Câmara dos Deputados comemora os 57 anos de Brasília com Sessão Solene

Com discursos de parlamentares e lideranças, Câmara Federal  comemora os 57 anos de Brasília.

O deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), autor do requerimento para a realização da sessão em homenagem aos 57 anos de Brasília, inaugurada no dia 21 de abril de 1960, destacou que a Capital  continua sendo  uma das mais belas e modernas cidades do País, com sua arquitetura moderna. Em todas as faculdades de arquitetura moderna do planeta, Brasília é estudada e apreciada. Lamentou que “só aqui no nosso próprio país, não é referenciada e cuidada como deveria ser”

Para o parlamentar, “a construção de Brasília, para integrar o país, era preciso coragem e competência. Era preciso convencer os brasileiros da importância de se integrar ao país. Era preciso tirar o país da praia e levá-los para o sertão, era preciso desbravar, levar o progresso a cada canto, era preciso unifica-lo”, assinalou.

“Para que desse certo, lembrou Izalci, era preciso unir as forças do bem e a vontade de Deus. Podem falar o que quiserem, mas contra fatos não há argumentos. Depois de Brasília, o Brasil se desenvolveu, evoluiu e se integrou”.

“Mesmo com todas as intempéries e a revelia daqueles que torciam pelo pior, o Brasil, cresceu e hoje, novamente à revelia daqueles que  teimam de fazer nossa população refém do atraso, continua a se integrar e lutar pelo progresso e pelo desenvolvimento”, disse Izalci.

Segundo Izalci Lucas, tudo isso só foi possível porque homens e mulheres de todo o Brasil acreditaram no sonho do grande presidente, o maior que esse país já teve, e construíram a nossa capital. O deputado fez uma retrospectiva do que foi feito em Brasília com amor e que nossos atuais gestores não têm tido por Brasília. “São quase oito anos de descaso absoluto, serviços públicos de qualidade que sempre foram referência para o resto do Brasil como educação, saúde e segurança foram deixados de lado”.  Izalci chamou atenção para a saúde. Disse que “para se ter uma ideia da desorganização que tomou conta dos nossos serviços públicos, não há sequer controle de medicamentos na Secretaria da Saúde. Lamentou que “há oito anos, a secretaria só faz compras emergenciais. Enquanto o mundo avança na tecnologia e inovação, o governo do DF é analógico”.

O parlamentar citou o exemplo do estádio Mané Garrincha. “Temos um estádio que foi construído por quase R$ 2 bilhões unicamente para distribuir propina e por isso é tão inutilmente grande. Não há como mantê-lo, não há como sustentá-lo. Já está sendo corroído, quebrado e destruído.”

Em Taguatinga, segundo o tucano, o Centro Administrativo é outra obra faraônica que custou mais de R$ 1 bilhão e,  assim com o estádio, está no meio da Lava Jato, enrolado e parado parece que  não se sabe o que fazer da obra  que serviu apenas aos vendilhões do templo”.

“ Nossas quadras, museus e monumentos estão abandonados”, denuncia Izalci. E acrescenta: “o Teatro Nacional está fechado e sendo corroído pelo tempo. O museu e a biblioteca sofreram com goteiras e ultimamente, perdemos grande acervo que voltou para o Rio de Janeiro.  Em qualquer manifestação, política quebra-se equipamentos públicos, picha-se monumentos.”  E argumenta: “os tiroteios e mortes já chegaram ao Plano Piloto. Não, podemos ficar calados, não podemos ficar parados. Essa cidade nos pertence, ela é nosso capital que é de todos os brasileiros.”

Izalci Lucas citou uma frase do fundador Juscelino Kubistchek. Ele dizia: “costumo voltar atrás, sim, não tenho compromisso com o erro”.

 “Nós amamos Brasília”,disse Paulo Octávio ao concluir seu discurso na Câmara

 Para o empresário, ex-governador e representante da família de Juscelino Kubitschek, Brasília prova a grandeza desse país.

Paulo Octávio disse que “aprendemos muito com as frases de Juscelino, a gente aprende a ter otimismo, aprende a ter fé, confiança na capacidade realizadora do povo brasileiro. Vi uma foto da construção deste prédio aqui, não tinha nada, fiquei olhando a foto agora e fiquei impressionado, que cidade bonita. A gente pode sentar ao lado de uma pessoa que registrou uma foto onde hoje é o Congresso Nacional e, em 1957 só tinha areia.”

Para Paulo Octávio, “quando vejo Brasília, eu vejo a coragem dos nossos pais, dos nossos avós, talvez aqui esteja a terceira, quarta geração de Brasília, mas também está a primeira, muitas pessoas da plateia estiveram aqui em 1957-1958-1959-1960, comeram poeira, viveram todas as dificuldades, mas enfrentaram o desafio de construir uma cidade”.

“É com muito orgulho e muita alegria que sempre fiz questão de estar presente, trazendo a minha gratidão pela cidade, gratidão que não é só minha, que é de cada uma das pessoas que estão aqui hoje. Uma cidade que é orgulho do povo brasileiro, que cumpre seu papel de Capital”, afirmou.

O empresário afirmou que “nós Brasilienses, nós Candangos temos o compromisso de ter orgulho, de falar bem, de levantar a auto estima de cada um dos nossos filhos, nossos amigos para dizer, NÓS AMAMOS BRASÍLIA”, concluiu em meio a aplausos de convidados e dos bombeiros mirins que lotavam o plenário da Câmara dos Deputados.

Associação dos Candangos destaca a importância da Capital

Claudionor Pedro dos Santos, conselheiro representando a Associação dos Candangos Pioneiros de Brasília destacou a importância da Capital Federal. Lembrou que quando chegou, em Brasília, o Congresso Nacional, era apenas um canteiro de obras e teve oportunidade de acompanhar o desenvolvimento da cidade.

Brasília é uma cidade que nasce sem dono, comemora Érika Kokay

Erika Kokay  falou das pessoas que, com suas mãos, vieram à Brasília, para transformar a cidade, a Capital da Esperança. Brasília é uma cidade que nasce sem dono. É uma cidade que nasce de todos os brasileiros. Alguns já tentaram se apropriar das cores desta cidade. Brasília parece um avião, voa Brasília, parece uma borboleta porque tem a beleza de uma borboleta e passa por uma transformação como são as borboletas. É uma cidade onde o céu é o limite.

Brasília é uma cidade muito especial mas ela tem sido muito mal tratada. Nunca tinha visto um racionamento de água como estamos vendo agora. E muitas vezes parece que querem transformar Brasília numa cidade proibida. Por amor à Brasília, nós temos que defendê-la de todos os ataques que ela tem sofrido”.

“Voa Brasília, lembrando todos os dias que é uma cidade sem dono. Seus donos são os brasileiros e brasileiras que aqui estão e lutam para eu Brasília possa retomar a sua condição de ser uma cidade que assegure os direitos aos cidadãos”.

Brasília uma cidade empreendedora de sucesso, atesta a prefeita Regina Lacerda

“Antes de mais nada eu quero parabenizar o deputado Izalci, e a Câmara dos Deputados por esta feliz iniciativa. E quero trazer o meu cordial cumprimento a este seleto plenário, em nome do Conselho do Trabalho do Distrito Federal, do qual eu tenho a honra de presidir, e da Prefeitura do Setor Comercial Norte, onde atuo como prefeita desde 2005”, afirmou Regina Lacerda, acrescentando: “que bela cidade estou a avistar, mais parece um sonho, ou o que é que há! Com as minhas vistas fico a avistar esse monumento do senhor Oscar.

A Escola de Musica de Brasília também iluminou a sessão solene no plenário da Câmara na homenagem à Brasília. João Ferreira e Denize Silva interpretaram o Hino Oficial e Peixe Vivo mostrando a força da música do Distrito Federal.

Vamos ver de perto se isso é verdade, coisa de cinema a linda cidade. Ao seu JK eu vou dedicar minha gratidão por esta visão. Brasília, assim cantou o poeta Roberto da Silva ao se encantar com a paisagem de Brasília vista da descida do Colorado.

Eu cheguei em Brasília em 1972 junto com a minha querida mãe, meu pai, missionário Batista e mais quatro irmãos. Aqui nasceu a minha irmã caçula, Regiane. Aqui me criei, estudei, me formei, e me tornei funcionária pública, e depois empresária da área de seguro. Desde cedo aprendi a amar e zelar por essa cidade que me acolheu com tanto afeto, e me deu tudo que conquistei e que tem sido o meu lar por tantos anos.

Aprecio cada quadrante desta linda cidade. E tenho esperança de que ela permanecerá conservada, para o deleite das futuras gerações.  Mais do que um Patrimônio Mundial da Humanidade; Brasília é o nosso lar, um lugar que escolhemos para viver e para criar os nossos filhos. Mais os seus 57 anos estão também marcados por diversos problemas, crise no abastecimento da água na cidade, crise na segurança pública, que deixa a população assustada e indefesa; crise na saúde pública, com a falta de médicos, remédios e postos de atendimentos fechados; crise no transporte público, que é ruim e caro. Os custos de vale transporte obrigatório para quem tem funcionários, onera e muito os custos das empresas. Falta de estacionamentos, temos um milhão seiscentos e cinquenta e quatro mil carros, 55 carros para cada 100 habitantes. A zona azul nas regiões centrais de Brasília carece de mais transparência e discussão com a sociedade.

A Operação Lava Jato tem mostrado o quanto temos sido lesados em milhões e milhões, que poderiam ter sido aplicados em melhorias do serviço público, como iluminação e infraestrutura. Brasília tem mostrado ao longo dos anos sua vocação para ser mais do que simplesmente uma Capital Federal, mas uma excelente empreendedora de sucesso. Artistas, profissionais de excelência que levaram o trabalho e a cultura da nossa terra à notoriedade nacional e mundial. Essa terra sonhada pelo Juscelino Kubsheck, forjada na mente brilhante de Oscar Niemayer, planejada por Lúcio Costa e enfeitada por Athos Bulcão, tem dado muito mais ao Brasil ao longo dos anos tudo o que se poderia imaginar. E feliz de nós de amamos e decidimos fazer de Brasília a nossa morada, pois vivemos em uma cidade sem par. Como moradora apaixonada por Brasília, quero manifestar o meu pesar pela degradação que temos assistido nos últimos anos, e manifestar a minha indignação pelo abandono ao qual a nossa cidade tem sido submetida.

Brasília deve ser cuidada e respeitada pelo seu valor histórico e cultural, mais acima de tudo, pelo que ela representa para cada um de nós”, concluiu a prefeita e presidente do Conselho do trabalho do Distrito Federal.

JK anunciou que Brasília se tornaria o cérebro das altas decisões, revelou Ricardo Leite

O Procurador Federal do Ministério do Trabalho, Ricardo Leite, representando o ministro do Trabalho, começou seu pronunciamento enaltecendo Brasília, com uma frase de Juscelino Kubitschek. “Neste Planalto Central, nesta solidão em que breve se tornará o cérebro das mais altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã, o do meu País, e antevejo a Alvorada, com fé inquebrantável e uma confiança sem limites para um grande destino”.

Brasília, deputado Izalci, disse Ricardo Leite, “deve tudo a Juscelino Kubitschek, o maior presidente que o País já teve, e que merece ser sempre lembrado, nesses momentos de crise inclusive os quais nós vivemos agora.”

Leite lembrou que “o presidente Michel Temer fez uma referência muito bonita no dia 21 ao aniversário da Capital Federal, a Capital da Esperança. Disse o presidente Temer, “Brasília nasceu de um ato de ousadia de JK, celebrar o aniversário da cidade é celebrar a capacidade do Brasileiro de reformar o seu destino”. É isso de fato que nós queremos que todas as crianças que estão presentes aqui como símbolo do futuro, possam ter em mente. É preciso tomar para si o seu destino e ter a coragem de fazer concreto o impossível, porque Brasília é isso, capital da esperança; e bons ventos virão. JK, este sim; uma referência de conciliação, um visionário do desenvolvimento. E trago a mensagem do ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira, ele que tem no seu gabinete uma foto sensacional de Juscelino amparando por Getúlio Vargas, dois grandes brasileiros, para mim é uma honra deputado Izalci, de estar usando essa Tribuna. E está aqui presente também o meu irmão o deputado federal Otávio Leite, que é afilhado de JK. JK foi a Aracajú em 1962 e batizou uma criança nos braços, porque a mãe já falecida. Otávio Leite que hoje nesta casa faz um trabalho belíssimo como deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro e colega de bancada.”

Fica a nossa esperança, assinalou Ricardo Leite, acrescentando: “meu pai que era juscelinista, Fernando Prado Leite, já falecido dizia que achava Juscelino um grande visionário, um homem querido, um homem simpático, alegre, que trazia em si a esperança. Esta é a nossa palavra, a nossa homenagem, a nossa vontade de deixar aqui uma mensagem de otimismo que é nossa também para combater essa chaga terrível que é o desemprego que também assola do Distrito Federal. Estamos juntos lá com todos que fazem parte do Ministério do Trabalho, do ministro Ronaldo Nogueira que é parlamentar também, deixando aqui essa mensagem e o agradecimento por esta bela cerimônia. Viva Brasília, Viva JK.”

Brasília, fé e demonstração de capacidade e realização do povo brasileiro, diz Marcos Pacco

O administrador de Brasília, Marcos Pacco, saudou às crianças que preenchiam os espaços no plenário e disse que “ ter as crianças aqui na verdade é a nossa esperança, como bem dizia JK, com a fé inquebrantável em nossa cidade, com essas crianças aqui a nossa fé se renova porque há uma fé muito grande em Brasília que , como dizia JK, é a maior demonstração da capacidade de realização do povo brasileiro; é a maior demonstração de criatividade. Quando eu penso nos grandes nomes que nos antecederam, como JK, Athos Bulcão, Lúcio Costa, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão e mais, isso nos enche de uma responsabilidade muito grande, porque grandes homens com uma visão muito grande, fora do comum sobre o nosso País, sobre a nossa cidade e que celebraram tanto em tão pouco tempo; e eu fui procurar o que há de comum entre estes grandes homens, que construíram uma cidade em tão pouco tempo e que tão jovem se tornou a Capital da Humanidade. Porque Brasília não é Capital só dos brasileiros, Brasília não é patrimônio só dos brasileiros, Brasília é Patrimônio Cultural da Humanidade. Pena que muitas pessoas não valorizam a nossa cidade como deveriam valorizar, eu procurei deputado Izalci, o que há de comum entre estes grandes homens, além de uma fé de acreditarem o que iriam realizar, eles tinham o trabalho. A fé e o trabalho eram característica comum entre todos estes grandes homens. Portanto eu quero conclamar aqui a todos os homens, a todas as mulheres da cidade e as crianças, para que nós possamos construir mais por nossa cidade, para que nós possamos acreditar em nossa cidade.”

A emoção ficou por conta dos bombeiros mirins, da Ceilândia que lotaram o plenário da Câmara dos Deputados. Com gritos de guerra envolveram todos os na homenagem à Brasília. “São os brasilienses do futuro já engajados em favor da cidade. ” O Tenente do Corpo de Bombeiros, Marcos Rocha, comandou uma garotada que lotou o plenário do legislativo.

Eu não sou daquele time quanto pior melhor, eu diria que eu sou otimista, usando as palavras do nosso querido poeta Ariano Suassuna, “otimista é o povo, o pessimista é um chato, eu prefiro ser realista esperançoso”, eu sou realista, eu conheço as dificuldades da nossa cidade, eu conheço os grandes problemas. Esse nosso patrimônio precisa de preservação, de manutenção, de conservação, mas eu sou realista e esperançoso como Ariano Suassuna, eu acredito que Brasília é esta demonstração e vai ser esta demonstração, de uma cidade que hoje tem a maior qualidade de vida, a Capital do nosso País é a Capital que tem a maior qualidade de vida. E vai ser exemplo ainda, de educação, de saúde e segurança, mas desde que seja construído por todos nós, por pessoas que não estejam pensando nos próprios interesses, mas que estejam em vários, em interesses públicos, interesses pela cidade; de pessoas que não tenham interesse simplesmente em pensar e si mesmo, mas de pensar na cidade.Então Brasília, apesar de as suas idiossincrasias, Brasília eu te digo, nós te amamos.”

Agência Digital News/blogedgarlisboa