24 de setembro de 2018
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Renato Molling

Eleições, copa e festas juninas

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Eleições, copa e festas juninas

O ano eleitoral, o início da Copa do Mundo na Rússia e as festas juninas no Brasil, enfraquecem ainda mais o ritmo de votações no Congresso Nacional nas próximas semanas. Temas polêmicos e pautas do governo, como os compromissos assumidos com a greve dos caminhoneiros, podem ser afetados e ficar sem a definição de deputados e senadores.

Carga tributária

O deputado Renato Molling (PP-RS) avalia que o cenário no Congresso Nacional é de ano eleitoral. Afirma que existem reajustes bastante grandes que devem ser priorizados. “O setor privado, por exemplo, paga uma alta carga tributária, e o setor público não está conseguindo dar o retorno à população”. O parlamentar considera que “é preciso equilibrar isso, e para equilibrar, precisamos aumentar a produção, temos que gerar emprego para o País andar. E a área pública não pode aumentar muito as despesas”, avalia.

Equiparação salarial

Renato Molling é presidente da Comissão de Finanças e Tributação, e revela que hoje, a maior parte das reuniões, são realizadas com entidades que vem “para pedir equiparação salarial, alteração do plano de carreira, para fazer concurso público, para criar mais cargos”. O deputado assinala que “estes são os pleitos maiores”. Só que não existe espaço neste momento para nada, “nós temos que nos equilibrar primeiro, temos que fazer com que a iniciativa privada cresça para que nós possamos gerar mais empregos, a indústria tem que crescer para ter recursos suficientes para pagar o custeio da máquina pública”, frisou.

Qual Estado queremos?

Molling ressalta que estamos em ano eleitoral, e esta é a oportunidade para que todos estes assuntos sejam discutidos e definidos; e questiona, qual é o Estado que queremos. “É um Estado que atenda bem à saúde, à educação e a segurança! Ou um estado que assuma muita coisa e não consegue dar retorno à população; com serviços muitas vezes ineficientes! É bastante complicado isso”, avalia.

Funcionário Público

Para o deputado progressista, o momento é de grandes desafios. Ele acredita que é um desafio que, “eu acho que tem solução, se nós elegermos alguém que conheça a área pública e consiga colocar uma equipe competente, fazer com que todo mundo trabalhe, e a área pública se envolva, participe”.  Segundo o deputado, “o funcionário público tem que saber que o seu compromisso é o de servir bem as pessoas, atender bem as pessoas, até para melhorar a imagem do funcionário público”.

Imagem do político

Hoje o político tem uma imagem muito negativa, comenta o presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, e o funcionário público tem uma imagem parecida. Porque? Ele explica: “não que seja todo mundo, mas assim como a classe política, também, tem os bons, mas, também tem alguns que são muito ruins. E isso faz com que a classe política toda seja desgastada. Nós temos muitos funcionários públicos bons, mas temos muitos funcionários públicos também que não atendem bem às pessoas, que tu não acha nunca, que as coisas não andam; e aí o pessoal reclama, são estas coisas que nós temos que corrigir para melhorar o País como um todo”, assevera.

Edgar Lisboa