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Wilson Witzel

Busca de assinaturas para criação do Aliança pelo Brasil

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Com o ano já chegando ao fim e as eleições municipais se aproximando, mais rápido do que parecia, a semana, em Brasília, será muito concorrida após o feriado de 15 de novembro e, antes do recesso parlamentar. Pelo lado dos partidos, o presidente Jair Bolsonaro vai dar a largada para um mutirão na coleta de assinaturas para a criação da Aliança pelo Brasil. Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal ensaiam boa convivência, saindo dos embates que deram manchetes nos últimos meses.

Assinatura eletrônica

O presidente Bolsonaro, pretende usar as próprias redes sociais para garantir o apoio de seguidores ao novo partido. Apesar de, oficialmente, ainda não existir o novo partido, Jair Bolsonaro já faz a sua primeira convenção, na quinta-feira (21). Entre as estratégias para cumprir os prazos, em tempo hábil, pretende fazer a coleta de assinaturas eletronicamente; uma ação sem precedentes até agora, o que é visto com ressalvas pelo próprio TSE. A expectativa é que com esse sistema, em um mês, o grupo tenha assinaturas suficientes para protocolar um pedido no Tribunal Superior Eleitoral.

Fundo Partidário

Para que o parlamentar mude de partido, mas continue com o mandato, a criação de uma nova legenda já é justificativa suficiente. A polêmica está no Fundo Partidário. Alguns apostam que vão conseguir levar parte do dinheiro, mas, pela legislação eleitoral, o PSL manteria toda a verba. O entendimento é que mesmo eventuais mudanças nas bancadas do PSL, na Câmara e no Senado, não modificam o tamanho da verba que cabe ao partido.

Grupo não é “dinheirista”

Os aliados de Bolsonaro admitem que isso pode pesar na decisão de alguns parlamentares que preferem se garantir com a estrutura partidária, mas o deputado Bibo Nunes (PSL/RS), disse que o Fundo Partidário não vai influenciar na decisão, e que “o grupo não é dinheirista”. Segundo o congressista, “no máximo um ou dois podem estar preocupados, porque nós colocamos isso certo nas reuniões, e quem está aqui não é dinheirista, quem está aqui sabe que pode se eleger por rede social, como nós nos elegemos. E quem está interessado em dinheiro não pode estar aqui perto; e eu não estou preocupado com Fundo Partidário. Nós já viemos de uma eleição sem Fundo Partidário e sem tempo de TV”.

Apoio evangélico

Para criar um novo partido são necessárias quase 492 mil assinaturas, em no mínimo nove unidades da Federação. Fato que não preocupa os bolsonaristas, mesmo porque a força evangélica está entrando em campo para captar as assinaturas.

Aproximando dos desafetos

Por outro lado, a outra ala do PSL, com o afastamento do presidente Bolsonaro do partido, já se aproximou de um dos maiores desafetos do presidente, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Nesta semana, a cúpula da legenda comandada pelo deputado Luciano Bivar já começou reuniões para garantir o apoio da sigla ao Palácio Guanabara, e já amarra uma parceria para às eleições municipais do próximo ano.

Lasier entre os 25 Melhores

O senador Lasier Martins (Podemos/RS) comemora a pontuação máxima alcançada no concorrido “ranking dos políticos” no Congresso Nacional. Alcançou 300 pontos nos quesitos ficha limpa, assiduidade, austeridade, e qualidade nas votações. O senador gaúcho ficou entre os 25 melhores parlamentares do Parlamento brasileiro. O “ranking dos políticos” é realizado por uma ONG seguida por três milhões de internautas. A comenda será entregue no próximo dia 27 de novembro, em Brasília.