21 de Maio de 2018
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Falta de Segurança no campo deixa produtores em pânico

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O aumento da violência no campo, tem obrigado o produtor a se defender por seus próprios meios, sem poder contar com o poder público na garantia da lei e da ordem, enfim, da sua segurança. A situação é esdrúxula e contrasta com o que representa o agronegócio para o Brasil. Agricultores e pecuaristas não sabem mais o que fazer para dar segurança à sua família e defender suas propriedades, missão do Estado que por omissão não cumpre com sua responsabilidade constitucional.

Crimes encomendados

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que 72% dos crimes em propriedades rurais são encomendados. Os dados fazem parte do estudo sobre violência na área rural, lançado na quarta-feira (9)/, em Brasília, pelo Observatório da Criminalidade no Campo da CNA. Esses dados foram antecipados durante audiência pública da Comissão de Agricultura do Senado, na Fenasoja, em Santa Rosa, requerida pela senadora Ana Amélia, e revelam que o crime organizado está migrando das cidades para o campo. A parlamentar observa que famílias de agricultores ou pecuaristas vivem um cotidiano de violência. “É preciso dar prioridade a essa agenda e integrar esforços da administração municipal, estadual e federal para dar alguma segurança aos produtores rurais que, em 2017, tiveram participação de 21,6% no PIB, colhendo uma excelente safra”, disse Ana Amélia.

Produtores em Pânico

Diariamente, bandidos invadem as propriedades rurais e deixam fazendeiros em pânico junto com suas famílias. Um levantamento feito pelo O Estado de São Paulo, mostra que no Estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos do País, roubos e furtos no campo subiram 60% entre 2014 e 2017. Em Goiás, o crescimento foi de 20%. Em Minas Gerais, houve nos últimos dois anos uma média de 139 casos por dia de crimes em imóvel rural. Na maior parte do País, os números sobre a violência no campo são pouco precisos, sem uma apuração efetiva das ocorrências. Na tentativa de levantar mais dados sobre o problema, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criou o Observatório da Criminalidade no Campo.

Insegurança agora não campo

Os roubos não são casuais, existem quadrilhas especializadas nos mais variados tipos de roubo. Os criminosos levam gado, sacas de café, insumos, equipamentos. “São grupos estruturados com caminhões e até galpões para guardar o material levado das fazendas”, relata Marcelo Vieira, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Segundo o líder rural, a falta de segurança hoje é o maior problema do agronegócio”. Conta que “ os produtores e trabalhadores “nem podem mais dormir nas propriedades, precisam ir para as cidades, o que dificulta e encarece a produção. Os produtos também não podem mais ser armazenados no campo, em função dos roubos”.

Desvalorização das propriedades

A insegurança é tão grande, segundo os produtores e pecuaristas que em algumas regiões que a facilidade de acesso a uma fazenda, por exemplo, a existência de uma rodovia próxima à propriedade, é causa de desvalorização da área, quando deveria ser o oposto, por facilitar o escoamento da produção. A insegurança no campo também diminui a competitividade do agronegócio brasileiro, já que aumenta os custos.

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