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Paulo Octávio e ao fundo imagem do criador de Brasília, presidente Juscelino Kubitschek

 Empresários comemoram ciclo de expansão no setor imobiliário

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“A perspectiva para 2020 é muitos negócios num aquecimento substancial do mercado, com vendas bem consolidadas e uma procura grande do comprador, não só em Brasília, mas em todo o País”, diz Paulo Octávio

Com aumento na venda de imóveis residenciais, o mercado imobiliário parte para uma retomada consistente e se prepara para uma aceleração maior em 2020. Na avaliação de especialistas, a construção vai puxar outros segmentos trazendo inclusive, efeitos positivos para o PIB. Com captações bilionárias e juros baixos, o setor imobiliário começa um novo ciclo de expansão. Empresários afirmam que o ânimo do setor é uma boa notícia para a economia como um todo. De julho até agora, seis incorporadoras captaram R$ 3,8 bilhões em novas ofertas de ações para colocar o pé no acelerador em seus projetos residenciais e comerciais. Com a queda dos juros, a taxa Selic atingiu 5% ao ano na última semana, e, segundo o Estado de S. Paulo, o maior interesse de investidores no setor, a expectativa é de que as captações podem dobrar nos próximos meses, já que outros grupos se preparam para ir à Bolsa. As construtoras pretendem abrir novos canteiros de obras, especialmente em São Paulo. Mas o reflexo se amplia para todo o Brasil.

Paulo Octávio avalia a situação no Distrito Federal

No Distrito Federal, o empresário Paulo Octávio, um dos pioneiros da construção civil, em Brasília, afirmou que o setor imobiliário nos últimos anos, desde 2013, portanto, seis anos, ele ficou paralisado e o ritmo de obras diminuiu sensivelmente. Segundo o empresário, os lançamentos imobiliários foram na sua grande maioria suspensos, a redução foi brutal. E a oferta que havia pela oferta de 2011 a 2013 foi praticamente absorvida pelos compradores e pelos novos adquirentes”.  Paulo Octávio relata que hoje o estoque em praticamente todas as capitais brasileiras de imóveis à venda é muito pequeno, é desproporcional à demanda que existe no País”, assinalou.

Algumas populações crescem. Numa cidade como Brasília, a população cresce 1% ao ano, logicamente tem uma demanda maior que outras capitais. Mas aí depende de cidade para cidade. Em termos de Brasil, frisa Paulo Octávio, “eu vejo que essa redução é extraordinária e que a taxa de juros para financiamento imobiliário basicamente caiu de 13 para 6%, e o mais importante, traz o melhor momento para os compradores que querem buscar financiamentos em agentes imobiliários, como caixa ou outros bancos”.

Para Paulo Octávio, “a perspectiva que eu vejo para 2020 é muitos negócios num aquecimento substancial do mercado, com vendas bem consolidadas e uma procura grande do comprador. Até porque hoje tem aquele comprador que quer morar, mais também o investidor, aquele que compra para alugar”.

Rentabilidade maior

O empresário chama atenção para o fato de que “hoje a locação de imóveis está dando uma rentabilidade maior do que a dos papéis, que durante muitos anos teve uma rentabilidade muito grande no País. ” Com essa rentabilidade maior das locações comerciais e residenciais, acentua Paulo Octávio, “eu sinto que o investidor que fugiu do mercado imobiliário deve retornar, e já está aos pouquinhos retornando nesse segundo semestre de 2019. E não tenho dúvidas, em 2020 vai atuar com bastante força. Até porque um rendimento 6% ao ano, que é mais ou menos o que dá o mercado imobiliário com mais valorização dos imóveis, isso dá um percentual bem interessante para quem quer investir em recursos, ”avalia o empresário.

“Entendo que devemos caminhar para uma valorização dos imóveis que estão hoje prontos em venda. ” Como os preços ficaram paralisados nestes últimos seis anos, Paulo Octávio acredita que “agora teremos aí uns aumentos relativo dos empreendimentos; até porque pela lei da oferta e da procura, nós teremos mais procura do que oferta. ”

Edgar Lisboa

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