Festival de Gramado apresenta produções gaúchas que tiveram incentivo do Estado | | Edgar Lisboa
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Festival de Gramado apresenta produções gaúchas que tiveram incentivo do Estado

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Além das mostras competitivas, o 42º Festival de Cinema de Gramado, que termina sábado (16), realiza a Mostra do Cinema Gaúcho, com 23 produções, no Palácio dos Festivais,em Gramado. Entreos filmes que participam do festival deste ano, receberam investimento do Sistema Pró-Cultura RS os longas “Os Senhores da Guerra”, que concorre ao Kikito na mostra nacional, “O Céu sobre Mim” e “Dromedário no Asfalto”.

Também receberam investimentos do Estado a minissérie “Bocheiros” e os documentários “A Linha Imaginária”, “Nervo Óptico”, “O Poder Entre as Grades” e “Os Churrasqueiros de Nova Bréscia” que participaram da mostra especial não competitiva, no Teatro Elisabeth Rosenfeld, no centro de Gramado.

A Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) soma, nos últimos três anos e meio, um investimento de R$ 16 milhões no audiovisual gaúcho, entre capacitação, realização de mostras e festivais e produções de curtas, médias e longas metragens. “O Governo do Estado orgulha-se em participar desse evento que mostra o trabalho de tantos talentos”, disse o secretário Assis Brasil.

O diretor do Instituto Estadual do Cinema (Iecine), Juan Zapata, acredita que o Festival de Cinema de Gramado pode ser novamente o principal festival latino-americano como já foi considerado. “Acredito em um festival mais ambicioso, que deseje ser referência na America Latina”, afirma. “Gramado tem história e potencial para isto e com a qualidade dos convidados deste ano, iniciamos um caminho que nos levará a ser novamente o principal festival latinoamericano, como já foi considerado”.

A diretora de Economia da Cultura da Sedac, Denise Viana Pereira, reitera a opinião de Zapata. “O Festival de Cinema de Gramado é um dos orgulhos dos gaúchos, destaca-se ao longo dos anos pela sua história e pelo seu grande potencial”, diz.

Épico histórico

O épico histórico “Os Senhores da Guerra”, do escritor e cineasta gaúcho Tabajara Ruas, recebeu investimento do Sistema Pró-Cultura RS no valor de R$ 698,5 mil e é o único filme gaúcho na mostra nacional. O filme foi exibido na noite de sábado (9) e retrata a Revolução de 1923, guerra que rachou o estado entre os partidários de Borges de Medeiros, os chimangos, e os de Joaquim Francisco de Assis Brasil, os maragatos, no Rio Grande do Sul.

O longa “O Céu Sobre Mim”, dirigido pelo renomado cineasta italiano Gian Vittorio Baldi e com produção da caxiense Spaghetti Filmes, foi financiado pelo sistema Pró-cultura RS com um investimento no valor de R$ 1,7 milhão. Bento Gonçalves foi uma das locações do filme que narra a história de Gregorio, um astrônomo italiano que vive isolado em meio aos vinhedos da serra gaúcha. “Encontrei no Brasil grandes colaboradores, o que raramente acontece em minhas produções”, disse Baldi, durante as filmagens na região serrana.

Já o “Dromedário no Asfalto” de Gilson Vargas, recebeu incentivo para a finalização do longa. As obras não concorrem ao Kikito mas participam da Mostra Cinema Gaúcho,em Gramado. Acerimônia de premiação acontece sábado (16), a partir das 21 horas, no Palácio dos Festivais. Veja a relação de competidores e participantes da mostra.

Longa metragem nacional

“A despedida” (2014), de Marcelo Galvão (SP)

“A estrada 47” (2014), de Vicente Ferraz (RJ)

“A luneta do tempo” (2014), de Alceu Valença (RJ)

“Esse viver ninguém me tira” (2014), de Caco Ciocler (DF)

“Infância” (2014), de Domingos Oliveira (RJ)

“O segredo dos diamantes” (2014), de Helvécio Ratton (MG)

“Os senhores da guerra” (2014), de Tabajara Ruas (RS)

“Sinfonia da necrópole” (2014), de Juliana Rojas (SP)

Longa metragem estrangeiro

 

“Algunos dias sin musica” (2013), de Matías Rojo (Argentina/Brasil)

El critico” (2014), de Hernán Guerschuny (Argentina)

“El lugar del hijo” (2013), de Manuel Nieto (Uruguai)

“Esclavo de dios” (2013), de Joel Novoa (Venezuela)

“Las analfabetas” (2013), de Moisés Sepúlveda (Chile)

Curta metragem nacional

 

“A pequena vendedora de fósforos” (2014), de Kyoko Yamashita (RS)

“Brasil” (2014), de Aly Muritiba (PR)

“Carranca” (2014), de Wallace Nogueira e Marcelo Matos de Oliveira (BA)

“Carta a uma jovem cineasta” (2014), de Luiz Rosemberg Filho (SC)

“Compêndio” (2014), de Eugênio Puppo e Ricardo Carioba (SP)

“Contínuo” (2013), de Carlos Ebert e Odécio Antônio (PB)

“História natural” (2014), de Júlio Cavani (PE)

“La llamada” (2014), de Gustavo Vinagre (SP)

“Max Uber (2014), de André Amparo (MG)

“O clube” (2014), de Allan Ribeiro (RJ)

“O coração do príncipe” (2014), de Caio Ryuichi Yossimi (SP)

“O que fica” (2014), de Daniella Saba (SP)

“Se essa lua fosse minha” (2013), de Larissa Lewandowski (RS)

“Sem Título 1: Dance of Leitfossil” (2014), de Carlos Adriano (SP)

Mostra cinema gaúcho

 

“A pequena vendedora de fósforos” (2014), de Kyoko Yamashita (Porto Alegre)

“Bacon ou rúcula” (2013), de Laércio Leitzke (Porto Alegre)

“Caçador” (2014), de Rafael Duarte e Taísa Ennes (Canoas)

“Casa de Pompas” (2014), de Bruna Fortes e Gabriel Paixão (Pelotas)

“Descompasso” (2014)” de Rodolfo de Castillos Franco (Porto Alegre)

“Domingo de Marta” (2014), de Gabriela Bervian (Porto Alegre)

“Espelhos” (2014), de Diego Tafarel (Santa Cruz do Sul)

“Gildíssima” (2014), de Alexandre Derlam (Porto Alegre)

“Hotel Farrapos” (2014), de Lisandro Santos (Porto Alegre)

“Linda, uma história horrível” (2013), de Bruno Gularte Barreto (Porto Alegre)

“O encontro” (2013), de Fabrício Silva (Porto Alegre)

“O que ficou para trás” (2014), de Pedro Guindani (Porto Alegre)

“O relâmpago e a febre” (2014), de Gilson Vargas (Porto Alegre)

“Os meninos perdidos” (2013), de Giordano Gio (Porto Alegre)

“Servido com candura” (2013), de Tatiane Andréa Enzweiler (São Leopoldo)

“Sioma – O papel da fotografia” (2014), de Karine Emerich e Eneida Serrano (Porto Alegre)

“Diminutivos” (2014), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Porto Alegre)

“Balões, Lembranças e Pedaços de Nossas Vidas”, de Frederico Pinto

“Dromedário no Asfalto”, de Gilson Vargas

“Janeiro 27”, de Luiz Alberto Cassol e Paulo Nascimento

“Mamaliga Blues”, de Cassio Tolpolar

“O Céu Sobre Mim”, de Gian Vittorio Baldi

“O Mercado de Notícias”, de Jorge Furtado

Teatro Elisabeth Rosenfeld

(minisséries e documentários)

“Bocheiros”, de Boca Migotto

“A Linha Imaginária”, de Rafael Andreazza

“Nervo Óptico”, de Karine Medeiros Emerich e Christopher Robin Chapman

“O Poder Entre as Grades”, de Tatiana Sager

“Os Churrasqueiros de Nova Bréscia”, de Matheus Mombelli

Texto: Luciana Alcover

 Foto: Divulgação

 Edição: Redação Secom