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"Setor de construção pretende gerar cerca de 10 mil empregos na construção civil", prevê Paulo Octávio

Construção civil, carro chefe da recuperação da economia, prevê Paulo Octávio

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O empresário Paulo Octávio, presidente do LIDE-DF (Grupo de Líderes Empresariais), ex-vice governador de Brasília, ex-senador e por duas legislaturas, deputado federal, disse em entrevista, por videoconferência, à Associação de Blogueiros do Distrito Federal  e Entorno que, após a pandemia, para reduzir os impactos no setor produtivo, debilitado devido ao Covid-19, a construção civil deverá ser o grande carro chefe para a recuperação da economia e geração de empregos.

Mudando o quadro

Paulo Octávio afirmou que Brasília continua sendo uma das cidades que mais cresce no Brasil. “Ela cresce numa proporção de 1% ao ano, em termos de população, e por crescer tanto, existe uma demanda de habitações, casas e apartamentos no Distrito Federal”. Segundo o empresário, “a construção civil ficou um pouco paralisada em termos de alvarás de construção, coisa que nesse governo está se tentando agilizar, e o quadro começa a mudar”.

Oferta de empregos

Para o presidente do Lide, 2020 vai ser muito difícil para a economia. Lamentou que “este ano, infelizmente, que era o ano que a economia estava com indicadores positivos, ao que parece, será um ano perdido”. Paulo Octávio destacou que “o setor de construção pretende gerar, cerca de 10 mil empregos na construção civil”. Destacou que no comércio as dificuldades serão maiores.

Um pouco de sua história

Paulo Octávio contou aos jornalistas um pouco de sua história e seu amor pela cidade. Ele veio para Brasília em 1962, com 12 anos, “meu pai e minha mãe, dentistas, se instalaram aqui no Plano Piloto e fiz a minha vida em Brasília”. Fala com orgulho no ano passado, na comemoração dos 70 anos quando inaugurou uma Escola Classe Juscelino Kubitschek, no Sol Nascente. A escola foi doada por Paulo Octávio ao governo do Distrito Federal.

 Sol Nascente

A Escola Classe Juscelino Kubitschek, que atende mais de 900 alunos de quatro a dez anos, da educação infantil e do ensino fundamental, até o 5º ano, foi inaugurada em fevereiro de 2020.

O empresário disse que começou a trabalhar muito cedo. “Comecei aos 15 anos a trabalhar e até hoje estou aqui o tempo todo exercendo a minha função.” Falou de seu desafio e responsabilidade: “ tenho uma responsabilidade grande, são muitos empregos que nós geramos. As organizações PauloOctávio geram aproximadamente cinco mil empregos. Agora nesses quase 70 dias que nós estamos enfrentando essa guerra, eu não pude, em momento nenhum, deixar de, todos os dias, estar no escritório, estar trabalhando; porque muitas vezes é imprescindível a presença. Então apesar de ser do grupo de risco, devidamente protegido com máscara, gel e outras proteções, compareci ao escritório”.

Shoppings Fechados

JK Shopping

Questionado sobre os prejuízos com o fechamento dos shoppings, que segundo a  Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrace)  alcançaram, em 50 dias, 25 bilhões, nos 577 empreendimentos, em todo o país e que empregam 1,1 milhão de pessoas, o líderes empresarial assinalou que  “ o setor produtivo, os shoppings, eles atenderam as recomendações das autoridades sanitárias imediatamente. Ninguém se opôs, e os shoppings foram fechados logo.  Na opinião do empresário, os shoppings, inegavelmente são os estabelecimentos que utilizam  equipamentos com maior capacidade de higienização, todos os shoppings tem banheiros limpos, tem álcool gel, tem segurança, tem médicos, tem brigadistas. Então os shoppings são os lugares mais asseados que nós temos no comércio em geral. Isso não só em Brasília, mas no Brasil afora”. Lembrou também que “ são equipados com circulações amplas, com lojas bem preparadas, com ar condicionado central, com ventilação, enfim, todos os equipamentos de proteção necessários.”

Lojistas Prejudicados

O que aconteceu? Questionou Paulo Octávio, respondendo: “Com o fechamento dos shoppings, que abrigam hoje em Brasília possivelmente mais de 10 mil lojistas, inclusive pequenos empresários que estão em shoppings, foram prejudicados. O empresário argumentou que “os shoppings são bem preparados para receber as pessoas com conforto. Então estes 10 mil lojistas, logicamente, foram prejudicados.”

Atacadistas vendendo de tudo

O comércio atacadista não parou e se beneficiou disso, vendendo de tudo. Um detalhe, a maioria multinacionais. Paulo Octávio observou: “ que quando você hoje chega nos atacadistas e vê eles venderem praticamente de tudo, porque hoje no setor atacadista você compra desde a manteiga até o terno”, especificou. O empresário  assinalou que “houve uma concentração da população nos atacadistas. Inclusive os atacadistas tem filas nas portas, para as pessoas não entrarem por corredores apertados”.

Comércio prejudicado

Paulo Octávio, disse que não questionava  as decisões governamentais, mas “o que eu acho que o que houve é importante dizer, no Brasil, em algumas cidades,  mesmo em Brasília, em Águas lindas, alguns comércios de shoppings estão funcionando. Já em Brasília, todos os shoppings foram fechados, tinha a previsão de serem abertos semana passada aí a juíza impediu o funcionamento, mas está todo mundo obedecendo, não tem ninguém questionando, nós vamos obedecendo. Só que fica aquela questão, puxa, como é que fica isso? O atacadista vendendo de tudo, e quando você vê o grande prejudicado é o comércio.”

Prejuízos enormes

Durante esses três meses e meio muitas cidades, foram prejudicadas, alertou Paulo Octávio e, “muitos não vão conseguir pagar suas dívidas, esse é o problema.” O empresário ressalvou que “não teve de minha parte nenhuma condenação a algumas atitudes tomadas pelo governo. Apenas entendo o seguinte, temos obedecido mas temos que retratar o que houve, houve um prejuízo enorme, principalmente aos pequenos empresários.”  Acentuou que “estamos fechados até hoje, abrindo seguidamente, agora liberaram os calçados. Então aos pouquinhos, o governador tem sido cauteloso e eu só espero que com todo o cuidado que tem que ser feito, toda a preparação, o comércio possa voltar a funcionar.”

Vendas Paradas

Paulo Octávio avalia que “as empresas estavam preparadas para investir agora em 2020, mas com a crise da pandemia que está dificultando, muitas estão logicamente com dificuldade, porque as vendas estão meio paradas desde abril, estão retomando agora em maio. Então as dificuldades existem”.

Mil empregos no segundo semestre

“No meu caso, o que eu tenho a dizer sobre a PauloOctávio, é que nós já estamos preparando, justamente para tentar gerar emprego, nós estamos tentando gerar aí no segundo semestre mais de mil empregos, então nós já estamos preparando alguns empreendimentos para o segundo semestre”, anunciou o empresário. Afirmou que “tem prédios na Asa Norte, em Águas Claras, temos um projeto de construir um shopping em Planaltina. Então nós estamos de fato empreendendo, outro no Noroeste, prontos para, passando essa fase difícil, a gente possa retomar as obras”.

Segurança vai piorar

Pelo momento difícil que nós estamos vivendo, nós evitamos contratações, com muito cuidado, afirmou Paulo Octávio. Disse que “estamos fazendo testes nos funcionários o tempo todo para saber se não tem algum infectado. Então a gente tem que ter muita precaução. Mais assim que acharmos uma solução, a gente quer retomar, porque a geração de emprego será fundamental. Eu acho que o número de desempregados em Brasília só vai aumentar; e a segurança do cidadão, vai piorar. Quanto mais pessoas desesperadas, pessoas desempregadas em situação de desemparo social, só vai aumentar. Então é o momento de o setor produtivo entrar em campo.”

Injetar dinheiro na economia

Retomada da economia após a pandemia do Covid-19, acreditam os empresários

Outra ponto abordado por Paulo Octávio, “ é que a gente tem que se preparar para quando superarmos essa pandemia, a gente ter o que fazer. Tem que injetar dinheiro na economia, dinheiro em novos empreendimentos, em novos negócios. O  governador falou bem, a construção civil pode gerar de fato muitos empregos. Eu concordo, eu acho que pelo menos aí se os empresários voltarem a construir de verdade, é possível gerarmos aí em torno de uns dez mil empregos. É muito importante essa motivação, e logicamente um pouco de criatividade do governo gerando projetos para que as pessoas possam começar a investir em Brasília e retomar o desenvolvimento.”

Tem que acreditar

“Nós não podemos parar. E nós não podemos também só ficar pessimista e não acreditar que o Brasil vai sair desse momento difícil”, aconselhou Paulo Octávio, acrescentando: “ A gente tem que acreditar que o Brasil vai sair dessa crise que o setor produtivo é muito importante. O governo a um momento de que não consegue mais contratar no Distrito Federal devido a Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso prejudicou bastante, então agora o setor produtivo, inclusive eu, temos que ajudar.”

Pretensões Políticas

O ex-vice governador de Brasília, ex-senador e por duas legislaturas, deputado federal, Paulo Octávio,disse que  para “a gente que ama a cidade a política nunca saiu desse meio”.Destacou que  seu filho caçula, da quarta geração da família do fundador de Brasília. bisneto de Juscelino Kubitschek, André Kubitschek Pereira, leva jeito para a política. Filho de Paulo Octávio e de Anna Christina Kubitschek, neta de Juscelino, tem recebido o incentivo do pai para entrar na política.”Eu respeito essa vontade”.

O empresário e político, afirmou que  o filho André, tem uma vontade, tem jeito, é jovem, é bem preparado, e quem sabe possa ingressar na vida pública daqui a dois anos. Tem vontade de ter um mandato. Eu tenho incentivado, eu incentivo muito os jovens a participarem da política, eu incentivo muito, faço palestras para jovens em todas as cidades de Brasília, aqui dentro do DF. Para que participem, que não tenham medo de fazer.

Homenagem ao avô JK em nome da família

André Octavio Kubitschek, na saudação ao avô, Juscelino Kubitschek, em solenidade no Senado, em setembro do ano passado. O bisneto de JK, bem à vontade, com a tribuna:  “Hoje, celebramos os 117 anos do nascimento de JK, o homem que em sua trajetória política como deputado, prefeito, governador, senador e presidente do Brasil, construiu políticas de Estado na mais pura e legítima forma de legislar e governar pelo bem da sociedade”.

Incentivar os jovens à política

“A política é mais nobre das funções, é uma atividade importantíssima, e muitas vezes os jovens tem medo devido a tantos problemas que já ocorreram”, avalia Paulo Octávio. “Os jovens tem medo de fazer política, mas nós temos que incentivá-los. E no caso do meu filho eu estou incentivando, não sei se vou conseguir que ele venha a fazer esse sacrifício. Porque a política é uma vida de sacrifícios, não é fácil.”

Presidente do PSD

Paulo Octávio disse que “tive a honra de assumir a presidência do PSD, fui indicado para a presidência, assumi a presidência ano passado. Não fizemos ainda nenhuma comemoração, nenhum evento, nem tivemos grandes iniciativas políticas. Eu achei que o momento não era oportuno. ”

Política é sacrifício

O presidente do PSD, no Distrito Federal salientou que fez política por 20 anos: “fui deputado, fui senador, fui vice-governador. Eu sei como é uma campanha política, desgasta. Eu trabalhava 18 horas por dia e era pouco. A política te sacrifica muito, e eu tenho preparado meu filho, que já está no partido,  olha, política é sacrifício, tem que fazer muitos sacrifícios. Mas o André, que é meu filho caçula de quatro filhos, os três primeiros, eu acho que jamais terão participação na política, porque viram a minha vida, as minhas dificuldades, os meus sofrimentos por anos. Mas esse caçula, eu torço para que ele possa apresentar seu nome, possa participar. Ele está se formando em Direito agora, e eu acho que ele vai estar bem preparado”.

Política no sangue

Paulo Octávio disse com orgulho que seu filho André, é o bisneto do JK, o nosso grande presidente. Então tem um legado para tocar, ele participa das comemorações do memorial JK, tem desempenho social. Acho que ele está preparado para aceitar esse desafio”.

História Política

No meu caso, explicou o ex-senador, presidente do grupo empresarial, “ já com 70 anos, eu tenho que fazer reflexão, porque vontade, é lógico que eu tenho. Vontade de voltar para a política eu tenho muita, eu gostei muito da minha vida de Congresso. Foram muitos anos, quase 15 anos de Congresso Nacional. Ajudei muito Brasília. Quando eu vejo hoje o Fundo Constitucional do DF que dá uma sobrevida aqui, uma sementinha para a gente compor. Foram tantas coisas boas que eu conseguir fazer por Brasília. Olha quando eu vejo aí a minha história política, o meu legado, eu fico muito feliz. Fiz muito por Brasília, amo a cidade, quero continuar fazendo. Então essa é a minha missão. Deus queira que meu filho siga o caminho, que ele possa trilhar o caminho próprio, que ele possa ter essa paixão em fazer política. Paixão em fazer política e dedicar a vida dele a política. Tem tudo para isso, tem o sangue do pai, tem o sangue do bisavô, tem o sangue da mãe, e toda a vontade e tem o amor pela cidade. Nasceu aqui, é o segundo bisneto do JK nascido em Brasília. Então eu tenho certeza que vai ser um bom político. Deus queira que ele tenha coragem e vá para essa grande missão”, aconselhou Paulo Octávio.

Prejuízos ao setor produtivo

Os blogueiros perguntaram sobre a economia brasiliense, Paulo Octávio, destacou que em todos os setores, automobilístico, setor de construção, setor de varejo, a cidade estava num momento maravilhoso. E agora para recuperar, tendo em vista que todo mundo teve que encerrar as atividades, com honrosas exceções, então eu entendo que a gente vai viver um momento diferente. Eu acho que esse ano vai ser difícil a recuperação da economia. Eu acho que o governo vai ter que chamar o setor produtivo como um todo e pedir ajuda para que as pessoas não esmoreçam.”

Empresário está esmorecendo

Admitiu que muitos empresários estão esmorecendo, cansados, com dívidas, com problemas. “E cada emprego que se perde é um pesar para a economia como um todo. Para a cidade, para a segurança, então eu entendo que a gente vai ter que ter conversas como essa que a gente está tendo aqui, alertando todo o setor produtivo que a nossa cidade vai perder.

União e otimismo

É Brasília, é a sua cidade, lembra aos jornalistas,  Paulo Octávio, que concentra seus investimentos no Distrito Federal. Então para que a cidade sobreviva a esse momento, é necessário a união, a união de otimismo, mais solidariedade, mais participação”. Para o empresário, “vai ser importante não só colocar as coisas negativas, como eu acompanho muitas vezes, mas também mostrar o que as pessoas que estão ajudando, as pessoas que estão trabalhando, as pessoas que estão fazendo o bem, as pessoas que estão gerando emprego. Eu acho que é o momento de todo mundo, um incentivar o outro.”

Mensagem de otimismo

“É por isso que eu estou com todo prazer, com todos vocês, para passar uma posição que sempre foi, a nossa empresa que vai completar agora quase 45 anos de existência, a minha mensagem é de otimismo.” Para o empresário, vai ser muito difícil para a economia, a gente vai sofrer muito e acho que a gente tem que se preparar para o segundo semestre. O setor de construção eu vou tentar para ver se o setor de construção gere aí uns 10 mil empregos na construção civil, que é importante.”

Comércio aberto

Agora os outros setores, o comércio vão enfrentar muita dificuldade. Agora eu tenho alguns exemplos que eu tenho observado, por exemplo, agora em Valparaíso, uma cidade vizinha de Brasília. O comércio está aberto, o movimento está tímido, mas já começa a dar sobrevida as empresas do setor varejistas. Então as pessoas já estão começando a sobreviver. Todas com muito cuidado, eu estou vendo a cautela dos lojistas, a cautela dos funcionários, todo mundo mantendo distância, todo mundo com álcool gel, todo mundo com máscaras, alguns com luvas e tal, enfim, existe uma precaução. O comércio tem que ter essa noção, não dá para abrir e fechar depois.

Precaução e cautela

Para o empresário e presidente do Grupo de Líderes Empresariais do DF (Lide), o caminho que “nós temos que seguir é o seguinte: tomar as precauções, e se for para funcionar vamos funcionar com toda a cautela possível. O dever de casa é esse. Agora 2020, infelizmente, economicamente eu acho que nós vamos ter uma queda de 8% no PIB nacional. Brasília vai ter uma queda também, talvez menor, Brasília vai ter uma queda no PIB talvez de 6% porque depende muito do governo, de serviços. Na crise de 2008, Brasília foi a cidade que menos sofreu com a crise  em todo o Brasil. Porque nós temos aqui algumas vantagens por ser a sede do Poder. Então Brasília, na minha visão, vai sofrer menos que o Rio, vai sofrer menos que Vitória, menos que outras capitais brasileiras, mas vais sofrer. E eu estou imaginando aí uma queda do nosso PIB de pelo menos 6%.

Banco de Brasília: Melhor gestão de sua história, diz Paulo Octávio

“Minha visão que hoje é a melhor gestão que o BRB já teve na sua história”, afirmou Paulo Octávio. Na foto, o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa

Paulo Octávio, respondendo perguntas dos blogueiros, sobre  uma avaliação do Banco de Brasília, revelou uma experiência própria. Acentuou que “ a empresa Paulo Octávio, tem 45 anos e tem acompanho o BRB desde a sua fundação. “Minha visão que hoje é a melhor gestão que o BRB já teve na sua história. Gestão de participação, gestão de atuação, de otimismo.” Enquanto muitos bancos estaduais fecharam suas portas, quebraram, faliram, o BRB não. Está prestando um bom serviço à população , reduzindo taxas. Eu vejo no nosso caso nos investimentos imobiliários, taxas abaixo dos grandes bancos. O banco está de parabéns. O BRB tem uma boa equipe, e entendeu que a instituição financeira tem que ser amiga do setor produtivo e não inimiga. O banco não tem que sacrificar, tem que estar junto, tem que entender o momento e isto está acontecendo.”

Elogios dos Empresários

Tenho ouvido de todos os empresários que, em relação ao setor produtivo, só elogios à gestão do Banco de Brasília”, afirmou o presidente do Lide.

Crise na Esplanada

Paulo Octávio lamentou “ essa dissintonia que está havendo, no Ministério da Saúde. Em momentos de crise como esse que nós vivemos, a palavra do presidente é muito importante. Quando o presidente entra em conflito com o seu ministro da Saúde, logicamente que ele cria uma confusão com essas pessoas desnecessária. Eu acho que não está bem o quadro que nós estamos vivendo. Eu acho que trouxe uma confusão muito grande, e isso tem atrapalhado. ”

Uma pessoa falando

Para Paulo Octávio, “num momento como esses nós temos que ter uma pessoa falando. Minha impressão é que a gente tinha que ter o ministro da Saúde falando o tempo todo, comunicando que estava indo tudo bem. Mas enfim, o presidente, como ele mesmo fala, ele manda, ele escolhe, ele quer a linha dele. Mas a linha dele é justamente uma linha de não fechamento, de enfrentar essa pandemia de uma forma aberta. O que se mostrou muito difícil. Então eu acho que a linha correta foi a linha adotada aqui em Brasília, foi a linha do fechamento das escolas, do comércio, a preparação para o atendimento. Porque o problema é o congestionamento dos hospitais, quer dizer, se você abrir muito você vai congestionar os hospitais e aí não tem atendimento. Isso aconteceu em algumas cidades, como Manaus, por exemplo, que estava despreparada. Manaus não estava preparada para aquele afluxo de pessoas doentes ao mesmo tempo. ”

Dificuldades com a higienização

Na avaliação do empresário, “tem cidades que tem dificuldades com a higienização, as pessoas não estavam preparadas para isso, muitas vezes falta educação, falta rede básica de saneamento. Com isso existem muitas cidades brasileiras que não estão preparadas.”

Liderança é fundamental

Paulo Octávio disse que nós “estamos aqui soldados, mas tem aí pessoas que estão comandando são os governantes. Nesse momento liderança é fundamental. Então eu acho que criou se uma confusão, eu acho que muitas vezes, nessa confusão, quem é que manda, é a justiça? É o Judiciário? É o Congresso Nacional? Eu acho que o Brasil está precisando ter uma sintonia entre os poderes; porque está confuso. Muitas vezes fica parecendo que é o judiciário que manda no País. Muitas vezes, a mesma pessoa, essa pessoa é desconstituída aí vem aqui, aqui no caso em Brasília que o governador tomou todas as precauções, vem a justiça, entra. Então cria uma confusão na cabeça das pessoas muito grande.”

Governador Preparado

Paulo Octávio: “ sintonia entre os Poderes e respeito à Constituição”.

Na opinião do empresário, Paulo Octávio, “ a população aqui de Brasília tem que ver o seu governador. Ele está preparado para as dificuldades. Essas ingerências com opiniões diversas atrapalham. Então eu acho que nós vamos precisar aí ter uma sintonia entre os poderes, respeitar a Constituição, respeitar profundamente a Constituição e ter uma sintonia entre os Poderes. O Congresso  perdeu muito espaço, não agora, ele já está perdendo espaço há muito tempo. Eu sou do tempo em que o Congresso Nacional era importante, eu fui deputado num momento em que o Congresso tinha o seu peso, tinha a sua influência e tudo mais. Nos últimos dez anos eu vi o Congresso perder força. Todas as decisões acabam indo para o Supremo. Aí diz, o Supremo está legislando. Aí tira o poder do parlamentar.”

Ministro do Supremo

Eu ouvi uma declaração esses dias muito interessante, de que “um ministro do Supremo vale por metade do Congresso. O pior é que parece que é verdade. Então está ruim, a coisa está ruim. Precisamos dar uma parada para pensar e uma grande reflexão nacional no sentido de ter um respeito a Constituição. Que cada poder se concentre em suas atribuições, e que haja menos interferências”, defendeu o ex-parlamentar.

Bons indicadores

Paulo Octávio traçou um quadro da queda do PIB,  6%. Com essa taxa Selic tão baixa, realmente, nunca se praticou taxas como se tem praticado. Taxas de financiamento imobiliário a 6%, eu confesso que eu nunca vi na minha vida. Então hoje está muito convidativo para você comprar um imóvel. Não só financiamento do BRB, mas tem a Caixa, Banco do Brasil, Itaú, enfim, todos os bancos com muito recursos para financiar. Então eu vejo que as pessoas que querem sair da opção do aluguel, estão realmente sendo favorecidas com bons indicadores”.

Medo de fazer investimentos

O que eu sinto com essa depressão, o que vai acontecer esse ano em Brasília, acentuou Paulo Octávio, é que praticamente vai ser um ano perdido mesmo; é que as pessoas vão estar assustadas. Hoje em dia eu sinto que as pessoas estão com medo de fazer investimento por precaução, não sabem o que vai acontecer. Então essa insegurança logicamente vai prejudicar o desenvolvimento da economia. A pessoa insegura, ela logicamente retém os recursos, não compra nada, não investe nada, e isso atrapalha a roda da economia. A economia ela tem que girar com as pessoas comprando, investindo, gastando; é assim a roda da economia, essa que faz o país crescer. Então se todo mundo ficar assustado e disser, eu vou guardar o meu dinheirinho aqui e não vou fazer nada, vou esperar um pouco mais, a roda da economia não gira. Não girando a roda da economia, a gente tem mais desemprego, tem empresas quebrando, tem empresas falindo. Aí prejudica todo o quadro social do País”.

Obras do Shopping de Planaltina devem começar logo

Para Paulo Octávio, respondendo uma pergunta de um dos blogueiros,a construção do Shopping de Planaltina, já devia ter começado. “ É um sonho, da população e que também levará empregos à cidade. Acontece que nós ainda estamos enfrentando as questões de aprovação do projeto. Já tem anos”. Segundo o empresário, “as dificuldades impostas são normais em empreendimentos deste tamanho. Mas estamos enfrentando, estamos com boa vontade do governo. Nós imaginamos que essa aprovação do alvará de construção saia agora em junho ou julho e já iniciar as obras. Será um shopping muito bonito, vai embelezar a cidade “, atestou o empreendedor.

Centros de lazer

“Fiz uma pesquisa e 95 % da população reclama que não tem um cinema, falta um bom centro de lazer, com mais facilidade de convivência”, anunciou o empresário. “Esse é o meu compromisso com a cidade. Tenho esse compromisso com Planaltina, tenho esse compromisso com o governo. Quero fazer, quero investir, agora, é só os procedimentos legais de aprovação. Quero te ver no lançamento da pedra fundamental.”

Covid-19, ações do governador

Perguntado sobre as ações do governador Ibaneis Rocha para combater a pandemia, no DF, Paulo Octávio respondeu: “ A minha impressão é a melhor possível. Acho que foi um governador que mais conseguiu atuar preventivamente. Ele teve o feeling, para entender o momento, suspendeu as atividades no momento certo. Brasília, hoje, percentualmente, tem os indicadores que tem. Um índice de mortalidade baixo, um índice de lotação dos hospitais também com 30% e está preparando novos leitos. Então acho que a ajuda do federal foi muito pequena, o secretário da saúde do Distrito Federal, também com uma visão competente. Acho que Brasília, entre as capitais brasileiras, está saindo bem melhor que as outras.

“Nunca fui tão sabatinado”

Paulo Octávio concluiu afirmando: “ confesso que nos meus 70 anos de vida, nunca fui tão sabatinado assim, como fui hoje, pela Associação de Blogueiros. Uma experiência muito interessante, de ter oportunidade de conversar com tantos bons jornalistas que gostam de Brasília, ao mesmo tempo. Uma experiência inédita pra mim participar dessa mesa redonda , que não é uma mesa, mas uma conferência muito apropriada.” O líder empresarial, disse que gostaria que fosse realizada uma mesa redonda, daqui a dois meses, para conversar com todos pessoalmente. Essa conversa de hoje, para mim que sou de uma geração, não tão moderna, ela é mais difícil.”

Reforçou sua disposição de que, daqui uns meses conversar de novo para saber como anda Brasília, como terminou o coronavírus e que a gente possa superar este momento e partir para outro momento diferente. Vamos ganhar essa guerra e partir para o enfrentamento das dificuldades que vão surgindo nessa guerra. Toda a guerra faz um estrago enorme e essa também vai trazer um estrago enorme. Espero que sejamos muito inteligentes, muito fraternos, muito solidários, para que Brasília seja a cidade que conseguiu ser soerguida, após essa dificuldade. Nós temos esse compromisso e aí, tem que estar todo mundo junto. Vocês da imprensa, tem um papel importante nisso, mostrar para a população que, depois desse estrago todo, é possível a cidade ser soerguida , uma cidade que foi um exemplo de otimismo, de ousadia, do povo brasileiro. Nós vamos estar junto nessa epopeia da reconstrução de Brasília”, concluiu.

Edgar Lisboa/ Blog Edgar Lisboa/Agência Digital News

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