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” Se crédito não chegar ao pequeno empresário, ele vai quebrar”, diz Luís Miranda

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Na opinião do parlamentar, muitas empresas não vão conseguir se recuperar rapidamente. Disse que “ os créditos são fictícios, infelizmente não estão chegando na ponta”.

O deputado Luís Miranda (DEM/DF) destacou nesta quarta-feira (3) as dificuldades que a população vem enfrentando com a pandemia. Na avaliação do parlamentar, a tendência é que ela perdure por mais alguns meses, não temos lá ainda uma vacina e mesmo que ela saia você tem produção em escala mundial e ainda tem a logística da distribuição para conseguir atingir toda a população, isso não é nada fácil e nada rápido essa operação. ”

Segundo Miranda, “ agora nós sabemos que o que vai realmente ajudar em que seja possível a reabertura de todas as atividades econômicas e o retorno nos negócios vai ser mesmo a contaminação da população e a imunização através da própria contaminação”. O congressista lembra que “alguns infelizmente irão sofrer mais, ficam realmente mais debilitados, principalmente aqueles que possuem algum tipo de doença já pré-existente, como a questão de diabéticos, cardíacos, eles sofrem bem mais, mas em geral o que nós estamos observando é que os países que já passaram pelo pico maior, essa foi a solução”, ponderou.

“Infelizmente o Brasil ainda não está no seu pico maior”, assinalou Luís Miranda, acrescentando: “falar de o que vamos fazer a partir de agora ou do próximo mês isso eu não consigo te dizer. O que tem que ser feito, é: existem três tipos de curvas, o “V” que a economia ela bate lá em baixo e ela retorna rapidamente pra cima, o “U”, que a gente espera que o Brasil passe, nesse caso pode demorar até dois anos pra gente retomar o aquecimento econômico como estava antes da crise e a curva em “L” que é o que a Grécia passou, demorou dez anos pra voltar a ter o mesmo potencial de quando ela entrou na crise” Para o deputado, “a esperança é que o Brasil não entre em “L, pelos estudos, todos econômicos demonstram que nós vamos fazer uma curva em “U”, o que significa? Nós só vamos retomar e retornar ao cenário econômico, que nem nós estávamos em 2019 somente em 2022, ano de eleição que é uma coisa bem complexa até para poder colocar para a população se realmente foi feito um bom trabalho não só pelos governos, mas pelos parlamentares que estão presentes no dia a dia”.

Na opinião de Miranda, a população vai enfrentar ainda um grande o desespero por falta de emprego, falta de recursos, muitos empresários vão falir, não vão conseguir se recuperar rapidamente, os créditos são fictícios, infelizmente não está chegando na ponta, poucos empresários conseguem obter crédito, poucos estão conseguindo cumprir com as suas obrigações. ’ O deputado de Brasília alertou que “a gente aprova aqui na Câmara projetos que aprovam recursos, mas os projetos não estão chegando na ponta. ”, denunciou.

Liberar crédito para o empresário não quebrar

“O que é necessário ser feito nesse momento”, questionou Luís Miranda, respondendo: “liberar crédito para aquele empresário que não quer fechar as suas portas, aquele que não quer quebrar, isso é importantíssimo, esse crédito tem que chegar. O que foi aprovado na Câmara pelos deputados, liberar crédito, mesmo que os empresários estejam com dificuldade econômica, estejam com o nome sujo, ele tem que ocorrer, desde que ele prove que manteve os empregos, que ele está funcionando e que ele prove que a sua negativação do nome ocorreu depois do dia 3 de março por causa da pandemia. Não pode ser uma pessoa que já estava com problema e quer usar a desculpa da pandemia. Feito isso você alimenta e sustenta esses empresários até o momento de uma retomada que eu acredito que será em julho o início de uma retomada. ”, argumentou o parlamentar.

Sobrevivência dos negócios

Segundo o congressista, “muito sutil, muito leve, não vamos falar de lucros, mas vamos falar de sobrevivência dos negócios e aí provavelmente ao final do ano a gente tenha uma estabilização melhor e teremos condições de tratar de lucros, empresas dando lucro e crescimento econômico, essa é uma visão bem técnica, tenho vários professores de economia que me acompanham e a visão é essa, que a coisa deve começar a retomar, mas muito sutilmente, até porque existe uma coisa chamada quarentena social, não é só reabrir, você tem que dar segurança para as pessoas saírem para ir para o comércio, para poderem participar de reuniões, poderem trabalhar tranquilamente, para ir para um restaurante, para ir para um barzinho, essa segurança você só vai conseguir se a contaminação estiver equilibrada, estiver controlada, senão é uma quarentena social, está liberado mas as pessoas não saem para consumir e a gente estima que essa quarentena social vai todo o ano de 2020”.

Recuperação em 2021

Por isso que no final do ano aí, talvez por causa do Natal, das compras, viagens, a gente terá aí, se tiver tudo bem controlado um aquecimento significativo do comércio, esse aquecimento significativo faz com que o ano de 2021 abra com outro gás e a gente tenha aí o início de uma recuperação, calcula Luís Miranda. “Para isso nós vamos precisar imediatamente de crédito”, pondera o deputado. “A palavra chave nesse momento é liberar crédito para que o pequeno, o médio empresário, o microempresário, tenha condição de se sustentar, sustentar o seu negócio, manter as suas atividades, cumprir as suas obrigações no momento de maior crise da pandemia que é o momento em que estamos vivendo, até julho nós precisamos dar suporte para isso e depois ele vai poder ter capital de giro e poder tocar o seu negócio”.

Anos para construir um bom empresário

Os pós pandemia, hoje, o segredo é esse e o resto ele é automático, é o ganho. A população vai querer consumir, ela vai querer sair, ela vai querer se divertir, vai querer ir no salão de beleza, vai voltar para a academia, quer dizer, as atividades vão retornar, mas a gente precisa dar condição para que esse empresário sobreviva até lá. Porque não é aquela história que uma quebra e entra outro no lugar, isso não existe. Você não cria um empresário da noite para o dia, são anos para você construir um bom empresário, são anos para você construir uma pessoa competente para poder ocupar um comércio na sociedade em que ele é próspero, em que ele pode gerar empregos, que ele tem condição de fazer a diferença no meio ali da sociedade, seja no convívio no vilarejo, numa pequena cidade ou uma grande cidade”.  “Então a gente precisa salvar aqueles que tem experiência, aqueles que geram empregos e aqueles que fazem a diferença no nosso meio, aconselha o deputado federal do DEM/DF, salientando que o  “empresário não quer nada dado não, ele quer juros baratos e que chegue na ponta, que tenha a compreensão de que se ele teve problema de sujar o nome da empresa durante a pandemia, ele também não foi responsável por isso, não foi por incompetência e sim por uma imposição de uma doença que a gente sabe que ela é mundial, muitas vezes com atitudes que os governadores e prefeitos tiveram que tomar para conter o crescimento ainda pior dessa pandemia no nosso país.”

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