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Invasões do MST

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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, acredita que ficará mais fácil recolher assinaturas para a criação da CPI que investigará repasses públicos para o MST depois que o movimento derrubou pés de laranja em fazenda invadida em São Paulo. Ela criticou duramente a invasão da fazenda Santo Henrique, promovida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

senadora Kátia Abreu
senadora Kátia Abreu

“Foi uma atitude criminosa, realizada sob a alegação de que seriam terras públicas. Mas nada justifica o esbulho possessório. Esse movimento age como se não existisse lei, ordem. Eles não têm medo de nada.”, alertou Kátia Abreu. Cenas da invasão foram exibidas em telejornais da TV Globo desde a noite de segunda-feira.

A presidente da CNA lembrou que as agressões do MST são recorrentes e destacou ações recentes dos sem terra no Pará e em Pernambuco. “Eles são contra o livre mercado, as terras privadas, o lucro. São contra a democracia”, denunciou Kátia Abreu. O senador Romeu Tuma, inclusive, chegou a classificar a invasão como um “ato de terrorismo”. A senadora destacou também que essas invasões representam uma ataque à toda atividade agropecuária, setor responsável pela geração de superávits na balança comercial brasileira.

A senadora reforçou que não é contrária ao programa de reforma agrária e lembrou da disponibilidade de terras para instalar novos assentamentos sem que seja necessária uma só desapropriação. Ainda segundo Kátia Abreu, em 2003 havia um estoque de 133 mil hectares de terras disponíveis. O governo atual utilizou 41 mil hectares na instalação de novos assentamentos. Ou seja, ainda sobram terras.

“Quem poderá ajudar os produtores rurais a se proteger das invasões do MST?”, questionou a presidente da CNA. Kátia Abreu acusou de criminosas as ações do MST, que geram um clima de insegurança no campo. Destacou que a atividade rural é responsável não apenas pelo superávit da balança comercial, mas também responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) e por um terço dos empregos do Brasil.

REPÚDIO DOS SENADORES

● “O MST não tem interesse em fazer qualquer tipo de reforma agrária. Quer promover um momento louco, um sonho desvairado. Quer promover uma revolução no estilo zapatista a partir do campo brasileiro.” – senador Arthur Virgílio (PSDB/AM)

● “É um movimento desordenado, anarquista. O MST é uma entidade clandestina, que não pode sequer quer processada ou responder criminalmente por suas ações.” – senador José Agripinio (DEM/RN)

● “As cenas mostradas são estarrecedoras. E não é a primeira vez. São repetidas vezes.” – senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA)

● “Quase não acreditei no que eu estava vendo. Não é possível que no Brasil de hoje esteja acontecendo coisas como essa. Se fez uma verdadeira mutilação sobre o plantio de laranjas provavelmente mais produtivo do mundo.” – senador Tasso Jereissati (PSDB/CE)

● “Precisamos saber quem está financiando esta anarquia” – senador Valter Pereira (PMDB/MS)