19 de julho de 2018
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Sete candidatos ao Governo do Distrito Federal participam do primeiro debate.

Candidatos ao Palácio Buriti apresentam suas propostas

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Os candidatos ao Governo do Distrito Federal, defenderam, na noite desta segunda-feira (9), durante três horas, no Parla Mundi, em Brasília, suas propostas para ter o direito de ocupar a principal cadeira do Palácio Buriti. Os sete candidatos: Alexandre Guerra (Partido Novo), Eliana Pedrosa (Pros), Fátima Sousa (PSol), Izalci Lucas (PSDB), Jofran Frejat (PR), Paulo Chagas (PRP) e Rodrigo Rollemberg (PSB) defenderam seus projetos com relação ao Plano Piloto e Regiões Administrativas do Distrito Federal. Cerca de 500 convidados lotam o auditório e durante a exposição, se manifestavam com vaias ou apoio aos pré-candidatos. O debate foi promovido pelo Portal Metrópoles.

Em seis blocos, cada pré-candidato teve a oportunidade de se apresentar aos eleitores que irão às urnas em outubro. Depois, em duas oportunidades distintas, puderam fazer perguntas entre si, além de responder questões apresentadas por leitores e questionamentos formulados por jornalistas convidados. O estímulo ao desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda nas cidades do Distrito Federal foram temas constantes durante as perguntas e respostas dos pré-candidatos. Foi o primeiro debate entre os postulantes ao Palácio Buriti. Durante os debates e a manifestação permanente das torcidas, não ocorreram momentos de grande exaltação. De uma maneira geral o clima entre os sete candidatos foi cortês e civilizado. Fátima Sousa e Jofran Frejat concentraram suas manifestações na saúde. Fátima sempre provocativa e fazendo cobranças. Para ela, foi um debate no qual os concorrentes defenderam a velha política. Finalizou dizendo que seu governo vai defender os negros e criar uma política séria sobre o combate às drogas. “Só preciso de quatro anos para mudar essa cidade”, afirmou.

Frejat, na paz, respondia e, no seu estilo, não provocava, os candidatos. Quando atacado limita-se a sorrir. Questionado sobre políticas públicas para a comunidade homoafetiva Frejat afirmou não ter qualquer problema com a “satisfação pessoal”, mas que essas pessoas não devem “influenciar em outras áreas”.

Izalci ateve-se muito ao setor produtivo e como reter ou trazer de volta as empresas que deixam o DF. Com isso integrado à tecnologia e ao talento do brasiliense, buscar diminuir o número de desempregados que alcança, hoje, cerca de 300 mil. Ele enfatizou que Brasília precisa “ser geradora de oportunidades”. Garantiu que vai tirar a cidade do abandono. Alexandre Guerra insistiu na mudança da maneira de fazer política, defendeu a gestão também no serviço público, e a independência entre os Poderes Legislativo e Executivo. Disse que a cidade não pode permitir que o DF volte a ser governado pela “turma da tornozeleira eletrônica”. O general Paulo Chagas surpreendeu com a proposta de planejamento, “aprendido na caserna”, e só entrou em polêmica desnecessária ao responder uma pergunta sobre a população negra. Paulo Chagas se despediu fazendo uma analogia à profissão e ressaltou que um comandante deve saber servir e não apenas ser servido.

Eliana Pedrosa defendeu a implementação de um cadastro de nascidos vivos, para facilitar as políticas sociais. Destacou a necessidade de fazer propostas exequíveis. “Todos temos dificuldade em administrar problemas, mas temos de propor coisas factíveis. Teremos oportunidade de apresentar propostas solucionáveis e, assim, as pessoas vão se engajar a votar”. Respondendo a uma pergunta de um jornalista, frisou que, se eleita governadora, as empresas da família, não terão negócios com o Governo do Distrito Federal.

O governador Rodrigo Rollemberg, aproveitou o espaço para focar suas manifestações no que o governo vem fazendo. De maneira inteligente e não entrando muito nas provocações dos demais candidatos mostrou, em todas as intervenções, o que o GDF fez em obras, investimentos, destacando a orla do lago e a saída norte, em finalização. Aproveitou para dizer que assumiu o DF em situação de calamidade. Ressaltou não ter realizado mais em função das dificuldades. “Agora, com a casa arrumada, podemos fazer muito mais. ”

Auditório do Parla Mundi, lotado. No plenário, o pré-candidato do PDT, Peniel Pacheco, que não participou do debate pois o lançamento de sua pré-candidatura foi no sábado.

Agência Digital News

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