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Paulo Guedes

Esquerda e Direita Juntas

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Em Brasília, os parlamentares de todos os partidos, esquerda e direita, dão a aprovação da reforma da previdência federal como favas contadas. Não será tão profunda quanto propunha a proposta inicial do ministro da Economia, Paulo Guedes, entretanto, poderá extirpar menos gordura do que o inicialmente imaginado pelo governo. As modificações serão poucas. Na realidade, o problema está na queda de braço entre os governadores e prefeitos com as bancadas federais de seus partidos, que se recusam incluir os estados no pacote. Também aí deverá haver um acordo para a conta de chegar.
Reforma ministerial
Nos bastidores comenta-se que já foi acertado um acordo para a reforma da previdência, que incluiria os próprios governadores de oposição e as lideranças partidárias. A moeda de troca seria uma reforma ministerial, já com vistas ao fortalecimento de forças políticas  com vistas às próximas eleições municipais.
Multas de trânsito
Os novos regulamentos e redução das punições para infrações de trânsito nas rodovias federais objetivam aliviar a tensão entre os caminhoneiros. As multas e as ameaças de suspensão das carteiras com vinte pontos são considerados os maiores inimigos dos profissionais do transporte, sejam eles autônomos ou empregados. Valores excessivos, fiscalização truculenta, a ameaça de ter de se afastar do trabalho para se reciclar em caso de 20 pontos na carteira, que  pesam como uma espada de Dâmocles no pescoço dos motoristas. Pelo menos enquanto o assunto estiver em discussão, deve diminuir a pressão. Entretanto, munidos de estatísticas dramáticas, os defensores de leis mais duras devem se impor até que o tema chegue às votações finais nas duas casas do Congresso.
Câmara melhora imagem
O deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS) comemorava sexta-feira o bom resultado de uma pesquisa de opinião nacional sobre a imagem da Câmara (e dos políticos, por conseguinte). Subiu de esquálidos 4% de aprovação no início do ano para 29% favoráveis na semana passada. Segundo o parlamentar, presidente da Frente Ruralista, isto se deve às atitudes afirmativas de deputados e senadores frente à falta de firmeza política do executivo. Diz o parlamentar gaúcho que isto é o natural, pois o Congresso, ocupando os espaços vazios, assume rapidamente o seu real papel no cenário, “em vez de ficar olhando para o outro lado da rua”, diz referindo-se ao Palácio do Planalto, localizado defronte ao parlamento. Com a independência forçada, o parlamento cresceu.
Mataram o “Gaucho”
Os presidentes Jair Bolsonaro e Mauricio Macri, da Argentina, anunciaram o desejo de criar uma moeda única para os dois Países, e, até já escolheram o nome: Pesoreal. Com isto, sepulta de vez a moeda comum criada pelos presidentes José Sarney e Raúl Alfonsin, lá nos primeiros tempos do MERCOSUL, que se chamaria “Gaúcho”. Naqueles tempos a denominação considerava que gaúcho é uma expressão comum a três dos quatro países do bloco econômico. Não vingou. Não por culpa do “gaúcho”, mas pela impossibilidade de coordenação das políticas econômicas dos sócios, sempre sufocados por crises econômicas e cambiais sem fim. O flamante  pesoreal pode ter o mesmo destino do gaúcho, o esquecimento.
Lei de Incentivo ao Esporte
A primeira reunião do ano da Comissão que analisa projetos da Lei de Incentivo ao Esporte foi realizada na última segunda-feira, dia 25, no Ministério da Cidadania, em Brasília. Constituída de seis membros, a Comissão teve uma novidade: antes da reunião, foi executado o Hino Nacional, o que nunca havia ocorrido, conforme pessoas que atuam no setor.