23 de outubro de 2018
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Foco na Segurança

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Segurança Pública é o assunto em foco no Congresso Nacional na retomada dos trabalhos legislativos. Tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) decidiram apostar na pauta da Segurança Pública. Defendem um pacto entre os três poderes para o combate à violência no país. Os projetos na área de segurança, terão prioridade no Legislativo.

Política Integrada

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) disse que o Brasil tem muito que avançar na área de segurança pública. Defende uma política integrada de segurança utilizando tecnologias no país inteiro. ”Com todos os recursos que nós temos não é possível que alguém cometa um crime num Estado e o outro não tenha nada que ver com isso”, argumentou.

Clareza nas informações

Na opinião do parlamentar, “tem que se trabalhar o conceito e que a criança quando está indo para a escola está fazendo segurança pública, o cidadão quando está indo para o hospital, para o posto de saúde, está fazendo segurança pública”. Assinala que tem que dizer para as pessoas com clareza qual o papel de cada cidadão para a construção da informação e da segurança. “E isso tem que ser certamente uma política nacional, porque o trânsito do crime não tem limite de fronteira. Então eu acho que se nós trabalharmos a segurança com esses conceitos, e que não queira apenas fazer promoção pedagógica, aproveitando o oportunismo da insegurança para aparecer nisso, se o debate do Congresso for realmente com profundidade científica, nós vamos oferecer para a população brasileira uma boa segurança. E com os instrumentos que nós já temos, isso pode melhorar muito a segurança. ”, enfatizou.

Brasil o mais violento

Comparando a segurança com outros países, Alceu Moreira, afirma que “nós temos na nossa frente, países do tamanho do nosso e com a nossa economia, nós somos em disparado o mais violento. Mas na verdade, se comparado pelo nível de mortes em presídios, nós temos aí uma guerra civil montada; é só contar o número de mortos”. E é claro que nós estamos trabalhando há muito tempo sobre a margem, com a população sobre as consequências do crime. Nós não estamos trabalhando nas causas”.

 Um exemplo

Moreira cita um exemplo: “ 32% de todo o cigarro que é vendido no Brasil é contrabando. Como é que uma carreta de cigarros chega no centro de São Paulo, num centro de distribuição; coloca esse cigarro no centro da renda e ninguém é punido. E as drogas, entram junto. Se é possível entrar com carretas e carretas de cigarros e ninguém ver, quer dizer, essa carreta pode trazer qualquer tipo de droga, de arma, de podridão”. Segundo o parlamentar, “ nós temos na verdade um volume de permissividade e corrupção gigantesca no aparelhamento da droga e do crime, certamente envolvendo certas autoridades públicas”.

Reforma da Previdência

O deputado pergunta se com essa quantidade enorme de benefícios, alguém acreditas mesmo que ainda tenha oposição a reforma da Previdência no Congresso? E responde: é claro que não, a pessoa sabe como vai votar. Se o parlamentar está indeciso, está negociando alguma coisa de interesses dele regional para se reeleger na Câmara eleitoral” . Então, avalia Moreira, se o governo conseguir vislumbrar isso para usar do jeito que ele quer, com clareza, vai ter maioria, vai ter os 308 votos”.Destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo ministro Carlos Marum.

Sem pressão das ruas

Na opinião do deputado gaúcho, depende de muitos fatores, mas ele destaca que a grande pressão contra a reforma da Previdência, já não é tão grande.  “Os deputados estão se sentindo pressionados, mas não votaram por causa da pressão, isso não existe, muito pelo contrário. A rua já identificou que tem muitos privilégios, o governo fez uma propaganda maciça para estar se comunicando com a sociedade, e nós vamos chegar aí no dia 19, 20, 21 com condição de votar a reforma da Previdência.”