o Tarso e o Olívio que assinam com Bolzam um acordo pré-nupcial. No outro dia, Bolzan vem à Brasília fala com o Simon e diz que eles tem um compromisso com o Fogaça. No outro dia, fazem uma reunião com os democratas para construir uma aliança com o DEM. Ao mesmo tempo, Vieira da Cunha é candidato a governador mas também negocia para ser vice. E, no meio da discussão arruma uma viagem conveniente.

Bandeira2_RSApoiando José Fogaça, o PDT fica na Prefeitura, mas o que os pedetistas querem do PMDB é a prefeitura e ainda a vice-governadoria além do apoio ao candidato do PDT daqui há dois anos. E, segundo alguns analistas, o candidato não seria José Fortunati pois parte dos pedetistas não se considera representada pelo correligionário, criticado por atuar em faixa própria.

Mas não é só PDT que está com problemas. O PMDB está indeciso, já que tem que escolher entre tirar o Fogaça da prefeitura de Porto Alegre para lança-lo ao Piratini ou tentar reeleger Germano Rigotto (que tem um bom currículo) e ambos estão na faixa de 28% na última pesquisa do IBOPE. Mas Fogaça só poderia se eleger com uma aliança forte pois ele teria que deixar a Prefeitura da Capital e prometeu que não faria isso. Já Rigotto, prefere uma vaga no Senado. Caso nenhum dos dois candidatos dê certo, o PMDB pode ainda lançar o atual prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori, que além de administrar a cidade com um dos maiores indicadores sociais da país e é capital brasileira da cultura, tem uma aliança de 14 partidos. Em último caso, os peemedebistas podem contar com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, com invejável base municipal. Já o PTB, que está sendo procurado por todos os partidos, só vai ter um pré-candidato até maio, Luiz Augusto Lara que só foi lançado para segurar a base do partido. A incógnita é com que o atual senador petebista, Sérgio Zambiasi, uma usina de votos. Tanto o PT como o PDT querem aliança, mas a tendência do PTB é não ter candidato próprio. Os pedetistas pretendem fortalecer uma liderança estadual para um projeto futuro. Além disso, o PTB está na base do Governo e a atual governadora, a tucana Yeda Crusius já se anunciou candidata. Para Zambiasi, até maio não haverá nenhuma definição. Mas há quem diga que os partidos querem a liderança do senador mas não querem acordo com todo o PTB. Segundo Zambiasi, ” tem várias correntes dialogando para encontrar um ponto comum”. Na opinião do petebista, estas alianças são necessárias porque “a governabilidade exige uma coalizão ampla”. O PP é assediado por todos, já que tem mais de 500 prefeituras no RS. O PT está lançando o nome do atual ministro da justiça, Tarso Genro, e já tem mais de 30% das intenções de voto. O PSDB vai tentar reeleger Yeda Crusius, mesmo sabendo que ela vai ter apenas 10% dos votos. Entretanto, diziam ontem, no Senado, que o PSDB já está investindo na governadora e vai investir alto durante a campanha para manter sua posição.