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Executivos de jornais defendem uma nova forma de avaliar o real alcance do meio

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downloadSÃO PAULO – A Associação Nacional de Jornais (ANJ) está empenhada em desenvolver novas métricas para avaliar o alcance do noticiário impresso. A ideia é deixar de usar apenas a contagem de exemplares que saem das gráficas e agregar outros números, como a quantidade de vezes em que a notícia foi compartilhada na internet, por exemplo. Para Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ, o termo “circulação” está ultrapassado e deve ser substituído imediatamente por “audiência”.

Ele também argumenta que cada exemplar do jornal é lido por mais de uma pessoa. Em sua opinião, só isso já mostra que usar o número de exemplares impressos para mensurar seu alcance é uma métrica defasada.

— Isso sem falar que a notícia que é publicada no jornal de hoje é imediatamente compartilhada na rede inúmeras vezes. Em resumo, o jornal é muito mais lido do que se pensa, e nós precisamos contabilizar isso — afirma.

Pedreira diz ainda que, estabelecendo o nível de audiência, também será possível comparar o jornal com outros meios, como televisão e rádio. A fórmula que definirá essa contagem, porém, ainda não foi produzida.

— O mundo está em busca disso. Certamente unindo esforços, como estamos fazendo, conseguiremos chegar a um número de audiência mais preciso. Será uma forma de o setor mostrar sua grandeza — comenta Pedreira.

Marcello Moraes, diretor geral da Infoglobo, e Marcelo Rech, diretor-executivo de Jornalismo do Grupo RBS, endossam as afirmações de Pedreira. Ambos explicam perceber, no cotidiano das empresas, a necessidade dessa nova forma de contagem de audiência.

— Falta, sobretudo, uma métrica dos digitais. Os números que temos hoje são apenas os do IVC (Instituto Verificador de Circulação), e estes não reproduzem o nível real de leitura dos meios — comenta Moraes.

MAIOR AUDIÊNCIA

Para Antonio Manuel Teixeira Mendes, diretor-superintendente do Grupo Folha, não há dúvida de que os jornais registram hoje a maior audiência de sua história, atingindo públicos muito mais diversos e extensos do que em qualquer outra época. Mesmo assim, ele acredita que não é preciso deixar de falar em circulação.

— Trata-se de uma métrica consolidada, porque é de fácil entendimento, já que avalia a disposição a adquirir um de nossos produtos: o jornal impresso. Como o impresso ainda é o principal gerador de faturamento de nossas empresas, a métrica da circulação deve continuar existindo. Concordo, entretanto, que ela é incompleta para refletir todo o poder de comunicação que a multiplataforma dos nossos veículos permite — explica Antonio Manuel.

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O Globo