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Brasil não vai assinar protocolos de tratado nuclear

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Em audiência pública nessa quarta feira (9) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a afirmar que o Brasil não irá assinar nenhum protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Segundo o ministro, apesar de não ter intenções de desenvolver armas nucleares, o Brasil não pode abrir mão da tecnologia.

ministro Nelson Jobim Foto: Divulgação
ministro Nelson Jobim Foto: Divulgação

“É necessário, isso sim, que os países (que detêm armas) nucleares comecem a reduzir seus armamentos. Porque a dissuasão nuclear – que parte do pressuposto de que se pode usar uma arma que atinja
indiscriminadamente civis não insurgentes – é imoral” disse o ministro. Jobim também afirmou que a decisão de não assinar esses protocolos é uma decisão do presidente Lula e faz parte da Estratégia Nacional de Defesa.

Proposto em 1968, o tratado conta com a adesão de 189 países, incluindo cinco que possuem armamento nuclear (Chinha, França, Reino Unido, EUA e Rússia). Ele proibe o desenvolvimento e a produção de novas armas nucleares, mas permite o uso pacífico da energia atômica.Apenas India, Paquistão, Coréia do Norte e Israel estão fora do tratado.

Na mesma audiência, o ministro disse que a decisão sobre a compra dos 36 caças que irão substituir os atuais Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira (FAB) ficou para o ano que vem. Segundo o ministro, a FAB
não entregou a análise técnica dos caças. Jobim também disse que a decisão final na compra é do presidente Lula, portanto, uma decisão política. Três empresas disputam a licitação: a Boeing norte-americana, com o modelo F/A-18 Super Hornet; a Saab sueca, com o modelo Gripen NG, e a Dassault francesa, com o modelo Rafale.