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Brasil e Argentina mais próximos

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O Brasil e a Argentina, as duas maiores economias sul-americanas, integrantes do Mercosul, agora também parceiras em dois acordos recém-finalizados, um com a União Europeia, outro com a Associação Europeia de Livre Comércio começam a se entender e trabalhar juntas na valorização do comércio da região. Depois de o presidente Jair Bolsonaro e Alberto Fernández após meses de provocações, parece, que entenderam a importância de valorizar a força regional sul americana. Assim, a troca de desaforos está sendo substituída por reuniões de trabalho em busca de resultados para as duas economias.

Novo começo no Uruguai

Para o início de março, foi marcado um encontro entre Brasil e Argentina, na posse do novo presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou.  Na avaliação de analistas, poderá ser o começo de uma colaboração que beneficiará os dois e o Mercosul, como um todo. O Brasil poderá dar uma contribuição importante para que a Argentina possa sair de uma de suas maiores e mais longas crises.

Melhor Caminho

Neste momento, para o Brasil, o melhor caminho é apoiar ” qualquer programa exequível adotado pelo governo de Alberto Fernández. O terceiro maior mercado para as exportações brasileiras é a Argentina e também um dos maiores destinos da produção industrial do Brasil. É hora de acabar com a troca de desaforos e aproveitar esse caminho para a cooperação comercial entre esses dois

Relações Fraternas

O deputado Heitor Schuch (PSB/RS), que é membro do Parlasul, defende uma relação fraterna, com discussões de pautas e fortalecimento do mercado comum. “Eu acho que a relação entre países, e vizinhos, o vizinho às vezes é mais importante do que o familiar. Porque o familiar às vezes mora longe, o vizinho é o primeiro que está ali na hora de levar uma criança ao médico, ao hospital, ou coisa parecida” para o parlamentar, “a relação com os países ela tem que ser muito fraterna, muito próxima. Tem que ter discussões, pautas. Até porque as pessoas se locomovem, fazem turismo. Por exemplo, lá no Rio Grande do Sul o que tem de argentino agora passando pelo Rio Grande e vindo para nossas praias, é muita gente.
Relações claras e transparentes

Na opinião de Schuch, “as relações estremecidas entre os países acaba inibindo o turismo, o comércio, muitas vezes até as relações que já existiam. Então eu acho que o que o Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e todos os membros do Mercosul precisam fazer, são reuniões ordinárias entre os executivos. Sentar, conversar, aproximar; fazer com que as coisas estejam sempre muito claras, muito transparente. ”

Fronteiras abertas

Na avaliação do congressista gaúcho, “não interessa o nome do presidente da República, o que interessa é que os países estejam com as fronteiras abertas, que tenham critérios claro para o transporte de mercadorias, de bens, para circulação de caminhões e veículos. ”

Tratar como Irmãos

A minha posição, assinala Heitor Schuch, “é que nós precisamos melhorar a nossa relação comercial com os vizinhos, porque é mais fácil de chegar mercadoria, é mais rápido. Qualquer problema está logo aí para resolver, é diferente vender uma coisa para o Uruguai e para a Argentina, do que lá para o fim da Ásia, para o Oriente Médio. O deputado argumenta que “ a gente aqui tem até uma facilidade de língua, de a gente entender. Então eu acho que nós temos que tratar os nossos vizinhos tão bem quanto tratamos os nossos irmãos. E isso tem que valer, como vale nas famílias da gente, tem que valer também na relação entre os países”.
Terminar com a papelada e taxas

O congressista brasileiro que, é um dos representantes do Brasil, no Parlasul,disse que vai continuar naquele fórum internacional “para defender as nossas pautas, na infraestrutura, na agricultura, na pecuária. “Temos que defender, por exemplo, o que o estado do Rio Grande do Sul precisa, o que o país precisa. Isso é o que nós vamos defender. Nós vamos junto com os outros vinte e poucos colegas defender aquilo que for pauta brasileira, em termos de relação comercial, de aproximação, das questões burocráticas. Enfim, terminar com muita papelada, burocracia, carimbo, taxa, atrasos nas entradas, nas duanas, nas alfândegas, e assim por diante. Acho que essa tem que ser meio que uma perseguição permanente dessa aproximação. ”

Repórter Brasília, Blog Edgar Lisboa