Inicial / Repórter Brasília / Equívocos na Política econômica
Fontana: "é a execução de um programa de militarização na gestão do País"

Equívocos na Política econômica

Print Friendly, PDF & Email

O deputado Henrique Fontana (PT/RS), fez uma análise de como está vendo o País atualmente. Segundo Fontana, “o Brasil está no caminho equivocado do ponto de vista da sua política econômica”. Argumenta dizendo: “nós estamos contraindo salários, preconizando empregos, e com isso, aquilo que seria o combustível para gerar uma retomada de um crescimento sustentável e não um voo de galinha, que volta e meia acontece em questão de semanas ou meses”.
Exportação caindo
Na opinião do congressista, “o caminho seria exatamente garantir uma massa salarial melhor para melhorar o mercado interno do país. A exportação está caindo e o mercado interno é que pode nos garantir uma melhoria, do nosso ponto de vista econômico”, assinalou.
Câmara e Governo errados
O parlamentar diz considerar que “no início do ano legislativo, seja de parte do governo e da Câmara, está sendo cometido um erro grave estrutural”. Para Fontana, “a primeira reforma que deveria ser votada pela Câmara, seria a reforma tributária”.
Programa de Militarização
Fontana argumenta que o quê chama atenção na composição do governo Bolsonaro é a excessiva presença das forças armadas. “Obviamente eu sou uma daquelas pessoas que defende o papel que as forças armadas tem na construção de um projeto de Nação. Agora o que está acontecendo no Brasil hoje, é uma tentativa, e mais do que uma tentativa; é a execução de um programa de militarização na gestão do País”.
Militarização negativa
“E dentro dos ministérios nem se fala”, reclama o deputado. “Eu não tenho os números aqui de cabeça, de memória, mas a entrada de cada vez mais militares indica uma militarização muito negativa, onde as forças armadas brasileiras, elas vão se tornando um apêndice do jogo de poder e do jogo de partidos. Então o governo Bolsonaro está, infelizmente, cada vez mais utilizando as forças armadas como uma ferramenta do interesse do seu projeto de poder, e eu espero que alguns dos generais do nosso país reajam a esse processo de partidarização e politização das forças armadas”, pondera o deputado.
Casa Militar
“De um modo geral, às vezes eu ouço comentários dando conta de que esse é um governo que pode demitir a qualquer momento qualquer pessoa, porque não tem o apadrinhamento político dos anteriores”, afirmou o deputado Giovani Feltes (MDB/RS). O parlamentar diz que “o governo não conta com base parlamentar no Congresso Nacional, mas aqueles que o aplaudem, também devem saber que já que ele não montou uma base parlamentar, devem admitir que ele tem se rodeado muito mal; tem se assessorado muito mal, para demitir tanta gente assim em tão pouco tempo”.
Não é adequado
Feltes destaca que “não é contra a presença de militares, mas está demais. Na Casa Civil, por exemplo, agora você tem um militar da ativa. Daqui a pouco, vira uma casa militar. Convenhamos, não é adequado”, reclama o parlamentar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *