24 de setembro de 2018
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Lula: Supremo, última esperança.

Fim de Jogo, foco nas eleições

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Afonso Motta: “pauta generosa no Congresso Nacional”.

Acabou a Copa da Rússia para o Brasil, e o sonho do hexa fica adiado por quatro anos… Como somos o país do futebol, voltarão logo os jogos do Brasileirão e, na política, mergulharemos no ciclo das eleições presidenciais de 7 de outubro, data do primeiro turno. O calendário prevê que a propaganda eleitoral no rádio e TV começará em 16 de agosto e vai até 4 de outubro. Mas o quente mesmo ocorrerá nos bastidores, com a realização das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Será hora de definir as coligações, as escolhas dos vices à presidência da República, aos governos estaduais e quem serão os suplentes dos candidatos ao Senado Federal.

Lula vem aí?

Lula: Supremo, última esperança.

O ex-presidente Lula da Silva insiste correr por fora, e vive a expectativa de conseguir decisão favorável no Supremo Tribuna Federal para homologar a sua candidatura. Julgado em segunda instância e cumprindo prisão em Curitiba, Lula não pode, ao arrepio da lei, se candidatar a qualquer cargo. Porém, não podemos esquecer que o Judiciário está em recesso, e o ministro Dias Toffoli assumirá a presidência do Supremo nos afastamentos da titular Carmem Lúcia, que ocupará a presidência da República em três momentos, devido as viagens de Michel Temer, para o México e África do Sul. Nessa ocasião, o PT encaminhará a candidatura de Lula e recurso ao Supremo, apostando que Toffoli tenha o mesmo desempenho dos últimos dias, quando decidiu pela liberdade de José Dirceu. Assim como na Copa, não faltarão emoções nas eleições de outubro.

Pauta Generosa

Na avaliação do deputado Afonso Motta (PDT-RS), vice-líder do partido na Câmara, apesar da Copa do Mundo e eleições, vai ficar pouca coisa por fazer no Congresso Nacional porque a pauta “já está generosa”. Segundo o parlamentear, a agenda apresentada, basicamente, está procurando atender os compromissos do governo com relação às privatizações, petróleo e sistema Eletrobrás.Na realidade, “é definir o que já está andando e depois recesso e, visita às bases”.

presidenciáveis no debate na CNI

Os principais pré-candidatos à Presidência da República apresentaram nesta quarta-feira (4), suas ideias a empresários, em debate concorrido na Confederação Nacional da Indústria (CNI), para tentar conquistar a simpatia do grupo mais relevante da economia brasileira. Participaram do encontro os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB). Afonso Motta assistiu ao debate na CNI, e considera que o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes “está no páreo”. Se fosse uma disputa, “hoje (mas ainda está longe), é uma disputa do Bolsonaro com o Ciro Gomes. Foi um bom debate, uma boa discussão”.

Reforma Trabalhista

Na avaliação de alguns observadores políticos, os candidatos foram bem, mas nem todos agradaram aos empresários. Ciro Gomes e Marina Silva causaram desconforto ao tratar da Reforma Trabalhista e, Ciro Gomes, por sua vez, foi vaiado ao dizer que pretendia rever a reforma. Ele disse que só poderia revogar a reforma com a aprovação do Congresso, mas que havia assumido o compromisso com as centrais sindicais.

Bolsonaro e Alckmin aplaudidos

Alckmin Bolsonaro, aplaudidos pelos empresários, na CNI

Para o deputado Afonso Motta, foi um bom debate. Primeiro a falar, Geraldo Alckmin, prometeu; caso seja eleito, realizar reformas ainda no primeiro semestre de 2019. Apontou a necessidade de simplificar a tributação e fazer as reformas política e da Previdência. Além disso, se comprometeu a zerar o déficit público em dois anos, e a dar impulso às privatizações. Aplaudido pelos empresários ao prometer reduzir o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. “Temos um verdadeiro manicômio tributário”. Bolsonaro e Alckmin foram aplaudidos diversas vezes.

Corrução envolvendo Aécio

Do Henrique Meirelles, conta o deputado Motta, assisti só uma parte sobre o controle do juro e do câmbio, essa coisa mais básica para o país voltar a crescer. Já o Alckmin que representa essa visão social democrata, que pela lógica, é quem deveria estar ponteando, não consegue se firmar. “Acho que isso está relacionado com a questão da corrupção que atingiram o Aécio Neves, e ele não consegue se descolar disso. É o PSDB que está em baixa.  Não o candidato”. Álvaro Dias, do Podemos, prometeu apresentar um conjunto de reformas nos 100 primeiros dias de governo.

Um conjunto de 43 propostas para “estimular a economia nos próximos quatro anos”, foi entregue pelos empresários aos candidatos ao Palácio do Planalto.

blogedgarlisboa / Agência Digital News