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Plenário do Senado durante terceira reunião preparatória destinada a eleger os demais integrantes da Mesa do Senado Federal para 56ª Legislatura. À mesa, presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Comando da Câmara e do Senado

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Embora legalmente haja proibição para reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, em uma mesma legislatura, grupos de parlamentares já se articulam para tentar a reeleição dos dois no comando do Legislativo.

O líder do Podemos no Senado, senador Álvaro Dias (PR), fala abertamente a respeito das articulações pela presidência. Ele destaca, porém, que tentar mudar o regimento não garantirá a reeleição de Alcolumbre. “É inevitável que o assunto seja ventilado. É legítima a pretensão de qualquer senador. Mas não podemos afrontar a Constituição”.

Posição de contrariedade

Davi Alcolumbre, sem previsão legal para reeleição, afirma Lasier Martins

Para o senador Lasier Martins (Podemos/RS), não há previsão legal para a reeleição de Davi Alcolumbre (DEM/AP) para a presidência do Senado. Afirma o senador: “Nós do Podemos, vamos manter a posição de contrariedade. Defendemos que haja eleição de novo candidato no começo de fevereiro do ano que vem. Nós somos contra a reeleição”. Segundo Lasier Martins, “se for necessário, o Podemos vai ter candidato, mas é muito cedo para pensar em articulação”.

Caminho com obstáculos

Na caminhada de Alcolumbre para permanecer no comando do Senado Federal, estão outros prováveis candidatos. Entre eles, Antônio Anastasia (PSDB-MG), a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Simone Tebet (MDB-MS), considerada possivelmente a principal adversária do atual presidente. Existe uma enorme desavença entre ela e Alcolumbre. O embate é tão grande que, no final de 2019, Simone Tebet, ignorou a negociação do DEM com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e mandou para votação o projeto da prisão após julgamento em segunda instância, de autoria do senador Lasier Martins. O MDB, que perdeu em fevereiro do ano passado, a presidência para Alcolumbre, não esconde que não vai deixar barato. O MDB é a maior bancada.

ACM abriu caminho

Na corrida para a presidência do Senado, não pode ser descartada a recondução de Davi Alcolumbre (DEM-AP) ao cargo. Para alguns senadores, trata-se de uma saída viável, embora, legalmente, haja proibição para reeleição em uma mesma legislatura. Mas há exceções. Aconteceu em 31 de janeiro de 1999, quando o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) se reelegeu com 70 votos favoráveis, apenas três contrários e sete abstenções. ACM dirigiu o Senado até 2001. Ele conseguiu a peripécia após aprovar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, um parecer favorável à manobra, que levava a chancela dos advogados do Senado.

Direto do Japão

Hiroshi Tomita, da Pwc falando aos deputados de como o Brasil é visto pelo Japão e o que deve ser feito para mudar.

O Grupo Parlamentar Brasil-Japão, participou de várias reuniões no Japão, durante o carnaval. Discutiram sobre os cenários dos investimentos daquele País no Brasil. Com a presença do embaixador Eduardo Saboia, os parlamentares conheceram as pretensões do governo japonês em relação ao Brasil, segundo nos informou direto de Tóquio, o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS). Disse que o governo do Japão contratou a PWC e está tentando mostrar que o Brasil, no governo do PT, congelou as relações diplomáticas entre os dois países. “Não davam bola para Japão e Estados Unidos”.

Tudo via Estados Unidos

Jeronimo Goergen disse que as informações que chegavam do Brasil no Japão, “iam via Estados Unidos. Imagina, tu tens ideia da questão do Brasil inflacionário lá de trás. Eles estão tentando mudar esse cenário e mostrar o que mais interessa na área de infraestrutura e energia. São os dois setores que estão tendo maior possibilidade de investimentos japonês no Brasil.  Um grupo gigantesco, bilionário investe no mundo inteiro em várias áreas, já tem investimentos no Brasil, e, sinaliza que se o governo fizer o processo de concessão da ferrovia, vão investir pesado no País”, diz o parlamentar.

Olhar Diferente

“Há um olhar diferente nesse momento em relação ao Brasil, mostrando que realmente o governo do PT destruiu a relação diplomática com aqueles que poderiam investir no nosso País, e agora que começam a retomar”, assinalou o congressista.

Liberdade e Democracia

Do senador Paulo Paim (PT/RS), no Twitter: “Basta de retrocessos sociais e políticos, racismo e discriminação, violência e ódio. ‘LIBERDADE’ abre as asas sobre nós’; DEMOCRACIA… sustente a nossa voz contra os ventos do passado”.

Edgar Lisboa