20 de novembro de 2017
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Clima quente esquenta ninho tucano em Brasília

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O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o presidente nacional interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), integrantes de grupos distintos dentro da sigla buscam chegar a um acordo para desfazer, um pouco, o mal-estar da reunião do PSDB, na Câmara dos Deputados, no dia 30 de outubro, antes do feriado. A ala governista do partido bateu boca com o presidente interino, da ala que defende o desembarque da agremiação do governo e um novo discurso de autocrítica. Já o outro grupo, do governador de Goiás, Marcone Perillo, faz parte da ala governista e é visto como o candidato de Aécio Neves (PSDB-MG). Ele lançou oficialmente sua candidatura à presidência do PSDB. Fez a comunicação oficial durante a reunião com Tasso Jereissati que, segundo confidenciou a amigos, também vai concorrer.

Ameaças de Agressão

Ricardo Tripoli (SP)., com o pré-candidato Geraldo Alckmin.Reunião deveria ser pacífica.

Até ameaças de agressão entre parlamentares dos dois grupos chegaram a ser ensaiadas na reunião da bancada. Convocada pelo líder do PSDB, Ricardo Trípoli (SP), a reunião deveria ser pacifica. Era só uma apresentação da empresa Ideia Big Data, contratada por Tasso Jereissati para cuidar da comunicação e das redes sociais do partido. O bate-boca começou quando os deputados Domingos Sávio e Paulo Abi-Ackel, de Minas Gerais criticaram a contratação da empresa e receberam o apoio do deputado Giuseppe Vecci (GO), todos aliados do senador Aécio Neves. Tasso Jereissati, classificou o episódio de agressões e ameaças de “uma reação delirante de Minas e Goiás”. O PSDB se tornou igual ao PMDB e se aproxima da direita, sentenciou o ex-ministro Bresser Pereira. Tasso com voz alterada disse “esse não é o meu PSDB”.

Ferido o conjunto

Deputada Yeda Crusius: “temperatura foi a níveis insuportáveis”.

A deputada Yeda Crusius (PSDB-RS) afirmou que sabia que “ seria uma reunião de atrito, gerado pelo fato de que uma pesquisa encomendada pelo Tasso com novos marqueteiros, foi vazada na Folha de São Paulo, antes de os parlamentares saberem. Isso, elevou a temperatura a níveis insuportáveis”, avaliou. Os marqueteiros, mostraram os Twitters trocados, na campanha. Foi muito pesado sobre o PSDB, sobre o Aécio.

Nem meu, nem teu, nem nosso

“Quero dizer que o PSDB não é, nem meu, nem teu, mas nosso”. Qual é o nosso PSDB? Questionou Yeda. É isso que está se perdendo, e o partido racha quando isso acontece. A situação atingiu um ápice, que só vai se consertar com a eleição do presidente em dezembro”.

Palácio do Planalto 

Deputado Izalci Lucas, presidente do PSDB do DF: “caminhamos pela a unidade”.

Quanto a candidatura para o Palácio do Planalto, Yeda Crusius reafirmou que o partido vai na linha de pegar uma pessoa de porte. “O Marcone Perillo é de porte, ele realmente, foi 4 ou 5 vezes governador, tem posições marcadas. Mas a principal característica, é que ele é um agregador. Já o presidente do PSDB do DF, deputado Izalci Lucas, afirmou que caminha pela unidade e pelo Geraldo Alckmin. Hoje, é o candidato natural. Em princípio, nosso candidato oficial, deve ser anunciado, em dezembro”.

Esclarecimento 

A deputada Yeda Crusius enviou whatApp dizendo que ” as qualidades do Marconi Perillo são para  presidente do partido. Já Geraldo Alckmin é para presidente do Brasil.