7 de dezembro de 2017
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Corrupção na CBF

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Os norte-americanos fazem com José Maria Marin, o ex-todo poderoso presidente da CBF, o que a Justiça brasileira não fez: julgamento. E não é por falta de provas. O Jornal Nacional de terça-feira mostrou gravação de uma conversa de 2014, em que Marin acerta a propina com o empresário brasileiro, J.Hawilla, nos contratos em que a CBF vende o direito de imagem dos jogos da Seleção Brasileira. Hawilla fez delação premiada para escapar da prisão nos Estados Unidos, e terá que devolver 151 milhões de dólares. Esse diálogo consta do Relatório alternativo da CPI do Futebol, apresentado há exatamente um ano no Senado Federal, pelo senador Romário (Podemos-RJ), presidente da CPI.

Bastidores da CPI

Em setembro passado, Romário lançou o seu livro, em que relata os bastidores da CPI: “Um Olho na Bola, Outro no Cartola – O Crime Organizado no Futebol Brasileiro”. Trata-se de um relato em que o senador conta as dificuldades para investigar a corrupção no futebol, e como a CBF age, por seus lobistas, para travar os trabalhos. No livro, publicado pela editora Planeta, Romário faz um resumo da sua transição do futebol para a política, motivada pelo nascimento de sua filha, Ivy, com Síndrome de Down, hoje com 12 anos.

Espertos Cartolas

Na prática, os espertos cartolas da CBF – Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero – vendiam as transmissões dos jogos da Seleção Brasileira para empresas estrangeiras, que comercializavam a imagem e o prestígio desse nosso patrimônio. Para terem esse direito, pagavam volumosas propinas aos dirigentes, em conhecidos paraísos fiscais. Todos os detalhes que revelam a corrupção na CBF estão no livro de Romário, que é uma oportuna leitura para se conhecer como o nosso futebol é explorado nos bastidores, por espertos cartolas.

Mamografias pelo SUS

Ana Amélia

O Plenário do Senado aprovou projeto de decreto legislativo que assegura o acesso de mulheres entre 40 e 49 anos ao exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O texto, da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), tem como relatoria a senadora Ana Amélia (Progressistas-RS), e torna sem efeito uma portaria do Ministério da Saúde. A matéria vai à promulgação. “O projeto é bom para as mulheres e para os municípios, que terão redução nos gastos nessa área. Não podemos negligenciar, câncer é doença muito grave, e o diagnóstico precisa ser feito na hora certa”, argumentou a senadora Ana Amélia.

Trabalho escravo

“O combate ao trabalho análogo à escravidão não pode ser monopólio de uma categoria, um partido ou um governo. Deve ser uma ação conjunta da sociedade, afirmou o ministro Ronaldo Nogueira, do Trabalho, ao citar, em audiências públicas, na Câmara dos Deputados e no Senado, na manhã desta quarta-feira (5), as novas regras editadas em outubro, e que tem como um dos objetivos dar instrução ao auditor do trabalho para a elaboração dos processos administrativos. O ministro assinalou: “nossa intenção é trazer provas ao processo administrativo para abrir um processo criminal”.

Edgar Lisboa

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