20 de janeiro de 2019
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Demissões assustam servidores

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A semana começa em Brasília com a apreensão dos servidores públicos que, deste a última semana estão sendo exonerados de cargos de confiança do executivo. A medida, segundo anunciou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tem com o objetivo baixar custos e retirar funcionários ligados ao PT, o que ele chama de processo de “despetização”.  O Diário Oficial da União tem circulado com mais páginas que o normal nos últimos dias e deve continuar assim ao longo desta semana.  De acordo com o antigo Ministério do Planejamento, na Esplanada dos Ministérios, existem cerca de 122 mil cargos de confiança.

Mudanças no Congresso

No Congresso Nacional, por sua vez, com vários deputados e senadores que não conseguiram à reeleição, assessores já começam a deixar os gabinetes do Legislativo. Mesmo em recesso, mais de 400 servidores foram exonerados nos últimos dias. Esse número deve aumentar quando os novos congressistas assumirem em fevereiro. A renovação do Congresso, 47. 37% representa a maior alteração da configuração das casas legislativas federais desde a Assembleia Nacional Constituinte, em 1986. A mudança, foi fomentada, principalmente, pela campanha de Jair Bolsonaro com seu discurso de mudanças das antigas práticas políticas que o levou a ter a expressiva votação de 55,2 milhões de votos de brasileiros que defendem a mudança e tem um perfil anti-petista e demonstram a insatisfação com a classe política.

Reforma da Previdência

A proposta de Reforma da Previdência que será apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, continua indefinida. A própria equipe econômica do governo está num bate cabeças em busca do melhor caminho. A intenção é que a reforma seja entregue aos parlamentares logo após a definição dos presidentes da Câmara e do Senado, em fevereiro. Entretanto, o conteúdo continua sem consenso até mesmo entre o Palácio do Planalto e a área econômica.

Onyx é o bombeiro

Neste imbróglio e desencontro de informações anunciadas pelo governo, o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pela articulação política, tendo sido o bombeiro para apagar os incêndios. Ele   tenta de todas as formas apaziguar os ânimos e evitar um prejuízo maior a imagem do presidente Bolsonaro.  Sempre que um ministro fale algo que repercute mal, Lorenzoni que já chegou com traquejo político, entra em campo e tenta mandar o perigo para longe.

Bico calado

No meio desse tiroteio político, os novos integrantes do governo começam a buscar o traquejo necessário para ações que, agora, repercutem de imediato. Por isso, a intenção do Palácio do Planalto é que seus ministros, por enquanto, falem cada vez menos. E alguns, na verdade, não deveriam nem falar para evitar que o estrago na política oficial não seja maior já no início do mandato. A ministra que vem liderando as reações negativas por declarações dadas é Damaris Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos que, em poucas semanas já teve que tentar esclarecer uma série de comentários desnecessários e que repercutiram mal. Apesar das melhores intenções, suas palavras não tinham espaço no início nesse caminho de mudanças do novo governo.  O melhor remédio, por enquanto, segundo comentava um antigo parlamentar é “bico calado”.

Cumprir promessas

Na avaliação de analistas, só uma efetiva Reforma da Previdência permitirá a Bolsonaro cumprir suas promessas de campanha, de reduzir impostos para que na população possa ampliar seu poder de compra e as empresas retomem os investimentos produtivos. Aos poucos, a lição vai sendo apreendida e os buracos e armadilhas deste tortuoso caminho vai ficando para trás.

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