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Congresso é iluminado de amarelo em alerta sobre as hepatites virais - Blog Edgar Lisboa. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Congresso é iluminado de amarelo em alerta sobre as hepatites virais

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As cúpulas do Congresso Nacional estão iluminadas de amarelo para marcar a passagem do Julho Amarelo, campanha contra as hepatites virais. O Ministério da Saúde estima que 1,7 milhão de brasileiros sejam portadores do vírus da hepatite C e 756 mil portadores do vírus da hepatite B.

A iniciativa de alterar a cor do prédio foi adotada a partir de propostas encaminhadas pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR) e pelo senador Jayme Campos (DEM-MT).

Para Ricardo Barros, o grande desafio no que se refere às hepatites virais é a falta de conhecimento, uma vez que a doença nem sempre apresenta sintomas. “Muitas pessoas não sabem que estão infectadas e, além de não realizarem o devido tratamento, acabam disseminando a doença”, diz o deputado.

“Por isso, recomenda-se a realização do teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente”, aconselha o parlamentar, que já foi ministro da Saúde.

Para o senador Jayme Campos, o Julho Amarelo constitui importante mecanismo de luta no combate às hepatites virais. “Manter a população bem informada se torna uma grande arma na prevenção desse terrível mal”, ressalta.

Instituída pela Lei 13.802/19, a campanha do Julho Amarelo coincide com o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais (28 de julho), criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2010.

Inflamações
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. A falta de sintomas aumenta os riscos de a doença evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer.

Em nosso país, das cerca de 33 mil mortes por hepatites virais por ano, 70% são decorrentes da hepatite C, seguido da hepatite B (21,8%) e A (1,7%). O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos, independentemente do grau de lesão do fígado.

Blog Edgar Lisboa, com informações da Agência Senado