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Banrisul e BRB, bancos regionais fortalecidos

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Germano Rigotto

Na opinião do ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (MDB/RS) o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) e BRB (Banco de Brasília) eram utilizados, no passado, como cabide de empregos, e dar financiamentos de forma irresponsável. Atualmente, segundo Rigotto, existe um controle e as instituições mostram resultados positivos.

Bom Lucro
“Como o Banrisul hoje está bem administrado, bem gerido, tem um belo lucro”, afirma o ex-governador gaúcho. Chama atenção para o que alguns dizem: “o Banrisul é um problema, teria que haver um processo de privatização”. Ele avalia que não tem que ter privatização em muita coisa, e alerta para o fato de que, “um banco estatal como o Banco do Brasil, Banrisul e BRB, ele têm um papel que o banco privado não tem; que é ser o braço para a implementação de um projeto de desenvolvimento do País, do Estado. Ele chega em um lugar aonde o banco privado não chega”, acentua.

Abrangência em sete Estados
O mesmo papel desenvolve o Banco de Brasília (BRB). O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) disse ao Repórter Brasília que, “não há hipótese de o banco ser privatizado. O BRB era um banco voltado para pagar salários do funcionalismo público do Distrito Federal, e agora se transforma num Banco de Fomento com abrangência em sete Estados do Centro-Oeste e já com resultados”.

Da cadeia para a cadeia produtiva

Paulo Henrique Costa

O governador do GDF até faz uma brincadeira: “o banco saiu da cadeia, para a cadeira produtiva, e com ótimos resultados. É um banco comandado por técnicos, sem interferência política, mas não esquecendo o social”, enfatiza o governador ao fazer um elogio ao presidente do banco, Paulo Henrique Costa.

Não é a solução
Agora se privatizar o Banrisul, o que é que vai acontecer? Questiona Germano Rigotto. “Privatiza o Banrisul, coloca os dez bilhões ou oito bilhões do resultado da privatização nos cofres do estado, queima esse dinheiro para enfrentar o déficit; ele simplesmente desaparece e tu não resolveu o problema estrutural. Quer dizer, não é solução”.

Sobreviveu ao ajuste fiscal
O Banrisul sobreviveu ao grande ajuste fiscal feito após a edição do Plano Real do Presidente Itamar Franco, graças ao Senador Pedro Simon, Antônio Brito, Germano Rigotto, entre outros.  Simon tinha convencido Itamar a fazer o Plano Real e foi um dos seus principais articuladores. Participou da reunião em que Itamar convidou Fernando Henrique Cardoso a ser seu sucessor, após Antônio Brito, que na época era ministro da Previdência, ter declinado o convite.

Financiar déficits
A equipe econômica privatizou um grande número de bancos estaduais nesta época, sob o argumento de que as instituições eram utilizadas, e de fato eram na maioria dos casos, para financiar o déficit dos governos, seus acionistas.  As instituições também concediam financiamentos a projetos mais de interesse político do que os resultados.

Legislação Prudencial

O Banco Central aditou uma legislação prudencial (ciência que estuda as leis, direito e jurisprudência) mais rigorosa de controle interno, para evitar riscos ao sistema. Medidas semelhantes que levaram instituições privadas, como o Bamerindus e Banestado a mudarem de mão no Paraná.

Estímulo à reestruturação
O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER) conseguiu recuperar muitas instituições financeiras e dar maior segurança aos poupadores até um limite de aplicações.

Edgar Lisboa