Respeitem nossa Brigada Militar | | Edgar Lisboa
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Na busca de informações para um artigo que escrevi há alguns anos, tive a oportunidade de conhecer mais de perto as polícias militares brasileiras. E fiquei orgulho quando ouvi de oficiais das PMs de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, dentre outras, que a Brigada Militar estava entre as melhores do Brasill. Uma polícia militar que ultrapassava as fronteiras de simplesmente polícia para ser “A Brigada Militar”, dos gaúchos de respeito e seriedade, sempre pronta a enfrentar o perigo e as ameaças em favor do povo do RS e do Estado rio-grandense.

Respeitem nossa Brigada Militar

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Na busca de informações para um artigo que escrevi há alguns anos, tive a oportunidade de conhecer mais de perto as polícias militares brasileiras. Fiquei orgulho quando ouvi de oficiais das PMs de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, dentre outras, que a Brigada Militar estava entre as melhores do Brasill. Uma polícia militar que ultrapassava as fronteiras de simplesmente polícia para ser “A Brigada Militar”, dos gaúchos de respeito e seriedade, sempre pronta a enfrentar o perigo e as ameaças em favor do povo do RS e do Estado rio-grandense.

A começar pela postura, as fardas elegantemente vestidas, limpas, bem passadas como se estivessem permanentemente indo para um desfile de gala. Era só um olhar para a rua em caso de perigo ou medo e já se avistava na esquina dois policiais militares ou um carro prontos para entrar em ação. Todos com orgulho de dizer que faziam parte da “briosa” Brigada Militar e envaidecidos de andar fardados, uma marca de respeito de todos.

Tudo isso, com um salário digno, comandos profissionais que não misturavam política com segurança.

Agora, vejo o senador Paulo Paim, fazer um discurso no Senado tentando sensibilizar a governadora Yeda Crusius para melhorar os salários dos brigadianos que “são obrigados a fazer bicos para melhorar suas condições de vida. Recebem o mais baixo salário dos policiais militares do país”. Eles que sempre foram exemplo e tem a responsabilidade de cuidar da população, dedicando suas vidas para segurança do povo gaúcho. E, em vez do Palácio Piratini, buscar uma maneira de dar uma vida digna e de respeito à histórica Brigada Militar, ameaça os policiais militares de demissão por buscarem maneiras de sobreviver.

Não deixe que aconteça em solo gaúcho o que já aconteceu no Rio de Janeiro onde policial e bandido eram confundidos. Ainda a tempo de dar dignidade aos nossos policiais. E o Palácio Piratini tem essa responsabilidade perante a população e a história. Não deixem ninguém macular nossa Brigada Militar de tantos e bons serviços prestados até hoje. Dona Yeda, a senhora hoje é governadora, amanhã, voltará a ser uma cidadã, como todos nós, pense nisso. Avalie o que representa a Brigada Militar para nós todos, para senhora, para seus filhos, seus netos, na defesa de nossa segurança, todos os dias. E, por favor, tente buscar uma solução digna aos nossos brigadianos de cuja organização que tenho a honra ter recebido quando ainda era colunista do Correio do Povo, a medalha do Negrinho do Pastoreio.

Greve da BM por aumento surge no horizonte do Piratini
Paralisação dos policiais militares pode começar na próxima semana

Bastou os poderes mandarem projetos de reajuste salarial à Assembleia Legislativa para categorias com os salários mais baixos no Executivo retomarem a ofensiva contra o Palácio Piratini. Um dos segmentos, que intensificou o barulho e preocupa a governadora Yeda Crusius, é a Brigada Militar.

Se Yeda não apresentar um projeto de reajuste salarial até o final da semana, líderes dos brigadianos ameaçam organizar greve a partir da próxima semana. Mesmo que esse movimento seja proibido na BM, a avaliação é de que há precedentes, na Bahia e no Rio, justificados pela situação crítica da corporação.

“A situação salarial é grave e pode nos levar a isso. Vamos nos mobilizar fortemente. Sempre há prejuízo (ao cidadão), mas temos a esperança de que o governo resolverá”, relatou o coronel Jorge Luiz Prestes Braga, presidente da Associação dos Oficiais da BM.

À frente da Associação dos Servidores de Nível Médio da BM, o soldado Leonel Lucas reclama que os vencimentos são os menores do Brasil. Na quarta-feira, ele percorreu oito municípios para mobilizar colegas para eventual paralisação.

“Yeda prometeu dobrar o salário dos soldados e fica aumentando o dos que já ganham bem mais. É um deboche”, explicou o soldado.

Outros setores também exigem aumento. O chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, receberá técnicos-científicos para discutir o assunto no dia 4.

*Texto extraído do Portal da Associação dos sargentos subtenentes e tenentes da Brigada Militar (ASSTBM)

Leia a matéria do Zero Hora