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Escolas cívico-militares

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou decreto que regulamenta a adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. Os estados e o Distrito Federal podem indicar, de 6 a 27 de setembro, duas escolas para receber o projeto, já no primeiro semestre letivo de 2020 – elas precisam ter de 500 a mil alunos, do 6º ao 9º ano do fundamental ou do ensino médio. O Rio Grande do Sul comemora: as escolas gaúchas “são modelo para o Brasil”, anuncia o deputado estadual gaúcho, Tenente Coronel Zucco (PSL), que esteve no lançamento do programa, em Brasília, na quinta-feira (5).

No Distrito Federal onde o programa já foi adotado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), algumas escolas recusaram o modelo militar. Jair Bolsonaro, ao seu estilo, não usou meias palavras. “Me desculpa, não tem de aceitar, tem de impor”. A adesão do programa é voluntária.

Forma o cidadão

“Sou híper favorável. Acho que a escola militar, além de ensinar português, matemática e as matérias do currículo escolar, também trazem os ensinamentos da doutrina e do respeito. É um tipo de escola diferenciado”, afirmou o deputado Marcelo Moraes (PTB/RS). Na opinião do congressista, “ela não forma só o aluno, ela forma o cidadão”.

Escolas Agrícolas

O parlamentar entende que “o Governo Federal poderia começar a ampliar o programa para abrigar também escolas agrícolas”. Na opinião do congressista, “a escola militar tem um papel cada vez maior em formar o cidadão”. Destaca que “as escolas agrícolas atendem uma outra realidade. Nós somos um país agrícola, que depende da agricultura e, cada ano que passa o nosso interior está mais envelhecido e esvaziado”.

Uso de tecnologia na lavoura

Hoje em dia, lembra Marcelo Moraes, ninguém mais mexe com enxada. “Tem equipamentos modernos para tudo”. Na avaliação do deputado trabalhista, “o pessoal mais velho talvez não tenha tanto tino para fazer a migração do uso da tecnologia na lavoura. Os jovens que poderiam fazer isso, não estão fazendo porque estão indo para a cidade”.

Incentivar o jovem no campo

Na opinião de Moraes, “para o Brasil poder produzir mais, o governo deveria incentivar o jovem a ficar no campo. Se ele puder levar a nova tecnologia para dentro do nosso campo, dentro da mesma propriedade, o produtor estaria produzindo muito mais e o jovem permaneceria no campo”. Concluiu enfatizando: “sou muito favorável a essas escolas militares, acho que elas cumprem um papel cada vez maior de transformar o aluno num grande cidadão”. O deputado acentuou que “não podemos deixar de lado algo que é essencial para a economia do País: a ampliação das escolas agrícolas”.

Escolas profissionalizantes

O deputado Darcísio Perondi (MDB/RS) perguntado sobre sua opinião a respeito da implantação das escolas cívico-militares, afirmou que “tudo o que vem pela educação, seja bem-vindo”. O parlamentar disse que “não conhece a fundo o programa, mas torce para que sejam também escolas profissionalizantes”.

Educação é segurança

Quanto à segurança, na opinião do congressista, “isso não é a polícia que vai resolver. Isso é a educação, desde a primeira infância”. Concluiu acentuando que, “educação, ensino médio, onde há uma fuga enorme, ensino fundamental, onde há uma desistência considerável; se as escolas contribuírem para evitar isso, benditas as cidades que ganharem essas escolas”.

 

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