21 de Maio de 2018
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Caravana de Lula

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai desistir da disputa ao Palácio do Planalto porque, conforme já havia dito, uma “coceirinha” o faz seguir adiante. “Pobre daqueles que acham que prendendo o Lula acaba a luta. Quero avisar a elite: esperem que vamos voltar”, afirmou. Em todas as suas manifestações, Lula tem dito ser vítima de um pacto entre o judiciário e a imprensa para acabar com seu partido. Uma caravana com o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato ao Palácio do Planalto vai percorrer os Estados do Sul, a partir do próximo dia 27, para aproximar Lula das regiões onde ele sofre maior resistência do eleitorado.

Aproximar as bases

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) afirma que o objetivo é ficar mais perto da população. A caravana começa na Capital gaúcha e vai percorrer o Estado passando por Santana do Livramento, Erexim, Santa Maria, São Borja, Palmeiras das Missões e Ronda Alta. Segundo o parlamentar, será uma grande caravana que irá reunir setores mais variados da sociedade gaúcha. “Professores, metalúrgicos, agricultores, trabalhadores do campo e da cidade”.

Manifestações fortes

Marco Maia, avalia que já houve um bom feedback no dia 24 quando do julgamento de Lula, em Porto Alegre, onde as manifestações foram fortes com caravanas vindas do Brasil inteiro; mas em especial dos três Estados do Sul: Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul. A organização é feita pelo Partido dos Trabalhadores e pela Frente Brasil Popular, que congrega inúmeras entidades sindicais, sociais e culturais do Brasil. “É uma caravana que é recheada de entidades de rua, mas também terá encontros com   professores, universitários, artistas e políticos. Devemos contar a presença da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e dos líderes do partido no congresso”.

Resgatando a história

O parlamentar adianta que a caravana vai a São Borja. A ideia é convidar o PDT para estar junto, já que a intenção do Lula é fazer uma visita aos túmulos dos ex-presidentes, Getúlio Vargas e João Goulart. Estar presente neste espaço que faz parte da história política do Rio Grande do Sul. Marco Maia é enfático ao dizer que “o PT não tem plano B. Nosso plano é o Lula, continua inalterado. Nós vamos brigar no campo jurídico, mas devemos também fazer a disputa política; até porque é público e notório que o julgamento do Lula saiu do campo meramente jurídico e técnico e se transformou num julgamento político”.

Julgamento político

O deputado petista reclama da antecipação do julgamento e enfatiza a não existência de provas que justificassem a decisão, e muito menos o processo contra ele.  A decisão tomada de forma combinada pelos desembargadores do TRF-4, em Porto Alegre com votos semelhantes e iguais, exclusivamente para que não houvesse uma prescrição da pena e da idade do presidente Lula”, lamenta.

Pesquisas Eleitorais

Maia ressalta que “é importante destacar que todas as pesquisas eleitoras dão conta que o crescimento do Lula é cada vez mais sólido. “O parlamentar critica também o atual governo: “a sociedade brasileira reconhece um legado, enquanto isso, o governo Michel Temer é um governo extremamente rejeitado, patrocinando reformas com impactos negativos na vida das pessoas, como a reforma trabalhista e agora a reforma da previdência”.

Edgar Lisboa