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FUNASA Leva Saneamento e Saúde Preventiva aos Municípios do Piauí

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Dos 224 municípios que formam o estado, a Fundação está presente em 223, trabalhando em busca da inclusão social e da melhoria das condições de vida das populações mais carentes, como resultado das ações desenvolvidas na região

Foto: Amanda Miguel/Funasa

Dos 224 municípios piauienses, a Funasa está presente em 223, com ações de saneamento e saúde ambiental.

A  Capitania de São José do Piauí foi criada e instaurada definitivamente no ano de 1.758. De lá para cá, já são mais de 260 anos de uma forte homogeneização cultural, que comemora diariamente muitos avanços e lutas pela solução de problemas históricos. O Piauí, como é conhecido hoje,  é um estado nordestino que também sofre com a intempérie – condição desfavorável do clima. O período da seca castiga e distancia muitos municípios piauienses da realidade de outras comunidades brasileiras. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) trabalha justamente pela mudança e melhoria da qualidade de vida de muitas famílias dessas regiões, especialmente das que estão em situações de risco. Hoje, dos 224 municípios que formam o Estado, a Funasa está presente em 223. Sem dúvida, uma grande conquista, pois, com a chegada das ações da Fundação, sempre vem as melhorias, como o acesso à uma rede de água, a construção de unidades sanitárias, o tratamento de resíduos sólidos e a educação em saúde para as famílias que, infelizmente, por décadas, não tinham o simples conhecimento de como utilizar um banheiro.

Para o presidente da Funasa, Ronaldo Nogueira, a ampliação do acesso à água de qualidade e ao saneamento básico são direitos garantidos pela Constituição Federal aos cidadãos. “Estamos focados em detectar e monitorar as famílias, comunidades que ainda não contam com água encanada e esgoto de qualidade. O nosso trabalho é pela prevenção. Quando recebemos o retorno de que o caminho está correto, não ficamos apenas felizes, nos sentimos realizados”, ressaltou.

Miguel Leão

A falta de estrutura atinge as mais variadas faixas etárias e localidades.  O casal Givanildo da Silveira e Carmen Lúcia da Silva, por exemplo, há sete anos são moradores do assentamento Grajau, no município de Miguel Leão e, desde então, não tinham acesso a uma unidade sanitária de qualidade. “Estamos recebendo uma unidade sanitária. Somos muito gratos à Funasa, ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal, por nos proporcionar o acesso a um banheiro. Isso é algo tão comum para muitas famílias, mas nós ainda não havíamos conquistado. Aqui, nossa vida é simples. Sobrevivemos da agricultura de subsistência e, hoje, não teríamos condições de construir uma obra como esta”, comemorou Givanildo.

Foto: Amanda Miguel/Funasa

Givanildo da Silveira e Carmén Lúcia, moradores do assentamento Grajau, em Miguel Leão (PI).

Na avaliação  do secretário de Finanças do município de Miguel Leão, Roberto Nascimento, além das melhorias proporcionadas pela construção de unidades sanitárias, toda zona rural também tem acesso a rede de água. “Hoje, o carro-pipa utilizado pelo município está parado. Você não imagina o significado disso para o nosso povo. Com o trabalho da Funasa, conseguimos alimentar toda a zona rural do nosso Miguel Leão com rede de água, caixa d’água, bomba e poços, funcionando perfeitamente. São 560 residências atendidas e muitos sorrisos dos moradores que podem lavar as suas mãos com água que chega na torneira da sua casa.  Meu muito obrigado à Funasa por estar presente e transformar a vida das pessoas”, finalizou. O investimento no município foi de, aproximadamente, R$ 1,4 milhão.

Ipiranga do Piauí

Segundo levantamento da Funasa, até o mês de agosto, 187 obras estavam em execução no Estado. Em Ipiranga do Piauí foi contabilizada a construção de 66 unidades sanitárias na zona rural, além de uma rede de esgoto, já em fase final, orçada em R$ 5 milhões.

Na comunidade chamada Furta lhe Volta, a Funasa também mudou a realidade de várias famílias. Entre elas, a de Benedita Borges da Silva e seu marido Luiz Zenea, um casal de idosos que completou mais de 80 anos cada e que há apenas dois anos tiveram acesso à uma unidade sanitária. “Foi uma glória. Minha família é grande e praticamente todos meus filhos e netos ainda moram por aqui. Vivemos principalmente do que o Buriti nos oferece. Nossa casa é humilde e para construir este banheiro para nós e nossos filhos não teríamos condição alguma agora”, explicou a moradora, enquanto preparava o fruto do Buriti para transformá-lo em doce e comercializá-lo na cidade. O investimento no município foi  de, aproximadamente, R$ 5,8 milhões.

Foto: Amanda Miguel/Funasa

 Benedita da Silva e Luiz Zenea receberam unidade sanitária, em Ipiranga do Piauí (PI).

Francinópolis

Além do tratamento da água, que segue o percurso da rede até as residências, a Funasa, por meio do programa de Melhorias Sanitárias Domiciliares (MSD), também fornece filtros de mesa para os moradores (faz parte das MSD). Na comunidade de Campestre, interior de Francinópolis, o morador Sebastião Alves de Oliveira utiliza o filtro e conta que aprendeu que ingerir a água deste evita várias doenças hídricas. “No começo, eu tinha medo dos meninos derrubarem ele, mas me falaram que eu devia tomar água do filtro, porque assim evito doenças. Então, passei a utilizar. Eu moro aqui sozinho e, se você reparar bem, a minha casa ainda é de barro. Hoje, além do filtro, também tenho um banheiro. O meu antigo ainda está ali e quando olho para trás percebo como é bom ter um banheiro fechado em que eu me sinta mais à vontade”, conta Sebastião, enquanto  enche um copo com água, vencendo a dificuldade das suas mãos trêmulas. O investimento no município foi de, aproximadamente, R$ 500 mil.

Foto: Amanda Miguel/Funasa

Sebastião Alves, de Francinópolis (PI), enche seu copo com água potável do filtro recebido.

Campo Largo do Piauí

O consumo de água sem tratamento adequado pode causar doenças como diarreia, febre tifoide, hepatite A, infecção intestinal, leptospirose, salmonela e outras, tais como cólera e rotavírus. Essa é uma das preocupações do prefeito de Campo Largo do Piauí, Rômulo Aécio que, por meio do auxílio da Funasa, proporcionou acesso à água encanada a três comunidades do interior: Bom Princípio, Santa Maria e Monte Castelo. Segundo o prefeito, interligar a comunidade de Bom Princípio à rede de água residencial é o próximo passo a ser concluído.

Debaixo do sol a pino, as moradoras Maria de Castro e Maria dos Remédios lavavam a roupa da família. “Aqui é perto de casa. Antes eu tinha que carregar um peso danado por uma distância bem maior. Não me importo com o calor do sol, eu me importo com isso aqui: ter água”, dizia Maria de Castro, moradora de Bom  Princípio. A comunidade é a única que não tem rede de água. O investimento no município foi de, aproximadamente, R$ 250 mil.

Foto: Amanda Miguel/Funasa

 Maria de Castro e Maria dos Remédios lavam roupa com água encanada de caixa d´água.

Funasa é homenageada em sessão solene  na Assembleia

A Fundação foi homenageada, na manhã do dia 12/08, durante sessão solene, no plenário Waldemar Macedo, da Assembleia Legislativa do Piauí. Na ocasião, Ronaldo Nogueira, presidente do órgão, agradeceu o engajamento e o trabalho da Instituição. “Cada ação realizada significa um novo passo para a universalização do saneamento em nosso país. Uma homenagem como esta é, de fato, emocionante, pois entendemos que estamos no caminho certo. Ainda enfrentamos muitos problemas, mas, com o comprometimento de todos, mais uma vez sairemos vencedores”, comemorou. A sessão foi proposta pelo deputado Henrique Pires (ex-presidente da Funasa).

Blog Edgar Lisboa

Reportagem da jornalista Amanda Miguel, publicada no Informativo Funasa de outubro.