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DEM e PDT Juntos para Disputar Piratini e Senado

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Demora do PTB e Indefinição dos Candidatos atrapalha aliança


Edgar Lisboa e Pedro Duprat, de Brasília

A aliança entre o PDT e o DEM acordada entre os presidentes nacionais dos partidos Carlos Lupi (PDT) e Rodrigo Maia (DEM) avalizando a união no Rio Grande do Sul só sai se os pedetistas gaúchos conseguirem algum candidato a governador e se o PTB concordar.

Palácio Piratini Foto: Divulgação
Palácio Piratini Foto: Divulgação

O PDT ficaria com a vaga ao governo do estado, o DEM com a vaga para senador e o PTB talvez ficaria com a vaga ao vice-governador. Assim, a aliança teria a estrutura partidária do PTB e PDT no interior e o tempo que o DEM tem na televisão. É assim que parlamentares pedetistas avaliaram a situação.

O problema é que o PDT ainda não tem candidatos e o PTB pediu um tempo para avaliar a proposta. A aliança entre os pedetistas e democratas foi formalizada na quarta feira (18), mas ainda esperam que os petebistas referendem a proposta. O PTB pediu que esperem até o ano que vem, mas o PDT tem pressa: quer a aliança fechada até dezembro.

Enio Bacci Foto: Divulgação
Enio Bacci Foto: Divulgação

Segundo o deputado federal pedetista Enio Bacci, só com a viabilização dessa “tríplice aliança”, que é como ele chama o acordo entre os partidos, e com um candidato viável ao governo do estado é que o PDT entra. “Talvez com outros partidos não tenha a mesma viabilidade.” disse Bacci. Caso contrário, eles irão propor um candidado a vice-governador para Tarso Genro (PT) ou para José Fogaça (PMDB).

Já o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) falou que essa aliança não vai se restringir aos três partidos. “Vamos atrás de partidos que não tenham candidatos ao governo.” Segundo o parlamentar, o PDT está atrás de um quarto partido, e as apostas vão do PP ao Psol, mas exclui os partidos maiores como o PT, o PMDB e o PSDB. A aliança já tem dois pré-candidatos ao governo. Vieira da Cunha seria a aposta dos Democratas. Já o PDT apoia o deputado estadual Luis Augusto Lara.

Reação ao Racha

Vieira da Cunha Foto: Divulgação
Vieira da Cunha Foto: Divulgação

Essa aliança é uma reação do DEM ao racha que teve com o PSDB causado pela crise entre a governadora tucana Yeda Crusius e o seu vice, o democrata Paulo Feijó. A relação entre a governadora e o vice foi abalada em 2007, ano em que Feijó teria feito as acusações contra a governadora. Além disso, segundo Vieira da Cunha, os partidos seriam próximos ideologicamente, já que todos tem uma agenda em comum para o estado. “O estado tem sofrido muito com essa crise política que não tem mais fim”, acentuou. O democrata Onyx Lorenzoni afirma que “nosso candidato é o Vieira, queremos romper a polarização PT x PMDB”.

A governadora Yeda Crusius (PSDB) já decidiu concorrer à reeleição. A tucana se considera vítima de uma tentativa de golpe. “Não cogito não usar o direito à reeleição. Na campanha estarei livre para dizer verdades e para construir uma nova imagem”.

Germano Bonow Foto: Divulgação
Germano Bonow Foto: Divulgação

Para o deputado Germano Bonow (DEM) “a hora que estamos vivendo agora é uma hora de conversa para todos os partidos. O partido Democrata, através do presidente Onyx, tem conversado muito com o PDT”. Segundo o deputado, “vamos tentar viabilizar uma aliança democrática trabalhista com vistas as eleições do ano que vem tendo Vieira da Cunha candidato a governador”. O parlamentar diz que resta saber agora se os trabalhistas tanto do PDT quanto do PTB (eu também não sei) como estão vendo isso. O PTB não participou da reunião.

Os trabalhistas e os democratas se reunirão nesta sexta-feira, em Porto Alegre, para uma conversa mais próxima sobre as alianças e estratégias para o governo do Estado.