Debater agora eleições é um "desserviço". Foco no coronavírus. | | Edgar Lisboa
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Afonso Motta

Debater agora eleições é um “desserviço”. Foco no coronavírus.

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O deputado Afonso Motta (PDT/RS) disse que se recusa a debater, neste momento, a transferência das eleições, “porque eu acho que esse é desserviço devido ao momento que estamos vivendo”.  Afirmou que “na hipótese da inviabilidade das eleições, eu vou acompanhar a transferência”. O parlamentar adiantou que vai discutir o assunto na bancada, mas acentuou que “se houver a inviabilização das eleições pelo coronavírus, é mais provável que as condições sejam para realizar lá em 2022. Até porque os recursos para as eleições vão ser utilizados agora, provavelmente para a saúde.”

Estimulando a falta de unidade

Afonso Motta enfatizou que “se recusa a debater eleições agora”. Avalia que “não faltarão recursos, independentemente dos custos das eleições, não faltarão recursos para o atendimento, prevenção e combate ao coronavírus”.  Para o parlamentar, “existe um acordo destinando recursos e no momento em que a gente faz esse debate a gente está tencionando, tu estás estimulando a falta de unidade. E neste momento mais do que nunca, é importante a unidade de todos”, assinalou.

Aniquilar a classe política

“Tem gente que quer as eleições e tem gente que não quer as eleições. Agora, todos nós estamos envolvidos nessa questão do combate ao coronavírus”, destacou o congressista. Na opinião do deputado, “isso aí ainda é resquício desse tensionamento que está todo mundo acostumado com ele”. Alerta: “nada de desmerecer a classe política. Se não tem eleição, de certa maneira aniquila a classe política”.  Embora, uns concordem outros discordem, uns tem uma ideia, outros tem outra ideia; não precisa de eleição daqui a pouco, não precisa de fundo eleitoral e de financiamento público. Então eu acho que tem que ter muito cuidado nessa hora para não se desconcentrar daquilo que é prioridade”, aconselhou Afonso Motta.

Eleições Depois

Bibo Nunes

Para o deputado bolsionarista, Bibo Nunes (PSL/RS), “é impressionante o apoio à minha proposta de suspender as eleições deste ano e destinar os 2 Bilhões do Fundo Eleitoral para a Saúde brasileira”. O parlamentar anunciou que vai ver como fazer a mudança, já na primeira sessão da Câmara. Adiantou que “as eleições são constitucionais e vamos achar a melhor maneira, uma PEC, um PL, etc.,. Estamos com boa intenção e isto é fundamental no combate ao coronavírus. O correto é suspender as eleições deste ano e pegar os 2 Bilhões do Fundo Eleitoral para investir na saúde brasileira. A pandemia vai até quase a eleição. Como fazer campanha direto, objetivo e de extremo bom senso?”, questiona.

Gravidade da Crise

O tsunami que vem chegando na área econômica e social foi indicada, esta semana, pelo Banco Central quando, “para dar um colchão de liquidez aos bancos, somado à decisão do BNDES de prorrogar o pagamento dos empréstimos, suspendeu a jornada de trabalho por medida provisória, parcialmente revogada”. As decisões, segundo especialistas, indicaram a gravidade da situação afirma o jornalista especializado em economia, Ivanir José Bortot, da Agência Digital News. Depois de ações, pouco efetivas, do Ministério da Fazenda, o Banco Central entrou na batalha, com seu arsenal para tentar reduzir, os efeitos negativos da crise econômica gerada pela paralisia provocada pelo coronavírus.

O pior está por vir

Ao anunciar a disponibilização de R$ 1,216 trilhão, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, sinalizou que o pior dos efeitos de combate ao coronavírus sobre a economia deverão ocorrer nos próximos meses. Os valores equivalem a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e quatro vezes mais do que os 3,5% do PIB usados pelo BC para enfrentar a crise da economia mundial de

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