24 de setembro de 2018
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Andressa Anholete/Metro/Divulgação (foto)

Debate marcado pela união de candidatos contra Rodrigo Rollemberg

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Em debate promovido pela TV Bandeirantes, o atual governador e candidato à reeleição foi o mais criticado durante os quatro blocos de perguntas

Sete dos 11 candidatos ao Palácio do Buriti participaram do debate promovido pela TV Bandeirantes

Sete dos 11 candidatos ao Palácio do Buriti participaram, entre a noite de quinta (16/8) e a madrugada desta sexta-feira (17/8), de debate promovido pela TV Bandeirantes. Postulante à reeleição, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o mais criticado durante os quatro blocos de perguntas e já começou o programa no ataque. Alberto Fraga (DEM), Ibaneis Rocha (MDB) e Rogério Rosso (PSD) prometeram conceder aumento a servidores e a paridade com a Polícia Federal tão aguardada pelos policiais civis do DF.

Eliana Pedrosa (Pros) evitou embates com os demais concorrentes. Fátima Sousa (PSol) investiu no discurso de independência, por nunca ter concorrido a cargo eletivo, e Júlio Miragaya (PT) defendeu, sempre que possível, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, reforçando o objetivo da chapa puro-sangue do partido no DF.

No primeiro bloco os candidatos responderam a uma mesma pergunta, enviada por leitores do Jornal Metro: “O Centro Administrativo de Taguatinga, que foi projetado para abrigar toda a estrutura do GDF, se transformou em um verdadeiro elefante branco. Qual seria o destino desse edifício?”. Direcionar o local para a educação, sugerindo a instalação de uma universidade pública, foi a proposta apresentada por quase todos. Rollemberg apontou a necessidade de solução da questão jurídica e legal para, em seguida, decidir sobre a destinação do espaço.

O governador Rodrigo Rollemberg aproveitou umas das oportunidades de fala no segundo bloco para ressaltar a queda no índice de homicídios no Distrito Federal ao longo dos últimos quatro anos. Ibaneis Rocha rebateu, afirmando que a sensação de insegurança está presente por toda parte e que o governo trabalha com “estatísticas falsas”.

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O terceiro bloco manteve a dinâmica do anterior, apenas invertendo a ordem de pergunta dos candidatos. Iniciando a etapa, Fátima Sousa atacou o líder da bancada da bala, o deputado federal Alberto Fraga, ao citar um trecho de gravação em denúncia sobre a corrupção na Secretaria de Transporte, à época em que o candidato chefiava a pasta. O parlamentar negou participar de esquemas ilícitos e afirmou que se trata de uma “crueldade que a mídia faz com os homens públicos”.

Rosso e Eliana Pedrosa se uniram para atacar o novo modelo Hospital de Base, que, na gestão de Rollemberg, se tornou instituto e funciona como Serviço Social Autônomo. Ambos afirmaram que vão desfazer a mudança. “Queremos fórmulas que venham ao encontro da população, que está machucada, sofrida de correr em cada unidade de saúde”, afirmou Eliana. Já Rosso garantiu que, se eleito, os primeiros seis meses seriam dedicados à saúde, com visitas diárias às unidades.

Último bloco

Os candidatos aproveitaram os dois minutos de considerações finais do último bloco para reforçar coligações e exaltar os vices nas chapas. Júlio Miragaya focou o discurso no combate à desigualdade social e criticou o posicionamento “conservador” dos adversários. Fraga prometeu geração de emprego. “Vamos fazer o reajuste do ICMS, buscar apoio empresarial, gerar emprego e, assim, diminuir a violência.”

Já Rollemberg afirmou que conseguiu atingir os três objetivos principais propostos durante o governo: combater a corrupção, arrumar a casa e fazer investimentos. No fim, atacou os opositores: “Não vão ganhar eleição e estão mentindo”. Ibaneis prometeu “resgatar a cidade e devolvê-la ao povo” e Eliana Pedrosa desejou uma “brasília mais harmônica, humana e moderna”, com qualidade de vida para todos.

“Vivemos uma situação gravíssima, mas tem cura. Como gestora pública, farei a diferença”, resumiu Fátima Sousa. Rosso prometeu reajuste salarial às forças de segurança já no primeiro dia de mandato e a terceira parcela do reajuste dos servidores. “Temos um dos maiores orçamentos do Brasil. O que precisamos é vergonha na cara e coragem para aplicá-lo”, atacou.

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