19 de novembro de 2017
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Deputados têm “superfolga” para evitar gastos desnecessários

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A discussão sobre a reforma da previdência terá uma trégua pelo menos por 10 dias, em Brasília. Por conta do Dia de Finados, os deputados federais terão, agora, mais 10 dias de folga que começou sábado (11). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não marcou sessões de votações no plenário da Câmara durante toda esta semana, em razão do feriado da Proclamação da República, comemorado na quarta-feira, 15 de novembro. O democrata justificou a folga devido ao ‘gasto desnecessário’ em viagens de ida e volta dos parlamentares a suas bases eleitorais.

Tucanos agitam a semana  

A última semana foi agitada para os tucanos. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo, defendeu o desembarque do PSDB do governo, fortaleceu a posição dos que estão alinhados com o que defende Tasso Jereissati, presidente em exercício do partido, destituído. A escolha do novo presidente Tucano será dia 12 de dezembro, na convenção nacional. A posição, de FHC também reforçou a ala do PSDB que defende o rompimento com o governo Temer. Isso tudo pode levar a saída de políticos influentes do PSDB, como Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, que já cogita em deixar o ninho tucano. Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes acha que o eleitor não vai entender a saída do PSDB do governo depois do partido ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff e ter avalizado a administração Temer.

Marca do Oportunismo

Queira ou não queira, o destino do PSDB ficou ligado ao governo Temer, um rompimento agora, avaliam analistas políticos, terá a marca do oportunismo. O PSDB ajudou a manter o presidente no cargo. Vale lembrar que os dois relatores que ajudaram barrar as denúncias da Procuradoria da República, na Câmara, contra Michel Temer foram do PSDB, todos ligados à Aécio Neves. Uma coisa é certa: esse racha tucano tende a crescer até a convenção nacional do partido em dezembro.

PSDB Implodido

O cientista político da Universidade Nacional de Brasília (UNB), David Fleischer, afirma que “o PSDB foi implodido pelo senador Aécio Neves, na última quinta-feira”. Argumenta que o partido ficará bastante enfraquecido e provavelmente na Convenção Nacional deve decidir sair do governo. Mas o presidente Michel Temer, vai antecipar isso. “No início de dezembro vai substituir os ministros tucanos”, avaliou. “O afastamento dos ministros do PSDB permitirá que alguns partidos do centrão ocupem os ministérios, hoje sob o comando tucano assinala o professor Fleischer explica que o PSDB tem cerca de mil cargos cargos no governo federal, que serão substituídos também.  Segundo o cientista político, “isso vai enfraquecer muito o PSDB para o ano que vem, e muita gente acha que isso vai fortalecer o Jair Bolsonaro” e ele pergunta: quer sinal mais negativo?

Mudança de Ministros

Sob pressão da base aliada, e a ameaça de deputados do Centrão de obstruir votações na Câmara e os sinais de desembarque dados pelo PSDB, o presidente Michel Temer avalia antecipar a reforma ministerial, a princípio prevista para abril, quando candidatos às eleições terão de deixar os cargos. O governo já revelou que não vai ficar refém do bloco formado por partidos médios, como PP, PR e PTB, mas está à procura de uma solução para o impasse. Uma decisão nada fácil para Michel Temer e os estrategistas do Palácio do Planalto sempre levando em consideração que os votos do tucano serão imprescindíveis para que o governo consiga aprovar a reforma da Previdência.

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