18 de agosto de 2018
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Fundo Eleitoral

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Os cinco partidos que mais receberão recursos do fundo eleitoral, na distribuição do dinheiro do fundo partidário – MDB, PT, PSDB, PP e PSB –  vão dar prioridade aos candidatos atualmente com mandato. A consequência, segundo especialistas, dificultará a renovação no Congresso Nacional.

 Fundo partidário cria conflitos

O deputado Heitor Schuch (PSB) acha que “o fundo partidário é mais um motivo de discórdia dos partidos, mais um motivo de descriminação de quem tem mandato e de quem não tem”. Ele lembra que votou contra o fundo partidário, já na origem. “Nós no PSD tivemos uma grande discussão sobre isso para buscar a melhor maneira possível dessa distribuição de recursos, sem conflitos. ”

Dificuldades para critério justo

Segundo o parlamentar, um Estado pequeno acha que que é descriminado, um Estado grande acha que recebe pouco. “Eu diria que o fundo partidário criou um desconforto. Existem dificuldades para que a decisão partidária ache um critério justo. Até porque a candidatura de um governador em São Paulo é uma coisa e no Acre é outra. ”

PSB continua com Sartori

As coligações a nível de proporcional, no Rio Grande do Sul, a princípio, a nominada para estadual é fechada pelo PSB; a federal há uma discussão de coligar com PR, PRB e PSB, adianta Heitor Schuch. “A nível de governador, o diretório indicou manter a coligação atual. No próximo sábado teremos o Congresso e a tendência é continuar onde estamos, no governo Sartori, que fazemos parte.”

Pouca renovação

O cientista político e pesquisador da UnB, Antônio Testa acredita que a renovação política nestas eleições deve ser menor do que a ocorreu em 2014. Segundo o professor, na eleição daquele ano, a Câmara renovou 43% dos parlamentares e, neste ano, se chegar a 30% “vai ser muito”. Na opinião do especialista, os partidos são “controlados por oligarquias”, o que explica a decisão de privilegiar quem já tem mandato.

Prioridade deputados e senadores

O presidente da Fundação Ulysses Guimarães, do MDB, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que a prioridade do partido será eleger deputados e senadores. No MDB, segundo a assessoria, os candidatos vão receber; Senadores com mandato: R$ 2 milhões para cada um; Deputados com mandato: R$ 1,5 milhão para cada um; Para a campanhas de mulheres foi destinada a quantia e R$ 69,6 milhões.

Protegendo o Congresso

Um dos assuntos, a véspera do recesso é a Bolsa de Valores de São Paulo e nos corredores de, Brasília do poder, é a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de proibir o governo de vender ativos das empresas estatais sem aprovar antes no Congresso. Com isto os movimentos de capitais tanto no Brasil como no Exterior que se movimentavam para investir em fatias da Petrobrás ficaram com a carteira aberta na mão enquanto políticos e juristas discutem se o Magistrado pode ou não pode meter a colher onde não fora chamado.

Estatais falidas

Esta é a sinuca de bico. Não tem como acertar a bola da vez e nem sair da armadilha sem entregar os sete pontos. Ou seja, explicando a metáfora: as empresas estatais estão falidas e sem condições de captar os recursos que precisam para se reerguerem. Entretanto, se um negócio de tamanha delicadeza tiver de passar por pelo legislativo, perde a flexibilidade negocial e fica à mercê dos compradores. Bem ao contrário da expectativa do ministro que pensa, com essa liminar, proteger o interesse nacional.