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O ministro Marco Aurélio Mello, relator da questão de ordem para o STF analisar se ações que envolvam crimes de caixa 2 devem ser remetidos para a Justiça Eleitoral mesmo que também tratem de corrupção. Foto- Nelson Jr.-SCO-STF

Bolsonaro, Maia, prisão de Temer, Previdência, visita a Trump, STF, Lava Jato, bolsa, Moro… as duas semanas do pós-carnaval no Brasil

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Reveja o que foi notícia desde o fim da folia na Quarta-feira de Cinzas, em 6 de março.

Da visita de Jair Bolsonaro a Donald Trump, nos Estados Unidos, à prisão do ex-presidente Michel Temer, passando pela controvérsia entre o presidente e Rodrigo Maia (e entre o presidente da Câmara e o ministro da Justiça, Sérgio Moro), pela apresentação da reforma da Previdência dos militares e pelo polêmico fundo bilionário da Lava Jato, as duas semanas pós-carnaval movimentaram a política e a economia no Brasil.

Se o ano no país só começa de fato depois da Quarta-feira de Cinzas, 2019 reservou para os últimos 15 dias um volume de notícias que valeu para 12 meses.

Neste período, o STF abriu inquérito para investigar mensagens falsas e ataques a ministros da Corte, o presidente da Câmara promoveu um churrasco para melhorar o diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário, a Bovespa alcançou 100 mil pontos pela primeira vez e a aprovação de Bolsonaro caiu 15 pontos desde a posse, chegando a 34%, e a Lava Jato completou cinco anos sob inédita pressão, nas palavras de um procurador.

Veja, abaixo, um resumo do Brasil no pós-carnaval:

7 de março

O presidente Jair Bolsonaro diz, em cerimônia de celebração dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais no Centro do Rio, que os militares precisarão fazer sacrifício com a nova Reforma da Previdência.

Jair Bolsonaro: ‘A missão será cumprida ao lado de pessoas de bem do nosso Brasil’

No mesmo evento no Rio, Bolsonaro afirmou, diante de militares, que democracia e liberdade só existem quando as Forças Armadas querem.

Democracia e liberdade só existem quando Forças Armadas querem, diz Bolsonaro em discurso

8 de março

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anuncia que vai marcar a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A CCJ é a primeira etapa de tramitação da reforma da Previdência.

Câmara vai instalar CCJ para iniciar tramitação da reforma da Previdência

11 de março

Líderes partidários da Câmara fecham um acordo no qual condicionam a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa à entrega, por parte do governo federal, da proposta da aposentadoria de militares.

Partidos políticos indicam representantes para a Comissão de Constituição e Justiça

O ministro Luiz Fux, do STF, manda arquivar a ação em que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, pedia para transferir à Corte as investigações sobre o uso de supostos candidatos-laranja pelo PSL (partido de Bolsonaro) nas eleições de 2018.

A Polícia Federal (PF) abre inquérito para investigar o caso de Maria de Lourdes Paixão, candidata do PSL a deputada federal nas eleições 2018 suspeita de ter atuado como laranja.

Maria de Lourdes Paixão (PSL) chega para depor na sede da Polícia Federal em Pernambuco, no Cais do Apolo, região central do Recife, nesta quinta-feira (20)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquiva um pedido em que a força-tarefa da Lava Jato tentava impedir o ministro Gilmar Mendes, do STF, de julgar ações sobre o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza.

12 de março

A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que atua na Operação Lava Jato no Paraná desiste de criar um fundo privado para gerir dinheiro devolvido pela Petrobras.

MP pede suspensão de fundação que ia gerenciar multa bilionária da Petrobras

Marco Aurélio Mello, do STF, diz que julgamento sobre caixa 2 “não esvazia em nada” a Lava Jato. O comentário refere-se a eventual decisão da Corte determinando a remessa para a Justiça Eleitoral de casos que tenham relação com outros crimes, como corrupção.

A Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle do Senado aprova um convite para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, prestar informações sobre o suposto uso de candidaturas de laranjas do PSL de Minas Gerais.

G1