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DEM deverá abrir processo para expulsar PO

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O deputado federal Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) declarou hoje (17) que a Executiva Nacional deve abrir o processo disciplinar contra o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, para expulsá-lo do DEM. A reunião está marcada para a terça-feira (23).

Onyx Lorenzoni (Foto: Ivaldo Cavalcante)O parlamentar gaúcho tem o mesmo posicionamento tomado do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), e do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), os primeiros a defenderem a expulsão do vice-governador e dissolução do diretório regional do DF. “Nos sentimos traídos por uma pessoa em que acreditávamos e apostávamos. Não tem jeito, tem que cortar na carne”, argumentou Lorenzoni.

O processo de Paulo Octávio deve seguir o mesmo rito adotado contra o governador licenciado, José Roberto Arruda, que teve um prazo de oito dias para defender-se. Antes de encerrado o prazo, Arruda desfiliou-se do Democratas.

O vice-presidente do DEM ressaltou que “a situação se agrava na medida em que o partido não tem nenhuma razão para suportar um desgaste que não é nacional. É um problema restrito ao Distrito Federal”. Na reunião da próxima terça-feira, o parlamentar vai posicionar-se também pela dissolução do diretório regional da capital da República.

Paulo Octavio quer apoio de Lula

Paulo Octavio vai pedir apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para continuar governando e avalia as chances de ter condições para governar. “[No encontro com Lula] Vou me colocar como um facilitador. Não sou obstáculo a nada”, disse.

O governador interino afirmou que preocupa a possibilidade de uma intervenção federal defendida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. “A intervenção é sempre uma agressão ao regime democrático, mas decisão da Justiça se cumpre”.

Paulo Octavio não descarta a possibilidade de renunciar ao cargo e analisa que a decisão vai depender de conversas com partidos e políticos da cidade. A ideia é fazer um governo de coalizão. Na tentativa de se desvencilhar de Arruda e aconselhado por aliados, Paulo Octávio pediu que os secretários coloquem os cargos a disposição. “Essa é uma questão de foro intimo. Eu ainda preciso avaliar a governabilidade, conversar com partidos, com políticos. Eu ainda não tenho essa certeza de que é possível governar. Brasília ainda está retomando o ritmo”.