14 de dezembro de 2017
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Brasília impede votação das reformas da Previdência e trabalhista - Blog Edgar Lisboa. Foto: Thyago Marcel/Câmara dos Deputados

Crise instalada em Brasília impede votação das reformas da Previdência e trabalhista

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Brasília impede votação das reformas da Previdência e trabalhista – Blog Edgar Lisboa. Foto: Thyago Marcel/Câmara dos Deputados

A crise que se instalou em Brasília nos últimos dias, envolvendo o presidente Michel Temer e deputados e senadores da base aliada, repercutiu na agenda do governo para as reformas da Previdência e Trabalhista. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, conhecida como PEC da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), disse nesta quinta-feira (18) que “não há espaço” para avançar no tema.

A PEC ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados, e o governo estava articulando com os parlamentares para conseguir os 308 votos necessários para votá-la e aprová-la no fim de maio ou no início de junho.

“Passamos a viver um cenário crítico, de incertezas” desde ontem, após vazamento da delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, afirmou o deputado em nota.

“Certamente, não há espaço para avançarmos com a reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias”, ressaltou Maia. “É hora de arrumar a casa, esclarecer os fatos obscuros, responder com verdade a todas as dúvidas do povo brasileiro, punindo quem quer que seja, mostrando que vivemos em um país em que a lei vale para todos”.

Crise instalada em Brasília impede votação das reformas da Previdência e trabalhista – Blog Edgar Lisboa. Foto: Jorge William

O senador Ricardo Ferraço, relator da Reforma Trabalhista relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) no Senado, também já havia se pronunciado, disse que não há clima para votação do projeto. Na nota, Ferraço destacou que a crise institucional é tão grave que a reforma trabalhista se tornou “secundária”. O senado previa a votação do texto no plenário da Casa entre os dias 12 e 15 de junho.

“Na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de discussões está suspenso. Não há como desconhecer um tema complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é secundário”, diz a nota. Para Ferraço, é necessário priorizar uma solução para a crise e só depois debater as reformas propostas pelo governo.

Vale lembrar que ainda nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir de depoimentos de delação premiada dos donos do grupo JBS. Em pronunciamento em rede nacional, o presidente da República disse que não renunciará. “Não renunciarei”, declarou o presidente.

A crise instalada na Capital Federal veio à tona depois de uma reportagem do jornal O Globo, que antecipou o conteúdo dos depoimentos, Temer teria sugerido, em encontro gravado em áudio por Joesley, que se mantivesse o pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.

Agência Digital News/Blog Edgar Lisboa