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Cientistas italianos querem exumar o corpo de Leonardo da Vinci para comprovar teoria

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Um dos grandes mistérios do mundo das artes é a identidade da pessoa retratada no famoso quadro Mona Lisa. Existe a suposição de que seria a mãe de Leonardo da Vinci ou uma mulher de um mercador de Florença ou um autorretrato. E para saber a verdade, os cientistas do Comitê Nacional para a Valorização dos Bens Históricos, Culturais e Ambientais da Itália pretendem exumar a ossada do pintor para reconstruir o rosto e confrontar a teoria de que o famoso quadro Mona Lisa seria um autorretrato.

mona_lisa800“Somente a partir deles será possível reconstruir o rosto de Leonardo e confrontá-lo com o autorretrato conhecido dele e com a Mona Lisa”, declara um dos responsáveis pela pesquisa e antropólogo da Universidade de Bolonha Giorgio Gruppioni.

O primeiro desafio dos cientistas será encontrar os restos mortais do artista. Leonardo da Vinci morreu em 1519, aos 67 anos, e teria sido enterrado no castelo de Amboise, no vale do Loire, na França. Como o local foi alvo de saques ao longo dos séculos, não há certeza de que a sepultura seja mesmo a de Leonardo da Vinci. “Ali está escrito que, talvez, ele esteja enterrado ali. A ideia é demonstrar que aqueles ossos, existindo, sejam de Leonardo. Temos que retirar o material e analisá-lo”, afirmou Gruppioni.

Caso sejam encontrados os ossos no lugar, a próxima etapa seria de provar que são de Da Vinci. A parte mais complexa para os pesquisadores começa em descobrir descendentes vivos ou familiares sepultados nos cemitérios da Itália, com maior probabilidade nos arredores de Bolonha. “Ao extrair o DNA dos ossos teremos que compará-lo com o de alguém que tenha tido um grau de parentesco com Leonardo da Vinci”, explica Gruppioni.

Os cientistas já identificaram um corpo com descendência do artista, mas precisa ser melhor analisado. “Encontramos um pintor, que seria um descendente de linha paterna de Leonardo da Vinci, enterrado em Bolonha, na virada dos séculos 15 e 16, mas temos que aprofundar a pesquisa”, avalia o presidente do Comitê, Silvano Vincenti.

O último passo será a reconstrução do crânio que pode estar fragmentado. A equipe usará sistemas virtuais e métodos de morfologia para recompor as partes ausentes. “Podemos hoje dar respostas que dez anos atrás não seriam imagináveis”, afirma Vincenti.

A partir do crânio, a face será restaurada em um computador e depois modelada em plástico. “O rosto é modelado segundo um protocolo de antropologia forense que requer a mão artística para dar forma às partes moles, de acordo com critérios anatômicos e científicos que não deixam espaço para a livre interpretação”, explica Gruppioni.