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Feminicídio: professora de Luziânia (GO) é morta e ex-marido é suspeito

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Uma mulher foi morta pelo ex-marido quando saia de casa, em Luziânia (GO), distante cerca de 60km de Brasília. Por volta das 19h de segunda-feira (24/2), a professora Shellyda Duarte, 31 anos, foi atingida por, pelo menos, seis tiros.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o suspeito do crime, tratado como feminicídio, é o ex-marido da vítima, Márcio Ordones da Silva, 41. Ainda segundo a corporação, Shellyda foi morta na frente dos dois filhos pequenos do ex-casal, e da mãe dela. Após os disparos, Márcio fugiu.

Violência doméstica

O casal estava separado há cinco, mas Márcio nunca teria aceitado o término. A polícia informou que o suspeito tinha diversas denúncias por violência doméstica e usava tornozeleira eletrônica por descumprir medida protetiva em favor de Shellyda.

Manifestação

O Coletivo Somos Rosas organiza, para o próximo sábado (29/2), a 1° Caminhada Pelo Fim da Violência Contra a Mulher de Luziânia GO. A organização convida a população para uma manifestação pacífica, que acontecerá no Sol Nascente, em Luziânia, a partir das 16h.
A concentração será em frente ao Colégio Estadual José Carneiro Filho (Colégio JOCAF), onde Shellyda trabalhava e vai passar pela rua onde ela morava. Os organizadores pedem que levem cartazes, flores e vistam camisetas brancas.
Fique por dentro
O que é feminicídio?
Reconhecido como crime hediondo desde 2015, o feminicídio consiste no assassinato de mulheres por razão de gênero. Conhecer as nuances e as características que envolvem esse tipo de violação, é fundamental para ter um enfrentamento efetivo e evitar que existam novas vítimas.
Tipos de violência contra a mulher
Nem todos sabem, mas a violência contra a mulher vai muito além de agressões, estupros e assassinatos. A Lei Maria da Penha sancionada em 2006, classifica em cinco categorias os tipos de abuso cometido contra o sexo feminino, são eles: violência física, violência moral, violência sexual, violência patrimonial e violência psicológica.
Além das violências físicas mais conhecidas como as agressões, estão também enquadradas na primeira categoria ações como atirar objetos com a intenção de machucar a mulher, apertar os braços, sacudi-la e segurá-la com força.
A violência moral está atrelada ao constrangimento que o agressor pode causar a vítima como expor a vida íntima do casal para outras pessoas e o vazamento de fotos íntimas na Internet. Calúnias, difamação ou injúria também fazem parte desse tipo de violência.
Diferentemente do que muitos podem pensar, a violência sexual não se resume a forçar uma relação íntima. Obrigar a mulher a fazer atos que a causem desconforto, impedi-la de usar métodos contraceptivos, ou a abortar, também são considerados formas de opressão.
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Controlar os bens , guardar ou tirar dinheiro sem autorização da mesma, e causar danos de propósito em objetos são alguns exemplos de violência patrimonial.
Por fim, a violência psicológica consiste em diminuir a autoestima da mulher, sendo com humilhações, xingamentos, desvalorização moral que implicam em violência emocional. Tirar direitos de decisão e restringir liberdade também fazem parte da última categoria.
Fonte: Agência Patrícia Galvão/Correio Braziliense.