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Leonardo Prudente entrega carta de renúncia

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O ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deputado Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM) entregou sua carta de renúncia à mesa diretora da Casa, na tarde desta sexta-feira. Prudente renunciou antes de ser notificado sobre o processo de quebra de decoro que corria contra ele. Por isso, não perde os direitos políticos. Para valer, a carta precisa ser lida em plenário.

Leonardo Prudente (Foto: Divulgação)
Na carta de renúncia, Leonardo Prudente diz que foi “vítima de um modelo autofágico do Sistema Eleitoral Brasileiro no qual prevalece a hipocrisia” e pede que “a situação de hoje” seja “um exemplo aos candidatos que irão concorrer às próximas eleições.” Ele afirma que errou “ao receber doação para campanha e não contabilizar.” No lugar de Prudente, assume o mandato o suplente Raad Massouh (DEM).

Prudente reconhece no documento que as imagens são “muito fortes” e afirma que a “oração da propina” não tem vinculação com o vídeo em que ele é visto recebendo dinheiro do suposto esquema que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Ele pede “sinceras desculpas pelo constrangimento” que “essa situação provocou.” No texto, Prudente diz que espera “que você e sua família que possam estar desvencilhados de prejulgamentos e que avaliem com serenididade” o que ele chama de “julgamento da mídia.” O parlamentar ficou conhecido após aparecer em um vídeo – gravado durante a Operação Caixa de Pandora – guardando dinheiro de suposta propina nas meias.

“Já admiti publicamente e reafirmo que errei, e estou pagando um preço muito alto, mas tenho a certeza que as investigações irão revelar a verdade dos fatos e que o processo legal e a Justiça serão novamente restabelecidos. Não serei mais candidato a nenhum cargo eletivo em 2010, apenas desejo refutar os fatos inerentes à minha pessoa, colocando-os na forma verdadeira como eles ocorreram.”

Mais cedo, o parlamentar, que enfrenta processo de cassação, enviou 10 mil cartas a seus eleitores com pedido de desculpas. Enviadas por mala-direta, com o endereço do gabinete de Prudente e o carimbo da Câmara, as correspondências utilizam estratégia semelhante à do governador licenciado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), que é a de pedir desculpas aos eleitores pelas denúncias. E explica que o vídeo do dinheiro foi filmado em 2006, e o da oração, em 2009. “São versões maldosamente apresentadas para confundir o telespectador e gerar comoção”.