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Câmara nega pedido de arruda para adiar votação de impeachment

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Brasília – A defesa do governador afastado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) pediu hoje (3) à Câmara Legislativa que adie a votação do pedido de impeachment de Arruda, marcada para amanhã (4), até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre recurso contra a participação de sete deputados suplentes no lugar dos titulares na análise do afastamento do governador. Apesar do apelo dos advogados de Arruda, o presidente da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), afirmou que a votação está mantida para amanhã (4), a partir das 10h.

Os deputados distritais decidirão nesta quinta-feira em plenário se aceitam ou rejeitam o parecer do deputado Chico Leite (PT) a favor do impeachment de Arruda.

Por determinação da Justiça, sete suplentes tomaram posse para participarem, exclusivamente, das votações e decisões sobre o pedido de impeachment do governador. Eles substituem os deputados titulares suspeitos de serem beneficiários do esquema de corrupção no Distrito Federal, que seria comandado por Arruda. A Câmara recorre ao STF contra a decisão. No entanto, não há data para o recurso ser julgado na Corte Máxima do Judiciário.

A Câmara Distrital recebeu uma carta, assinada por Arruda, em que diz que vai permanecer afastado do comando do governo local até a conclusão do inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Arruda licenciou-se do cargo antes de ser preso sob a acusação de tentativa de suborno de uma testemunha do suposto esquema de pagamento de propina no Distrito Federal. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde o dia 11 de fevereiro, por ordem do STJ.