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Arranha-céu mais alto do mundo

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Inaugurado ontem (4) o arranha-céu mais alto do mundo com 828 metros de altura, o Burj Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Em formato de agulha e com 192 andares, o prédio custou US$ 1,5 bilhão e demorou cinco anos para ficar pronto. A altura exata do edifício desbanca a até agora mais alta torre do mundo, a Taipei 101, em Taiwan, com 509 metros.

Foto AP
Foto AP

Além ser o prédio mais alto do mundo, o Burj Dubai detém outros recordes como um de seus 57 elevadores é considerado o mais rápido do mundo e cobre a distância mais longa percorrida por um elevador, pois chega ao último andar. Ainda, possui a piscina (no 67º piso), o mirante (no 124º) e a mesquita (no 158º) mais altos do mundo.

Segundo a companhia imobiliária local Emaar, a responsável por tocar o projeto, o edifício tem 1.044 apartamentos de luxo, 49 andares dedicados a salas comerciais e escritórios e 160 quartos de hotel. Participaram de sua construção mais de 12 mil operários, 7.500 engenheiros e várias empresas estrangeiras, lideradas pela sul-coreana Samsung Corporation.

Antes da inauguração, um dos diretores da Emaar, Mohammed al Abbar, disse aos jornalistas que 90% da Burj Khalifa “já está vendido”, o que deve beneficiar o mercado imobiliário do emirado, que atravessa uma crise financeira.

E a crise?

Dubai enfrenta uma crise financeira desde o dia 25 de novembro quando o consórcio público “Dubai World” (ao qual pertence a Emaar) pediu uma moratória de suas dívidas, calculadas em US$ 26 bilhões.

A Emaar diz que os preços dos imóveis agora estabilizaram, contradizendo as expectativas de crise no setor. “Vocês devem perguntar ‘por que estamos construindo tudo isso’? Para trazer qualidade de vida e um sorriso às pessoas e acho que devemos continuar fazendo isso”, disse Mohamed Alabbar, presidente da Emaar, a maior construtora do mundo árabe em lista.

“Crises vêm e vão”, disse Alabbar a jornalistas. “Construímos para os anos que vêm… Precisamos ter esperança e otimismo”. Os investidores, no entanto, não se comoveram muito e as ações da Emaar fecharam em baixa de 3,4 %, deixando o índice geral de Dubai em baixa de 2,6 %.