19 de novembro de 2018
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Em um país que registrou no “Disque 100”, 13 mil denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes só nos cinco primeiros meses de 2010 – vale lembrar que muitos casos sequer chegam ao conhecimento do governo – as autoridades começam a discutir novas formas de enfrentar o problema. Além das campanhas para se evitar o abuso, novas maneiras de tratar as vítimas e dar-lhes um futuro começam a surgir. Uma delas é o projeto Vira Vida, que dá a oportunidade a jovens que passaram por exploração sexual a elevar a escolaridade e entrar no mercado de trabalho.

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Exploração sexual

Em um país que registrou no “Disque 100”, 13 mil denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes só nos cinco primeiros meses de 2010 – vale lembrar que muitos casos sequer chegam ao conhecimento do governo – as autoridades começam a discutir novas formas de enfrentar o problema. Além das campanhas para se evitar o abuso, novas maneiras de tratar as vítimas e dar-lhes um futuro começam a surgir. Uma delas é o projeto Vira Vida, que dá a oportunidade a jovens que passaram por exploração sexual a elevar a escolaridade e entrar no mercado de trabalho. Criado pelo Conselho Nacional do Sesi e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, o projeto oferece cursos na área de moda, imagem pessoal, turismo e hospitalidade, gastronomia, comunicação digital, administração e química. Na opinião de um dos criadores do Vira Vida, o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneghelli, o grande salto foi trazer o assunto à tona. “A gente é um pouco cego, convive com uma coisa que nunca queremos para os nossos filhos. Queremos com esse projeto fazer com que estados e municípios enxerguem o que não queremos enxergar. A gente quer chamar a atenção de toda a sociedade”. Para ele, a grande inovação foi trazer o mundo empresarial para discutir o tema. José Augusto Nunes, 18, faz curso de recepcionista no Vira Vida desde novembro de 2009. O jovem de Cárceres, Mato Grosso, não conta porque entrou no projeto, mas dá uma dica: “existe uma seleção, entram os que estão em pior situação”. Além dele, 1,6 mil jovens estão no programa em sete estados brasileiros.

Computadores para estudantes

Dedicar metade do orçamento de cerca de R$ 1 bilhão anual do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para aquisição de computadores portáteis a todos os estudantes brasileiros de estabelecimentos públicos de ensino fundamental, médio e superior. A proposta legislativa foi encaminhada, esta semana, pelo deputado Eliseu Padilha (PMDB) e caso seja aprovada deve movimentar as indústria de tecnologia nacionais e internacionais. De acordo com dados do Censo Escolar 2009, existem 45 milhões de estudantes na rede pública de ensino brasileira. Só para se ter uma idéia, em todo o ano passado, por exemplo, foram vendidos 12 milhões de computadores no País. Com a aprovação do projeto de lei de Padilha, a comercialização de computadores poderia duplicar.

Habitação popular

O senador Sérgio Zambiasi (PTB) quer reduzir a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da COFINS incidentes sobre as vendas de material de construção destinadas a execução de programas e projetos de construção e reforma de habitações populares. “Para que assim possamos alcançar o déficit zero no quesito habitação”, explica o petebista. Dados do Ministério das Cidades indicam que existe um déficit habitacional de 5,8 milhões de residências no Brasil.

Curtas

– Instituir o Dia do Atirador Desportivo, em 3 de agosto. O pedido foi feito pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT).

– O deputado Paulo Pimenta (PT) solicitou a realização de sessão solene, no dia 10 de agosto, em homenagem aos 50 anos da Universidade Federal de Santa Maria (Ufsm), que será comemorado em 14 de dezembro.