Estilo Fux no Supremo | | Edgar Lisboa
Inicial / Repórter Brasília / Estilo Fux no Supremo
Tocar guitarra e treinar jiu-jítsu, na rotina do futuro presidente do Supremo. Crédito: Reprodução do Twitter

Estilo Fux no Supremo

Print Friendly, PDF & Email

O ministro Luiz Fux, toma posse na presidência do STF em setembro. Muita expectativa em torno do que pretende o magistrado no comando da corte maior do País. Ele foge de redes sociais e evita mensagens de WhatsApp.

Postura diferente

O carioca Luiz Fux ainda é uma incógnita, principalmente, para o Palácio do Planalto. Distante daquela postura sisuda, o novo presidente do STF, troca o burburinho político dos jantares de Brasília por treinos de jiu-jítsu com os próprios seguranças. Aumenta a expectativa do presidente Jair Bolsonaro e de seus principais auxiliares sobre a postura do futuro chefe da Corte.

Reposicionamento do Governo

De olhos atentos voltados para o prédio da frente onde funciona o STF, no Planalto, a equipe de Bolsonaro busca entender os movimentos de Fux para um possível reposicionamento do governo diante da Corte maior, onde tramitam inquéritos que investigam fake news e atos antidemocráticos que fecham o cerco à família e a apoiadores do presidente.

Leveza com formalidade

Para delimitar os espaços da Praça dos Três Poderes, Fux tentará equilibrar a leveza com a formalidade nas relações institucionais, sem interlocução com o Executivo, ele também não deverá ter encontros frequentes com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Sem redes sociais

O já chamado “estilo Fux” implica, por exemplo, evitar até mesmo mensagens de WhatsApp, meio de comunicação preferido de Bolsonaro, pouco afeito à liturgia do cargo. Fux prefere que os contatos sejam feitos por meio de assessores. Ele também não está nas redes sociais nem pretende ingressar. O magistrado continuará evitando os palpites sobre os humores da política, sob o argumento de que “o silêncio não se distorce”. A presidência de Fux também deverá ser marcada pelas boas relações com os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica.

Liturgia do cargo

Com uma liturgia do cargo, um pouco diferente, e, quem sabe, mais eficaz e mais próxima da população, o magistrado carioca, torcedor do Fluminense, pretende conciliar as tarefas da presidência do STF e sua rotina, que inclui fazer bicicleta enquanto lê os jornais, tocar guitarra e treinar jiu-jítsu. “O trabalho é meio de vida, mas não meio de morte”, costuma dizer Luiz Fux.

Entulhado por questões políticas

Evitar que o Judiciário seja entulhado por questões políticas que deveriam ser resolvidas pelo Legislativo, é uma das metas de Luiz Fux. Pessoas próximas ao ministro revelam que, nestes casos, ele deverá “decidir por não decidir”.

Magistrado mais leve

Afonso Motta

Na opinião do deputado Afonso Motta (PDT/RS) “o novo presidente vai passar por uma grande expectativa, deliberar a questão jurisdicional na Corte maior”. Na visão do congressista gaúcho, grande problema do Supremo é a futura composição, o que isso muda naquelas questões que são fundamentais e que são essenciais”.

Na avaliação do parlamentar, “o estilo, o modo de ser, vamos dizer assim, que tem um cunho pessoal, que, aliás, não é próprio do que impõe a magistratura, vai mostrar o seu jeito, mas ele vai impor os limites do rito e a postura pessoal do magistrado”, acentuou Afonso Motta.

Igreja Universal

Bispo Edir Macedo

Fundada em 9 de julho de 1977, a Igreja Universal do Reino de Deus completou 43 anos. Com milhares de templos distribuídos no Brasil e em 130 países, Aroldo Martins (Republicanos-PR) destacou, na Câmara dos Deputados, o trabalho da igreja para levar a fé aos fiéis. Ossesio Silva (Republicanos-PE) também registrou os 43 anos de criação da Igreja Universal do Reino de Deus. O parlamentar elogia o trabalho de todos os pastores, integrantes e, principalmente, do bispo Edir Macedo.

Fake News

O deputado Eros Biondini (Para os-MG), é contra projeto de combate à Fake News, que foi aprovada no Senado e está em discussão na Câmara. O parlamentar lembra que houve um esforço muito grande para democratizar o acesso à internet no Brasil e, para ele, o projeto vai acabar com essa liberdade.

Edgar Lisboa