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Paulo Guedes

 Contra-ataque dos servidores

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Os servidores públicos estão indignados com discursos agressivos feitos por integrantes do governo. Prometem um contra-ataque, e até ações judiciais contra o ministro Paulo Guedes. Às vésperas de uma discussão e, votação, da Reforma Administrativa e da Reforma Tributária no Congresso Nacional, servidores públicos prometem mobilizações nas ruas e, buscam um serviço público fortalecido. As afirmações feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, chamando os funcionários públicos de parasitas, fez voltar um clima de enfrentamento, com os ânimos mais acirrados.

Parasita, não

Lideranças dos servidores reclamam que já foram taxados de tudo: preguiçosos, incompetentes, marajás, improdutivos, elite corporativistas, sangue-azuis. Mas parasitas foi o que causou mais indignação e revolta. As afirmações do ministro da economia, tiveram o poder de unir categorias do serviço público, que, aparentemente, estavam quietas e sem projeto definido. O governo cutucou a onça com vara curta. E ela morde.

Reformas vão andar

Luis Carlos Heinze

O senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), acha que as palavras do ministro Paulo Guedes chamando servidores de parasitas, foram muito fortes. O senador afirma que “não se pode generalizar uma categoria: todo o agricultor é sacana. Alguns são, outros não. Todo jornalista é safado. Tem alguns que não são”. Na opinião do congressista, “os funcionários públicos e a esquerda vão fazer a parte deles, mas a Reforma Administrativa e a Tributária vão andar no Congresso Nacional. Pressão é democrática. Cada um faz a parte dele”, assinalou o experiente parlamentar.

Espionagem Política

Um mercado que se amplia cada vez mais em Brasília, é o da espionagem e contraespionagem que opera no submundo do centro político. Na Capital da República, trabalhos de investigações chegam a custar R$ 100 mil. Para manter seus gabinetes e escritórios longe dos grampos indiscretos, políticos e empresários pagam caro para vasculhar escutas e câmeras ocultas. Mas o certo é que ninguém está imune a ação das arapongas não oficiais. Os profissionais do setor dizem que, a maioria dos clientes tem telhado de vidro.

Investigação ilegal

Lasier Martins

O senador Lasier Martins (Podemos/RS) afirma que é ilegal. “Se o governo tem um Departamento Oficial de Investigação, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), e ainda assim precisar de arapongas, é o próprio fracasso do órgão de investigação oficial. Acho que não deveríamos chegar a esse ponto, pois é ilegal”, acentuou o senador gaúcho.

Explicações ao Parlamento

O deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS) defende que o ministro Abraham Weintraub, dê explicações ao Parlamento a respeito do que acontece no Ministério da Educação. “O ministro mostra despreparo e desrespeito com a comunidade escolar, os professores, os estudantes e as universidades”. Citou os incidentes ocorridos no Enem.

Irregularidades no BNDES

Deputado Marcon

Deputado Dionilso Marcon, do PT gaúcho, avalia que “a auditoria externa feita para averiguar irregularidades no BNDES, demonstrou a seriedade dos governos Lula e Dilma com a instituição”. Segundo o parlamentar, “todos os contratos, à época, foram feitos dentro da legalidade”. O congressista, espera que “o BNDES não sofra mais perseguição política e continue financiando a pequena e média empresa”.

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